Sexta-feira, 01 de Agosto de 2014.
- 17:13 da tarde.
Querido diário...
O diário pessoal da Mariana B.
"Escrever é o que me faz inteira, e ao mesmo tempo em pedaços". - Mariana Borelli.
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
sábado, 10 de maio de 2014
Infelizmente a minha cunhada voltou para casa, mas não tenho muito o que sentir sobre isso...
Sábado, 10 de maio de 2014. Timon.
- 21:14 da noite.
Querido diário: ....
... Hoje o dia foi um pouco ...estranho, porque uma das coisas de que
eu menos gostaria que tivesse acontecido, aconteceu: minha cunhada voltou a
morar aqui. =/
Mas sinceramente eu não estou com um pingo de vontade de
falar ou comentar qualquer coisa sobre isso. Na verdade eu não estou sentindo
nada. Incomodada por saber que ela está aqui ao lado, admito, mas, fora isso,
confesso que estou mais é com vontade de ignorá-la por completo.
Sabe diário, só pelo fato de que vi minha cunhada pagar com
tantos infortúnios e desgostos nesse casamento toda a maldade que me fez por
anos, já está de bom tamanho. E agora que ela voltou como uma tola fracassada pra
vida de que tanto desgostava ao lado da mãe controladora, e ferrou também com a
toda juventude e com as chances de ser alguma coisa na vida só porque
engravidou com 19 anos e tá sozinha, sem dinheiro e sem emprego, eu sei que ela vai pagar ainda mais e quero mesmo
é que ela se lasque e se acabe de vez tendo que correr sozinha e cuidar de
criança. u.u
terça-feira, 6 de maio de 2014
A minha decisão de melhorar.
Terça-feira, 06 de maio de 2014. Timon.
14:04 da tarde.
Querido diário:
O mês de maio chegou trazendo consigo os ventos da
(RE)novação, uma promessa gostosa e leve que me deixou bastante inspirada...
E sabe pra quê? Pra finalmente resolver e esquecer tantas
questões e sentimentos que andaram fazendo dos meus últimos dias um mar de
lamúria.
Às vezes acho que esse é exatamente o meu problema:
pensar demais. Ficar presa em casos antigos mastigando infinitas aflições, colocando demasiadas reticências
em histórias onde já deveriam existir o ponto final.
Admito, que por eu estar a tanto tempo aqui em Timon, sempre
tão sozinha e ociosa, e na maioria das vezes sempre tomada por tristezas e ansiedade,
acabo pensando no que não deveria e me entregando a tais martírios nada
saudáveis. Fico tentando encontrar uma solução e um “por quê” pra tudo o que
acontece e não acontece em minha vida, e reabro mágoas desnecessárias que
deveriam ser esquecidas - porque naturalmente, não resultam em mais nada, além
de machucar. -_-
Como resultado, acabo insuportável, depressiva, triste,
repito as mesmas histórias e escrevo um monte de textos recheados de melancolia
pesada e palavras cheias de revolta, rsrs.
Lástima... -_-
Mas mesmo passando por tanta coisa nesses dias que se
seguem, hoje eu me levantei decidida a vencer isso. Decidi por fim em cada uma
das coisas que me impedem de seguir em frente e, ao invés de perder tanto tempo
e energia remoendo o que já passou e não vai mais mudar, eu jurei a mim mesma que lutarei
para encontrar resoluções para o que der e abandonar e esquecer aquilo que não dá mais.
A começar pela situação entre eu e meu namorado Henrique:
* Nos últimos dias nós dois não estávamos muito bem. Vínhamos discutindo muito por coisas bobas e nos distanciando cada vez mais. Quando não aguentei mais a situação e o chamei para conversar, nós dois apontamos, numa conversa longa, alguns erros cometidos no início de nossa relação que possivelmente estavam nos levando a falta de afeto nos dias de hoje.
Eu abri o meu coração. Falei pra ele tudo o que eu sentia, e também falei que achava que no nível de desrespeito em que estávamos a única solução que eu via para os dois parar de sofrer era nos separar. Mas apesar de que ele concordou comigo em muitas questões, não achou que se nos separarmos depois de quase oito anos juntos seja a solução. Ele me convidou a tentar mais uma vez reacender aquele sentimento tão gostoso que tínhamos quando namorávamos ainda pela internet, e eu concordei em tentar, mesmo depois de saber da sua traição.
