terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Enfim, o último dia de 2013...

Terça-feira, 31 de Dezembro de 2013.
- Último dia do ano. 16:20. Tarde.
Segundo desabafo do dia.

Querido diário:
E enfim, último dia de 2013.... hora em que você, no automático, começa a repensar e relembrar tudo que se passou no seu ano... coisas boas, coisas ruins; Pessoas que chegaram, pessoas que partiram, mas que de alguma forma continuam dentro de nós. Momentos que serão lembrados para sempre e outros que rezaremos para serem esquecidos logo. Enfim, momento mágico esse em que EU me encho de esperanças para que o próximo mês com a chegada de 2014, tudo seja diferente.
Mas na maioria das vezes a gente esquece que não se precisa de um mês novo ou até mesmo um ano novo para que se possa fazer tudo diferente... O recomeço está muito além do simples ritual da troca do calendário da parede e atualização de agendas. Está em cada dia que abrimos os nossos olhos e acordamos para a vida.
Então, diferente de como sempre foi, não vou torcer para que meu mês ou meu ano seja diferente... Farei EU mesma todos os dias a diferença na minha vida, nas minhas coisas, no meu modo de pensar, no meu modo de agir... Quero tudo novinho, inclusive até a mim mesma :D
Totalmente satisfeita e com a deliciosa sensação de dias bem vividos, eu me despeço de 2013 sem nenhuma tristeza. Para mim, foi um ano relativamente bom, tranquilo em sua maioria, surpreendente se for considerar alguns aspectos e de muito, muito aprendizado e amadurecimento. Foi o ano que plantei tudo aquilo que espero colher em 2014, e de verdade espero alcançar esses resultados!
Então, vamos em frente e Feliz 2014 pra todos nós! 




Um desabafo necessário sobre a minha cunhada.

Terça-feira, 31 de Dezembro de 2013.
- Último dia do ano. 16:08. Tarde. 

Querido diário:
Eu juro: eu não tenho nada contra a minha cunhada. Mas eu preciso confessar que quase sempre que ela me deixa aborrecida. :|
Sabe, diário, eu até acho a Vitoria uma boa pessoa, principalmente quando é amigável e parece sincera nas coisas que diz ou faz. Eu me lembro do infeliz dia dentro daquela ambulância e no hospital quando ela fez aquela burrada de tentar se matar e tive de acompanha-la pra evitar o pior. Foi nele que eu percebi que no fundo, mesmo eu não querendo, até me importo com minha cunhada, no fundo, eu nunca quis que se machucasse.  Uma parte minha até gosta de tê-la por perto, mesmo ela tirando a minha paciência com as histórias absurdas de que não tem coragem de viver a própria vida sozinha. Ok. É assim que eu me esforço a tentar gostar dela, em ser sua amiga.
Mas aí, quando eu percebo que há algo suspeito em seus atos e descubro que sua amistosidade era, na verdade, uma ponte pra ela chegar em algo que eu podia oferecer, eu rapidamente me decepciono e azedo com ela, fico com raiva ao me lembrar de que a minha cunhada nunca foi nada além de uma dissimulada interesseira que só conversa comigo com dois intuitos: obter favores ou me derrubar.

No passado eu já tive uma forte antipatia natural por minha cunhada porque a via tentando ser igual a mim. Depois foi o ciúme e as disputas pela atenção do Henrique que nos separou e me impediu de gostar dela, e agora é o seu jeito natural e imprevisível que me impede de confiar no seu sorriso, e pra ser sincera e pra não me machucar, na maioria das vezes eu não confio e não sei como lhe dar com isso, se não for me afastando dela. Sei lá, parece que eu não tenho outra alternativa se não for fugir... , mas, pense comigo: que outra forma há pra lhe dar com uma pessoa que você não sabe o que está pensando, além de ser alguém que não costuma ser sincera, hã? Eu queria chegar e perguntar pra Vitoria com toda a franqueza se a amizade que temos hoje é verdadeira, mas não sei como fazer isso sem ela interpretar como um início de briga (já que tudo ela leva por esse lado).

