quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Uma convidada inusitada para a nossa ceia de natal.

Quarta-feira, 25 de Dezembro de 2013.
- 16:22 Tarde.
Terceiro desabafo do dia. 

Querido diário:
Hoje é dia de Natal. Mas ao contrário do que sempre faço quando é época comemorativa e especial, dessa vez eu não estou a fim de escrever nenhuma baboseira melosa e clichê sobre isso. u.u 
Calma, eu não virei nenhuma terrorista anti-natal ou coisa assim. É que só não estou com vontade de escrever nada sobre isso mesmo.
Mas mesmo assim diário, eu ainda preciso te contar uma coisa que aconteceu na noite de ontem. Aliás, preciso contar do início uma loucura que acabei fazendo, e aposto que até você não vai acreditar, rs.
Aconteceu que a minha cunhada, independente de ser a certa ou não nas histórias, nunca deixa de inventar uma das suas que sempre prejudica os outros. E dessa vez não foi diferente. Diz a minha sogra que a Vitoria inventou de pegar lingerie pra vender. Só que ao invés de guardar o dinheiro pra prestar contas, ela o gastou. E agora pra irresponsável não ser presa, minha sogra deixou de fazer suas compras de natal pra pagar a pessoa que minha cunhada lesou. Ela contou isso pro Henrique na segunda-feira, e ele veio choramingar e amaldiçoar a irmã, pra mim.
Eu juro, diário, que a ideia não partiu do Henrique. E juro também que não sei o que deu em mim pra ter pensado em tal coisa. Só sei que me vi pedindo pra ele convidar a sua mãe pra passar o natal com a gente, já que ela, graças a filha, não iria ter nada de especial pra colocar na mesa. Henrique até chorou, me abraçou e disse que meu coração não tinha tamanho. Ele sabia muito bem que por razões bem fortes sua mãe e eu estávamos há 8 meses sem nos falarmos. Seria um sacrifício para eu sacrificar o meu natal em paz só com ele para incluir também a sua mãe. Mas no fim, assim foi. Quando deram sete horas no relógio, levamos tudo o que preparei de gostoso na cozinha para a casa da minha sogra, e lá, nós três – ela, Henrique e eu, comemos o banquete em paz. E no final, diário, ela até me agradeceu.

Sabe, depois que eu fiz a loucura impulsiva de propor que minha sogra fosse convidada pra nossa pequena ceia de natal, eu confesso que passei as horas todas que antecederam o evento de coração apertado e arrependida, por ter sido rápida demais. Mas no fundo, eu me senti fazendo a coisa certa a fazer. Porque afinal, por mais que ela tenha me feito maldades e, por mais que eu a deteste e a prefira longe admito que muita coisa que tenho em casa é ela quem dá. E também, é natal, e alguma coisa falou em mim que eu era bem mais que qualquer coisa que tivesse acontecido comigo.

E quer saber, foi legal assim =)

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