Semanas atrás, Henrique me confessou que era dele um perfil anônimo que descobri no facebook, e que também virou motivo de polêmica dentro da universidade onde ele trabalha. Na época disseram que alguém dentre os funcionários do local havia criado um perfil no facebook só para adicionar e xavecar as alunas que estudam lá. O meu namorado e um dos vigilantes da universidade eram os suspeitos, mas Henrique jurou pra mim pelo nome do pai dele que morreu que o perfil era de um dos vigias. Mas recentemente o próprio Henrique me confessou ser o dono do perfil e eu fiquei arrasada. No dia da sua confissão descarada nem consegui encontrar palavras dignas para descrever o quanto aquilo me machucou, mas não fiquei de toda surpresa. Eu já desconfiava que fosse do Henrique pelas inúmeras brechas mal contadas na história, e por dias eu não suportei nem ficar na sua companhia.
Só que os dias se passaram, nós conversarmos, conversarmos mais um pouco e conversarmos um pouco mais. Ele pediu perdão, explicou suas razões, e eu, depois de dias relutante a pensar no assunto, tomei uma decisão que me fez me sentir até muito bem: decidi que eu poria uma pedra em cima e recomeçaria com ele tudo outra vez. E digo que tem dado certo: Faz alguns dias que as coisas entre nós tem estado bem, não cem por cento, mas nossa amizade se renovou e nosso convívio também.
* Além disso havia também a questão da minha cunhada. Depois que engravidou e casou, a “peça” foi morar longe, e por dias, até o ar ficou mais leve por aqui. Mas já faz uma semana que ronda o fantasma da possibilidade de ela voltar, e Henrique e eu estamos muito apreensivos. Nenhum de nós dois a quer aqui em casa de novo. Minha sogra conta que o casamento da filha, que até agora durou dois meses, acabou, mas não é isso que se vê. Desconfio que minha sogra esteja tentando separar sua filha complicada do marido para trazê-la para cá outra vez, e apesar de que estou morrendo de medo disso acontecer, eu sei que ela, a minha cunhada, também não quer ficar aqui pela mesma razão que eu não a quero por perto.
A verdade é que nós duas não nos suportamos. Mesmo depois de termos nos pedido desculpas e eu a ter ajudado algumas vezes, mesmo assim eu não gosto dela, e sei que ela também não gosta de mim. Entre nós sempre existirá essa disputa de lugar, de popularidade, de carisma, pra saber quem é a mais bonita ou qual das duas é a mais feliz. Sempre haverá essa disputa pela atenção do Henrique e dos outros, porque ela se importa tanto comigo quanto eu com ela. Então é melhor que uma fique longe da outra até que eu um dia consiga voltar pra Minas. Porque a verdade é essa, diário: eu nunca irei gostar da minha cunhada de verdade.
* A questão da minha irmã e minha família já é mais delicada. Sei que vai levar alguma dedicação e tempo para recuperá-los como família e isso não é o que poderei resolver aqui, estando ainda na triste Timon e tão longe deles. É por isso que sinto urgência em voltar para Minas, mas não está tão fácil quanto eu gostaria. Na verdade, diário, temo não conseguir voltar pra Minas ainda esse ano. A ideia às vezes me desespera, mas sei que não posso perder o foco e as estribeiras, rs.
Mas da mesma forma que decidi lutar para achar soluções para as minhas questões ao invés de remoê-las, vou encontrar uma forma de sair daqui. Eu sei. Na vida existe uma forma pra tudo, e da mesma forma que um dia achei impossível vir até o Maranhão conhecer o Henrique, eu sei que ainda vou sair desse lugar maldito. -_-
Por isso, estou retomando meus sonhos e mandando o espírito do negativismo pra longe!
Estou engolindo meu orgulho e tirando a farda da vítima incapacitada para vestir a da garota corajosa e determinada que sempre fui.