Dramas a parte, agora vamos levar pelo lado realista da história: se for olhar bem, e direito, tanto eu quanto a minha cunhada já fomos más uma pra outra. E se for pegar isso lá do comecinho, a minha cunhada nunca me apresentou uma amizade sincera desde o tempo quando conversava comigo pela internet, enquanto eu estava lá em Minas Gerais, na casa da minha família. 
Enquanto me falava que não via a hora de eu vir visita-los aqui em Timon, por trás, minha cunhada fazia o pacto consigo mesma de que não me deixaria ficar junto de seu irmão. E isso foi a nossa vizinha Bruna e a prima dela, Leticia, que me contaram. E mesmo agora depois que passamos por tanta coisa juntas - onde até fizemos as pazes - não sinto que a minha cunhada esteja sendo diferente. Não sinto que ela realmente aceita que eu esteja com o Henrique.
Assim como já percebi antes, de uns tempos pra cá, ela só vinha me procurar pra conversar quando queria minha pranchinha emprestada, ou quando queria que eu a acompanhasse quando não havia nenhum dos seus costumeiros amigos por perto. Um bom exemplo disso foi àquela tarde em que ela me chamou pra acompanhá-la em Teresina (parece que iria devolver uma fantasia que alugara) e no caminho, encontrou o seu amigo Elton. Nós três até fomos pra Teresina resolver o que estava nos planos de nós duas. Mas aí, na primeira oportunidade que pintou, adivinha qual dos dois ela dispensou?...
Vitoria age assim não sei por qual razão. Não sei se ela é quem não sabe dar valor nas pessoas. Na verdade eu duvido que ela trate mal ou com indiferença algum de seus amigos. Então não restam dúvidas de que é só comigo que não existe amizade.
Talvez seja por isso que ela nunca demonstra se importar em como estou ou como me sinto. Talvez seja por isso que me trata com tanta superficialidade e nem se importa se isso me machuca, porque ela sabe que sempre serei aquele tipo de tola que acredita na primeira boa intenção que as pessoas apresentam.

Mas enfim, não vou exprimir lamúrias por causa disso. Primeiro, porque não se sofre por uma amizade, que tenho QUASE a certeza, que nunca foi uma amizade de verdade, uma coisa que nunca existiu. E segundo, porque se levar em consideração as coisas que já senti contra ela, eu diria que estaríamos quites.
De tanto me tratar na superficialidade, digamos que aprendi a tratar a minha cunhada igual. Eu não faço mais má vista dela, mas confesso que, assim como ela é, eu também mantenho escondido os meus interesses na escuridão.
Quais interesses?
Bem, digamos que eu ainda a quero bem longe do Henrique, que, mesmo ele não admitindo por inteiro, eu sei que ainda pensa um pouquinho na irmã. E digamos que eu me sinto mais cômoda sabendo que ele tem todos os seus cuidados e caprichos guardados somente para mim, e que eu não quero que surja nem a fumaça da hipótese do Henrique inventar de cuidar da irmã quando a mãe dele morrer, seja como for. Afinal, mesmo sabendo disfarçar muito bem, eu ainda tenho muito daquele mesmo ciúme que minha sogra tinha do Henrique por ele gostar da Vitoria, aquele ciúme estranho que ela me confessou e que a fez me pedir para separar os dois irmãos, porque não suportava a ideia de ver Henrique tão cuidadoso com a irmã e não com ela, que era a mãe que dava tudo pra ele. 
E agora digamos também que a partir no momento que minha sogra começou a enfezar a minha cabeça com o ciúme que sentia da Vitoria, eu me vi infectada por esse sentimento furtivo e venenoso instigado por minha sogra, que gradativamente não parou de me falar pelos cantos que, se eu não cortasse o mal pela raiz, Henrique não me prestaria tanta atenção se Vitoria continuasse por perto. E então, desde esse dia não consigo aceitar a ideia de ver os dois juntos novamente, de dividir com ela o carinho dele.
Muita gente acharia que isso é estranho e doentio, mas não me importo com o que pensariam desde que ninguém saiba. O que eu mais quero é que as coisas entre eles realmente se encerrem; que Henrique e eu fiquemos em Minas pra sempre, e minha cunhada, aqui, no lado errado da historia onde nada dá certo, morando na casa da própria tia que nunca será sua de verdade, e casada com o seu namorado independente de ser ele bom ou não pra ela.