Se eu preciso de uma nova vida para melhorar, vou então em busca dela. Só não posso deixar que questões pequenas me abatam. Levantei determinada a isso.
A começar pela situação entre eu e meu namorado Henrique:
* Nos últimos dias nós dois não estávamos muito bem. Vínhamos discutindo muito por coisas bobas e nos distanciando cada vez mais. Quando não aguentei mais a situação e o chamei para conversar, nós dois apontamos, numa conversa longa, alguns erros cometidos no início de nossa relação que possivelmente estavam nos levando a falta de afeto nos dias de hoje.
Eu abri o meu coração. Falei pra ele tudo o que eu sentia, e também falei que achava que no nível de desrespeito em que estávamos a única solução que eu via para os dois parar de sofrer era nos separar. Mas apesar de que ele concordou comigo em muitas questões, não achou que se nos separarmos depois de quase oito anos juntos seja a solução. Ele me convidou a tentar mais uma vez reacender aquele sentimento tão gostoso que tínhamos quando namorávamos ainda pela internet, e eu concordei em tentar, mesmo depois de saber da sua traição.
Semanas atrás, Henrique me confessou que era dele um perfil anônimo que descobri no facebook, e que também virou motivo de polêmica dentro da universidade onde ele trabalha. Na época disseram que alguém dentre os funcionários do local havia criado um perfil no facebook só para adicionar e xavecar as alunas que estudam lá. O meu namorado e um dos vigilantes da universidade eram os suspeitos, mas Henrique jurou pra mim pelo nome do pai dele que morreu que o perfil era de um dos vigias. Mas recentemente o próprio Henrique me confessou ser o dono do perfil e eu fiquei arrasada. No dia da sua confissão descarada nem consegui encontrar palavras dignas para descrever o quanto aquilo me machucou, mas não fiquei de toda surpresa. Eu já desconfiava que fosse do Henrique pelas inúmeras brechas mal contadas na história, e por dias eu não suportei nem ficar na sua companhia.
Só que os dias se passaram, nós conversarmos, conversarmos mais um pouco e conversarmos um pouco mais. Ele pediu perdão, explicou suas razões, e eu, depois de dias relutante a pensar no assunto, tomei uma decisão que me fez me sentir até muito bem: decidi que eu poria uma pedra em cima e recomeçaria com ele tudo outra vez. E digo que tem dado certo: Faz alguns dias que as coisas entre nós tem estado bem, não cem por cento, mas nossa amizade se renovou e nosso convívio também.
* Além disso havia também a questão da minha cunhada. Depois que engravidou e casou, a “peça” foi morar longe, e por dias, até o ar ficou mais leve por aqui. Mas já faz uma semana que ronda o fantasma da possibilidade de ela voltar, e Henrique e eu estamos muito apreensivos. Nenhum de nós dois a quer aqui em casa de novo. Minha sogra conta que o casamento da filha, que até agora durou dois meses, acabou, mas não é isso que se vê. Desconfio que minha sogra esteja tentando separar sua filha complicada do marido para trazê-la para cá outra vez, e apesar de que estou morrendo de medo disso acontecer, eu sei que ela, a minha cunhada, também não quer ficar aqui pela mesma razão que eu não a quero por perto.
A verdade é que nós duas não nos suportamos. Mesmo depois de termos nos pedido desculpas e eu a ter ajudado algumas vezes, mesmo assim eu não gosto dela, e sei que ela também não gosta de mim. Entre nós sempre existirá essa disputa de lugar, de popularidade, de carisma, pra saber quem é a mais bonita ou qual das duas é a mais feliz. Sempre haverá essa disputa pela atenção do Henrique e dos outros, porque ela se importa tanto comigo quanto eu com ela. Então é melhor que uma fique longe da outra até que eu um dia consiga voltar pra Minas. Porque a verdade é essa, diário: eu nunca irei gostar da minha cunhada de verdade.
* A questão da minha irmã e minha família já é mais delicada. Sei que vai levar alguma dedicação e tempo para recuperá-los como família e isso não é o que poderei resolver aqui, estando ainda na triste Timon e tão longe deles. É por isso que sinto urgência em voltar para Minas, mas não está tão fácil quanto eu gostaria. Na verdade, diário, temo não conseguir voltar pra Minas ainda esse ano. A ideia às vezes me desespera, mas sei que não posso perder o foco e as estribeiras, rs.