Apesar que parece irônico ou até mesmo falso, não menti pra minha cunhada quando eu disse que queria que ela fosse feliz. Quero muito que ela viva a vida dela. Mas é aquela coisa: cada uma tem de ser feliz no seu mundo, no seu canto, com suas coisas. Quero que essa relação que não deu certo fique no passado e que tudo o que passamos em Timon vire apenas lembranças dignas de serem apagadas, e que eu possa finalmente voltar pro meu lugar onde nada e nenhuma dessas pessoas que aqui conheci, existe. Não é que eu seja maldosa, é apenas um mecanismo de defesa contra tudo e todos que tanto me derrubaram aqui. 
Então é isso. Eu não tenho maiores razões para estar escrevendo sobre isso, diário. Só queria desabafar o assunto.

domingo, 29 de dezembro de 2013

E 2013 vai caminhando para o fim.

Domingo, 29 de Dezembro de 2013.
- 15:09. Tarde. 

Querido diário:
O ano de 2013 caminha para o seu fim tranquilamente. Nada do que eu possa reclamar. Minha cunhada, graças a Deus, está passando todos esses dias fora de casa; minha sogra também está quieta na dela. Os vizinhos, por incrível que pareça, estão dessa vez mais preocupados com suas próprias futilidades ao invés de interessados na minha vida. Tudo está realmente numa boa e numa gostosa paz, e dentro do possível eu estou feliz. Ainda não tão satisfeita quanto queria, mas me sinto cômoda e descansada. 
Mudando um pouco de assunto, ontem eu estava lendo as últimas coisas que escrevi no diário nos últimos dias, e percebi que muitas áreas em minha vida andam em crise: - emocional, social, financeira, moral, amorosa. E, bom, é exatamente por isso que estou cada vez mais animada com o fim de ano – faltam apenas 3 dais para 2014 – e vejo nele a oportunidade de começar a consertar cada uma dessas áreas da minha vida para realmente começar uma nova. =)

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Uma convidada inusitada para a nossa ceia de natal.

Quarta-feira, 25 de Dezembro de 2013.
- 16:22 Tarde.
Terceiro desabafo do dia. 

Querido diário:
Hoje é dia de Natal. Mas ao contrário do que sempre faço quando é época comemorativa e especial, dessa vez eu não estou a fim de escrever nenhuma baboseira melosa e clichê sobre isso. u.u 
Calma, eu não virei nenhuma terrorista anti-natal ou coisa assim. É que só não estou com vontade de escrever nada sobre isso mesmo.
Mas mesmo assim diário, eu ainda preciso te contar uma coisa que aconteceu na noite de ontem. Aliás, preciso contar do início uma loucura que acabei fazendo, e aposto que até você não vai acreditar, rs.
Aconteceu que a minha cunhada, independente de ser a certa ou não nas histórias, nunca deixa de inventar uma das suas que sempre prejudica os outros. E dessa vez não foi diferente. Diz a minha sogra que a Vitoria inventou de pegar lingerie pra vender. Só que ao invés de guardar o dinheiro pra prestar contas, ela o gastou. E agora pra irresponsável não ser presa, minha sogra deixou de fazer suas compras de natal pra pagar a pessoa que minha cunhada lesou. Ela contou isso pro Henrique na segunda-feira, e ele veio choramingar e amaldiçoar a irmã, pra mim.
Eu juro, diário, que a ideia não partiu do Henrique. E juro também que não sei o que deu em mim pra ter pensado em tal coisa. Só sei que me vi pedindo pra ele convidar a sua mãe pra passar o natal com a gente, já que ela, graças a filha, não iria ter nada de especial pra colocar na mesa. Henrique até chorou, me abraçou e disse que meu coração não tinha tamanho. Ele sabia muito bem que por razões bem fortes sua mãe e eu estávamos há 8 meses sem nos falarmos. Seria um sacrifício para eu sacrificar o meu natal em paz só com ele para incluir também a sua mãe. Mas no fim, assim foi. Quando deram sete horas no relógio, levamos tudo o que preparei de gostoso na cozinha para a casa da minha sogra, e lá, nós três – ela, Henrique e eu, comemos o banquete em paz. E no final, diário, ela até me agradeceu.

Sabe, depois que eu fiz a loucura impulsiva de propor que minha sogra fosse convidada pra nossa pequena ceia de natal, eu confesso que passei as horas todas que antecederam o evento de coração apertado e arrependida, por ter sido rápida demais. Mas no fundo, eu me senti fazendo a coisa certa a fazer. Porque afinal, por mais que ela tenha me feito maldades e, por mais que eu a deteste e a prefira longe admito que muita coisa que tenho em casa é ela quem dá. E também, é natal, e alguma coisa falou em mim que eu era bem mais que qualquer coisa que tivesse acontecido comigo.

E quer saber, foi legal assim =)

Estou aprendendo a (re) amar minha antiga solidão.

Quarta-feira, 25 de Dezembro de 2013.
- 16:13. Tarde.
Segundo desabafo do dia. 

Querido diário:
Sabe que, por um lado, talvez por causa desse monte de coisa que tem acontecido entre eu e esse monte de… pessoas, eu acho que estou aprendendo a (re)amar a minha solidão, sabia?     
Quem pouco me conhece e não sabe desse detalhe, não a credita que já fui tão sozinha ao ponto de não ter com quem interagir por meses.

Houve realmente um tempo na minha vida em que eu era completamente sozinha. Sem amigos, família, ninguém. Passei uns 3 anos nessa condição, os justos 3 anos que eu tive depressão. E foi nesse tempo que eu aprendi a ser a mais egoísta das criaturas.
Sabe, diário, eu gostava dessa época. Gostava muito mais de ser aquela Mariana sozinha que não precisava se preocupar com nada e nada me deixava nem triste ou chateada. Eu gostava de não ter um namorado pra me preocupar com o que ele estava fazendo e pensando, ou se estava ou não olhando pra outras mulheres. Eu gostava de não ter muitos amigos para depois não me sentir nem trocada ou traída, traída por aqueles pra quem abri meu coração, provou de tudo de mim e depois sumiu.  
É, bons tempos aqueles…
Como eu apreciava aquela paz, da qual saí nem sei pra quê.

Sabe, eu passei tempo suficiente trancada no meu quarto para saber que eu nunca deveria ter saído dele. Algumas pessoas até me chamaram de louca por eu ficado em casa em dias de sol e desperdiçando o melhor do meu tempo jovem pagando de anti-social e bichinho do mato. Insistiram e tentaram me convencer de que eu precisava fazer as coisas que todos os outros faziam, ou de que talvez eu precisasse ter pessoas para aprender a amar e deixar de ser egoísta.
Mas a verdade é que, após fazer exatamente o que queriam, após sair da minha caverna e ir provar cada uma dessas coisas do mundo que me apresentaram, eu não ganhei nada. Só saí ferida, machucada, esculachada. E por quem? Bem por aqueles que passaram todo o tempo tentando me convencer a sair.
E agora, convenhamos, não é a toa que estou revoltada, triste, assustada, me sentindo traída e com vontade de voltar ao meu antigo conceito original de solidão, querendo reassumir aquela velha Mariana sozinha que ainda não havia sido machucada por ninguém e era feliz sem saber. 

Sabe, não me entenda errado, diário, sei que desse estar pensando que entrei de novo em mais uma daquelas marés de tristeza contínua e pessimismo. Não, não. Muito pelo contraio, estou até muito feliz e satisfeita nos últimos dias. É Só que eu precisava falar algo sobre o que estou sentindo depois de descobrir e entender essa da minha cunhada que só falava comigo quando precisava de algo. Só achei engraçado. 
Mais uma vez ficou provado que aquela criatura é falsa, nunca mudou e não merece um terço da preocupação de ninguém. E mais uma vez ficou provado também que fui uma tola em acreditar que ela havia mudado e merecido um recomeço. E ficou provado também que não se deve acreditar 100% em pessoas com histórico ruim. Quem nasce de caráter ruim morre com ele ainda mais pobre. Não dizem que de árvores ruins é impossível sair frutos bons?
Até existe um dito popular que se aplica perfeitamente a esse caso: As pessoas não mudam. Elas apenas nunca foram o que pensamos que eram. 




Talvez a minha cunhada nunca tenha sido a minha amiga de verdade.

Quarta-feira, 25 de Dezembro de 2013.
- 15:56. Tarde. 