Mas da mesma forma que decidi lutar para achar soluções para as minhas questões ao invés de remoê-las, vou encontrar uma forma de sair daqui. Eu sei. Na vida existe uma forma pra tudo, e da mesma forma que um dia achei impossível vir até o Maranhão conhecer o Henrique, eu sei que ainda vou sair desse lugar maldito. -_-
Por isso, estou retomando meus sonhos e mandando o espírito do negativismo pra longe!
Estou engolindo meu orgulho e tirando a farda da vítima incapacitada para vestir a da garota corajosa e determinada que sempre fui.
Se eu preciso de uma nova vida para melhorar, vou então em busca dela. Só não posso deixar que questões pequenas me abatam. Levantei determinada a isso.
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Maio chegou!
Timon, quinta-feira, dia 01 de Maio de 2014.
- 16:45 da tarde.
Feliz Maio. =)
- 16:45 da tarde.
E ele chegou!
Seja muito bem vindo mês de Maio! :-D… que vc me devolva possíveis sonhos roubados, que me traga positividade e força pra continuar correndo atrás dos meus objetivos, que me encha de surpresas boas , que não me falte coragem e claro, que tenha momentos de dificuldades mais que sejam superadas da melhor forma possível,que me traga amadurecimento e amor, muito, mas muuuuuito amor!!! ♥ ♥
Seja muito bem vindo mês de Maio! :-D… que vc me devolva possíveis sonhos roubados, que me traga positividade e força pra continuar correndo atrás dos meus objetivos, que me encha de surpresas boas , que não me falte coragem e claro, que tenha momentos de dificuldades mais que sejam superadas da melhor forma possível,que me traga amadurecimento e amor, muito, mas muuuuuito amor!!! ♥ ♥
Feliz Maio. =)
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Uma conversa sincera entre nós.
Sexta-feira, 11 de Abril de 2014.
- 20:22 da noite.
Querido diário:
Ontem eu chamei o Henrique para conversar, e falei
exatamente tudo o que te escrevi terça-feira,
sobre como eu percebi que um dos piores erros que eu cometi na vida foi o de ter confiado na opinião dele, que eu mal
conhecia na época, e deixar com que isso alterasse o que eu pensava da minha
própria família e mudasse a minha forma natural de agir com eles. E para o meu
assustar ou minha felicidade – ainda não sei dizer – ele concordou com cada palavra
que eu lhe disse e ainda revelou que sente e pensa exatamente a mesma coisa.
Quer dizer: o Henrique, que pela primeira vez aceitou essa
conversa melhor que qualquer outra que já tivemos, me confessou: que quando
começamos a namorar pela internet e fizemos planos de nos encontrar e ficar
juntos, ele também cometeu seu erro particular. E não foi aquele – que por
sinal até admitiu – em que me persuadiu a sair de casa ao invés de tentar
resolver as coisas com minha família. Ele disse que ele era outro sozinho e
carente que se escondia de tudo e todos por vergonha que sentia do seu excesso de peso. Ficara animado com a atenção que eu prestava à ele, e quando eu lhe
disse que estava apaixonada, vibrou tanto com a possibilidade de ter finalmente
a primeira namorada que não mediu metade das coisas que poderiam acontecer e
alterar para levar a diante tal propósito. Ele disse que olhando para tudo hoje
e as coisas que aconteceram, entende tristemente o quão imaturo e louco foi em
colocar em jogo tanta coisa. Viu, como eu vi, tarde demais, o tamanho da
irresponsabilidade de nós dois. Também admitiu que foi um erro. Éramos muito
novos e inexperientes, sozinhos, carentes e loucos por alguém que preenchesse
nossos vazios. E o que aconteceu foi que encontramos um ao outro, e, se for
olhar bem, agimos pelo momento, por nossas mágoas interiores e pelo desespero
de fugir pra longe de tudo que nos machucava na época. Era uma coisa muito
forte, de momento, mas que mudou tudo nas nossas vidas e na das pessoas que
estavam a nossa volta, nas das nossas famílias. E ele ainda falou uma coisa
muito engraçada com a qual eu devo concordar: talvez nós dois nem estivéssemos
realmente apaixonados um pelo outro. Talvez apenas tenhamos gostado da atenção que
demos e recebemos, dos momentos de amizade e das coisas que descobrimos em
comum, e confundimos tudo isso com paixão, com amor, um amor que se acabou tão
facilmente com a primeira intriga que a irmã dele criou e com a primeira
mentira que ele contou.