Querido diário:
Na última sexta-feira, assim que retornou da casa de sua mãe, Henrique me contou que vira a Vitoria passando chapinha no cabelo, e me perguntou em tom de reprovação se a chapinha que ela usava era a minha. Henrique detesta que eu empreste as minhas coisas pra minha cunhada. Ele sempre fala que ela não é cuidadosa, e que ele perdeu as contas de quantas foram as vezes que ela não devolveu o que era dos outros. E por mais que eu não use a minha pranchinha, Henrique realmente não gosta que ela esteja nas mãos da Vitoria, e se sentiu aliviado quando eu o mostrei a minha muito bem guardada e intacta.

De certo modo eu também me senti aliviada por saber que agora Vitoria teria as suas próprias coisas. Mas confesso que também me senti meio mal. Isso explica porque ela não vem falar comigo há um bom tempo. Eu sempre tive a horrível sensação de que ela só puxava papo comigo pra me pedir a pranchinha emprestada, sempre acontecia. E no dia seguinte, no outro e no outro ela já não queria mais conversar, ao menos que fosse me pedir a prancha outra vez. Agora que vi que ela comprou a dela e coincidentemente não me procura desde então…
Bem, as coisas agora fazem um pouco de sentido pra mim. E me fez perceber que, afinal, desde que voltamos a conversar, talvez a minha cunhada nunca tenha sido a minha amiga de verdade. 


segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

As coisas realmente não são o que parecem ser. E quando a sua amiga lhe disser que não te atendeu porque estava ocupada, ela estava ocupada mesmo.

Segunda-feira, 23 de Dezembro de 2013.
- 15:34. Tarde. 
Segundo desabafo do dia. 

Querido diário: 
Eu tenho que confessar: eu ando tão sensível quanto à forma como as pessoas me tratam ou quanto ao que eu acho que estão pensando de mim, que, por causa disso, ontem eu passei uma baita vergonha.
A minha amiga Leia entrou no facebook ontem à tarde e eu fui toda afoita chama-la para uma conversa. Mas assim que enviei a minha saudação mais calorosa pela janelinha do bate papo, a Leia de repente e misteriosamente desapareceu. Confusa e terrivelmente sentida com o que aconteceu, fiquei sozinha imaginando o pior – que Leia por alguma razão não queria ser mais minha amiga e estava me evitando -, e daí, fiz uma das coisas mais impulsivas e idiotas, ao escrever um recado para ela dizendo que se não quisesse mais ser minha amiga que era pra dizer de uma vez.
Meia hora depois ela me ligou e esclareceu os ocorridos: disse que estava no trabalho no momento que a chamei, e estava muito ocupada por sinal. Ela costuma entrar no Facebook do seu serviço, porém não pega no papo pra não se atrapalhar. Falou que não me ignorou de propósito. Apenas não queria que sua chefa visse.
Imediatamente minha cara caiu e foi lá no chão. Senti uma vergonha como jamais tive. É claro que pedi desculpas à Leia depois, que é indiscutivelmente uma das minhas melhores amigas de Poços de Caldas. Ao rever as minhas razões de modo sincero e achando graça de tudo, Leia aceitou minhas desculpas.

Mas tarde, fiquei pensando em todo o infeliz mal ocorrido e percebi que mais uma vez fui vítima da minha própria impulsividade e mente egoísta, onde só especulei o pior ao invés de pensar se Leia não teria tido boas razões para não me responder naquele momento.
Com isso, ficaram aprendidas duas boas lições: a primeira é que preciso mesmo e urgente dar um jeito nessa minha carência chata e exagerada, que só afasta as pessoas de mim. E a segunda, é: que as coisas nem sempre são o que parecem ser. E quando a sua amiga lhe disser que não te atendeu porque estava ocupada, bom, ela estava ocupada mesmo.




Minha outra família.

Segunda-feira, 23 de Dezembro de 2013.
- 15:01. Tarde. 

Querido diário:
Embora eu esteja bem melhor com a minha mãe e o restante da família agora, e esteja fraquejando e querendo voltar pra casa, e, embora eu ainda ache que eles podiam me dar um pouco mais de atenção, do outro lado eu tenho a minha outra família, a biológica, a que tem se feito cada vez mais presente na minha vida e com a qual ainda está um pouco difícil de acostumar. 
Eu já escrevi sobre eles algumas vezes. Aparentemente não são pessoas ruins. São apenas bem diferentes de mim, mais simples e com costumes que eu normalmente não teria. Claro que essa diferença deve-se ao fato óbvio de eu ter sido criada por outra família, mas de qualquer forma, eles também formam uma família como qualquer outra, mas uma outra que agora também é a minha e que deseja que eu reconheça isso e faça parte dela.
Eu revi a minha mãe Cássia e conheci o restante da família quando fiz a viagem de uma semana para Minas Gerais, em Outubro. Eu gostei de verdade de conhecer todos, de saber quem são e como são os meus parentes de sangue. Os tratei com muita cordialidade e fui muito receptiva. Mas por um lado, acho que ficou muito em evidencia que eram eles que estavam mais felizes por me conhecerem, que eu a eles. 
Eu não fiz de propósito. Pra falar a verdade, eles nunca foram uma coisa que eu esperava acontecer na minha vida. Ao contrario deles, eu não os estava procurando. Por isso ficou difícil demonstrar a mesma reação e sentimentos que eles, que eles por mim. E por isso foi difícil responder a pergunta da minha irmã Jeny se eles são exatamente o que EU esperava. 
Mas tenho que confessar que conviver com eles me causa sentimentos estranhos. Torno a repetir que eles não são pessoas ruins, a primeira vista, mas estar com eles é desconfortável porque eu não tenho ainda as coisas resolvidas com a minha família de criação. E a sensação assustadora que me dá, mesmo que não tenha nada a ver, é que estou sendo, desse modo repentino, transferida de uma família pra outra, e me dói, porque pra mim a que sempre será a minha família de verdade é a que me criou. Então…
Mas eu sei que esses são sentimentos que irão se resolver e encontrar os seus devidos lugares assim que eu puder voltar pra Poços e resolver tudo com tudo e todos. Mas por enquanto não há nada para se fazer, só sentir.
 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Sabe o que eu faria se tivesse tido a chance de acordar em casa HOJE?

Segunda-feira, 16 de Dezembro de 2013.
- 14:19. Tarde. 

Querido diário: 
Olhar para as circunstâncias não boas e para a minha vida daqui fracassada me faz inevitavelmente pensar em como eu queria voltar para o meu antigo lar. Eu sei que não é saudável assim pensar, mas já pensando, sabe o que eu faria se eu pudesse acordar na minha casa HOJE?

Primeiro de tudo eu abriria as janelas do meu quarto e olharia tudo lá fora ao redor, para a paisagem que me era familiar. Eu respiraria fundo e me certificaria que Timon e todos os que nela se encontram foi um pesadelo que ficara bem longe e pra sempre. Depois eu iria gastar um bom tempo matando saudades de cada coisa e cada detalhe da minha casa. - Uma das cosias que mais sinto falta atualmente é de rotina, de carinho e ambiente familiar, de uma casa aconchegante. Aqui na casa do Henrique nunca teve nada disso. Por serem eles uma família completamente desunida, acho que nem se quer fazem ideia do que é respeito familiar. Por isso, faz 4 anos que eu assisto a uma mãe que xinga e arma pros filhos, filhos que batem e desejam a morte da própria mãe e até coisas piores. E também, eu comeria gulosamente qualquer prato que minha mãe fizesse para o almoço, só para matar essa saudade louca que tanto tenho da comida dela.
Ainda no mesmo dia, eu sairia para arrumar um emprego, trataria de ser logo o mais novo motivo de orgulho da minha mãe. Também visitaria cada um dos meus amigos nas casas deles e contaria à eles as histórias absurdas e inacreditáveis de um inferninho aqui na terra chamado Timon.
E é claro, aproveitaria minha noite como sempre aproveitei enquanto morei com minha mãe: eu conversaria com minha irmã coisas do nosso dia enquanto jantássemos, jogaria videogame com o meu irmão logo após e antes de dormir eu faria meu costumeiro e breve passeio pela internet para saber como andariam as coisas pelas redes sociais. Mas, detalhe: dessa vez sem dar a mínima atenção a nenhum namorado virtual mentiroso que poderia me levar outra vez à perdição.
E por último eu escutaria música antes de ir dormir, usaria aquele aparelho de som vermelho berrante que parecia que só eu tinha tamanho mau gosto pra ter um. Escutaria música antes de minha irmã chegar querendo que eu apagasse a luz para dormirmos, antes de eu ganhar um afetuoso beijo de boa noite da minha avó. Tudo isso, como sempre foi….