E agora estamos aqui, diário, e passando por tanta coisa.
Na verdade passamos por incontáveis turbulências em nossa relação. Passamos pelo ninho de
intrigas criadas por terceiros. Mudamos coisas em nossas vidas, saímos feridos.
E pra piorar, ninguém está contente. Quando colocamos em mesa sugestões de como
podemos agora resolver isso entre a gente, apareceram duas opções completamente
encaixáveis à situação: Ou a gente encerra de onde estamos enquanto ainda
nenhum compromisso forte nos obriga a ficar junto (como filhos e casamento, por
exemplo) aí eu volto para Minas Gerais, e ele, óbvio, fica aqui em Timon, ou a
gente tenta aprender a se amar e a namorar de verdade. Afinal, parece
brincadeira, mas essa confusão toda nos mantém juntos já faz sete anos, a gente se conhece até mais
que bem e, por mais que eu não goste de admitir, isso é uma união estável.
O Henrique, como era de se esperar, optou pela opção de
continuarmos e tentar. Mas eu, diário, sendo muito sincera, preferia a
primeira.
Se for dizer o porquê, não acho ou sinto que continuar isto
como está seja a coisa certa a escolher, principalmente se eu for considerar
como eu me sinto vivendo aqui onde estou e como estou depois de toda a pressão
que recebida minha sogra. Além do mais, tem o Henrique. Ele não é nada do que
eu quero em um homem para mim, e sendo mais sincera ainda, não acho que um dia ele
será. Eu gosto muito dele. De verdade. Como amigo, é ótimo, mas confesso que
não tenho coragem de me casar com uma pessoa por quem não alimento outro sentimento
além do de posse, o mesmo que me provoca a satisfação por saber que ele está do
meu lado e não ao lado da minha cunhada, que por sua vez sempre disfarça o
tamanho da falta que sente dele e por quem sempre ei de alimentar essa rixa,
essa raiva, por não conseguir perdoá-la pelas coisas que fez.
Pelo menos eu consigo admitir isso, então, é por isso
que eu não queria continuar. Da minha parte não é sincero.
E, sabe, ele também me confessou que já não me ama mais como
antes, faz tempo, e quando eu perguntei por que então ainda inceste que
fiquemos juntos, ele disse que alguma coisa o faz acreditar que se realmente
tentarmos, se realmente quisermos e se nós nos afastarmos de tudo o que ajudou
a causar o nosso desgaste, nós poderemos realmente nos amar e nos gostar de
verdade.
Sinceramente, não sei o que dizer. Eu não concordei e nem
discordei com nada. Pode ser que ele tenha razão. Mas pode ser que eu também tenha
e possa vir a me arrepender se concordar com ele, mais uma vez. Encerrar tudo
isso pra nunca mais, seria a chance que eu tanto queria de fazer as coisas – ou
pelo menos uma parte delas – voltarem a ser como eram antes de eu entrar nesse
redemoinho de problemas, pois desde que pisei na casa do Henrique eles nunca
tiveram fim.
Mas também, por outro lado, eu teria de ficar sozinha.
Admito que acostumei à ele, à presença dele. Começar uma vida a dois é sempre
muito mais fácil que sozinho. Admito tenho esse outro medo que é o de me
separar, ficar sozinha e descobrir mais tarde que fiz errado. Mas também estou
cansada dele, diário.
Não sei, não sei o que fazer. Sinceramente não sei. Apesar
de que tenho urgência em ver isso resolvido para finalmente dar seguimento à
minha vida, por enquanto, acho que vou deixar rolar.
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