Mas antes mesmo que tudo isso pudesse acontecer, eu pediria desculpas a minha família. Se eu tivesse a chance de lhes abrir o coração, eu diria que toda a minha aventura e os 4 anos que passei longe deles de nada me valeu a pena – a não ser pelos aprendizados. Diria que sofri tanto quanto eles e que foi pelas experiências ruins que aprendi a dar valor em tudo que eu tive. Que foi vivendo com uma família desestruturada e sem afeto como a do Henrique que comecei a dar valor na minha própria, que, ao contrário, era o exemplo em união, afeto e respeito. E que se possível eu gostaria de começar tudo de novo, dali, mas diferente, fazendo tudo o que antes não fiz e sendo tudo o que não fui.
Quando se tem uma família de valor de verdade e pela qual valha a pena lutar, tudo que se deve fazer é brigar para permanecer nela. Eu tenho isso. Infelizmente tive que passar por tudo o que passei para enxergar. Mas pelo menos agora eu enxergo que tenho uma família de valor, eu tenho a minha família.


domingo, 15 de dezembro de 2013

Presa a um fantasma.

Domingo, 15 de Dezembro de 2013.
- 20:23. Noite. 

Querido diário:
Na semana passada eu terminei de ler um livro muito bom do Sidney Sheldon, chamado Nada Dura Para Sempre. Nele, durante muito tempo, a personagem Paige Taylor esperou para reencontrar o seu grande amor de infância, Albert Hunter, que finalmente voltaria da África para ficar com ela em Nova York. Albert era alguém que fascinava Paige. Ele era gentil, corajoso, amável, solícito com as pessoas carentes e tinha vários sonhos, onde um deles era se casar com a melhor amiga, a Paige. Certa de que também o amava o tanto quanto, ela nãos se permitiu amar ninguém que não fosse Albert, e assim o esperou por anos. Mas quando ela finalmente o encontrou, a surpresa: Albert estava casado com outra mulher. E mais: Ele já não era mais o mesmo Albert com que partilhou a infância, os sonhos e os sentimentos de paixão. Ele se tornara um homem egocêntrico e egoísta, que não mais visava oferecer a sua ajuda a quem precisava, mas sim o dinheiro. E ainda por cima se casara, casara-se com outra mulher que não era ela. 
O mundo de Paige desmoronou. Diante da inesperada mudança e tristes surpresas, Paige admitiu que só não enxergou o erro de não ter seguido em frente também porque ficou presa a um fantasma, ao fantasma do Albert que conhecera na infância e que lhe prometeu casamento, e que para ela ainda seria o mesmo Albert quando ela o encontrasse. Não imaginava que ele fosse mudar. Mas mudou.

O drama e decepção de Paige me fez refletir no meu próprio drama amoroso. Do meu modo, eu, igualmente, me vejo presa ao fantasma do Henrique que conheci pelo Orkut em 2007, aquele que eu REALMENTE amava. Eu sei que já escrevi sobre isso aqui outras vezes, mas minha história com o Henrique é mais ou menos a seguinte: 

- Houve uma época – mais precisamente no ano de 2005 - que eu tive depressão e fiquei completamente sozinha. Sem amigos, sem família, sem ninguém. Em 2007 eu me curei, mas continuei muito sozinha e isso me incomodava. Foi aí que eu tive a brilhante ideia de entrar na internet para arrumar amigos pelas redes sociais. Na época, a que estava em alta era o Orkut, então eu fiz um perfil e saí em busca de um melhor amigo. Mas não podia ser qualquer melhor amigo: tinha de ser alguém interessante, que me compreendesse, que me amasse e aceitasse ser meu companheiro para tudo e pra vida. Eu sentia que essa pessoa existia e que só estava me esperando encontra-lo para um completar o outro.
Eu passei um tempo nessa missão. Conheci gente pra caramba pelo virtual, mas nenhum me pareceu ser a “pessoa especial”. Depois de alguns meses eu já estava até perdendo as esperanças que desse certo, até que surgiu do nada um convite de alguém que eu nem conhecia me convidando a entrar numa comunidade do Orkut chamada “Adote um fã de anime”.  Para quem não sabe, Anime ou Animês, são aqueles desenhos animados japoneses tipo Dragon Ball ou Naruto. Eu gostava desses desenhos, então entrei na tal comunidade. Havia um tópico onde se tinha que escrever o motivo pelo qual eu e os demais membros queríamos ser “adotados” por um fã de anime, e entregue a um estado melancólico e deprimente do meu mais alto grau de carência exagerada, eu escrevi a seguinte frase: “Eu quero alguém para amar”.
Então, provavelmente comovido com aquele recado apelativo, Henrique pediu minha amizade pelo Orkut. Três dias depois o aceitei, trocamos MSN e conversamos o bastante para descobrir coisas em comum e nos apaixonar. Nós nos tornamos os melhores amigos do mundo, e não demorou muito para começarmos a namorar.
Só que aí, nos anos seguintes, muita coisa aconteceu. Henrique e eu namorados por dois anos pela internet, e foi só em 2009 que finalmente nos encontramos após uma briga que tive com minha mãe e fui expulsa de casa. Saí de Minas Gerais e fui para o Maranhão viver com Henrique até a poeira na minha casa baixar, achando que na casa dele as coisas iriam ser boas e mais fáceis, mas não foi o que aconteceu. Eu tive problemas sérios de adaptação, virei piada na boca de todo mundo na cidade e a mãe e irmã do Henrique nunca me aceitaram. Para piorar ainda mais essa equação de desastres, Henrique também não era a mesma pessoa que eu conheci no Orkut. Descobri inúmeras mentiras contadas por um rapaz mimado, mal acostumado, relaxado, grosseiro e egoísta, cujo a mãe nunca lhe ensinara os princípios de uma boa educação. Descobri alguém que não sabia tratar uma mulher com carinho e que ainda por cima era viciado em pornografia. Tudo isso, no lugar do rapaz maduro e sincero por quem eu me apaixonei. Henrique foi a maior decepção da minha vida. Com isso, e a forte oposição de sua família contra mim, nossa relação foi se desgastando e caminhou rapidamente para o fim. Começamos a brigar muito, e até hoje nos encontramos muito feridos e sendo sustentados por uma base muito frágil. 

Ultimamente eu tenho me perguntado muito se vale a pena continuar. Eu odeio morar em Timon; não me dou mais de jeito nenhum com minha sogra; as pessoas daqui são um nojo, e o Henrique, eu confesso, já não amo mais como antes, assim como muita coisa nele me irrita e ele se tornou de longe o homem ideal para mim. Então, pra quê continuar?   
A princípio eu só estava suportando ficar aqui porque sabia que isso dói na minha sogra. Mas eu confesso: até para isso já estou ficando cansada. Já não suporto mais tanto teatro, não suporto ficar com alguém por quem já não alimento mais sentimento algum, além do de posse. Pode ser as mágoas falando por mim, Henrique sempre me fala. Mas já não tenho mais certeza se na verdade isso não é o meu coração entregando a verdade.
Sobre isso tudo Henrique e eu conversamos inúmeras vezes. Mas mesmo ele também partilhando dos mesmos sentimentos que eu, por incrível que pareça, não quer separar. Acredita ele que mesmo com tantas cinzas nós podemos reconstruir alguma coisa ou até mesmo resgatar o que já tivemos, e que hoje só estamos em crise devido as circunstâncias do momento.
Eu até posso concordar com ele, porque a prova que de pode estar certo foi a semana maravilhosa que passamos só nos dois juntos em minha cidade em Minas Gerais, onde nada do que passamos, as tristezas que vivemos e as pessoas que as causaram existiam. Foi muito boa a ilusão de que Timon toda nunca existiu. Tudo o que a gente precisa é de uma segunda chance num segundo lugar, ele sempre diz.

Mas mesmo assim, vou confessar: é difícil dar uma segunda chance depois de tudo o que passou, é difícil dar uma segunda chance quando se tem mágoas ou quando eu me lembro que ele nunca foi aquele Henrique atencioso da internet. O que me atraiu para o seu lado foi justo isso, aquele fantasma que ele usou para fazer eu me apaixonar por ele, e no qual ainda estou presa, me fazendo atentar somente para o Henrique do passado que eu gostava, do qual sinto a falta, e me impedindo de aceitar e a amar o verdadeiro Henrique que agora está ao meu lado.
Se depender dele realmente não iremos nos separar. Ele acredita no renascimento de nós dois. Mas mesmo que eu tente nisso também acreditar, é difícil, e ainda será, se eu ainda continuar presa a este fantasma. 


sábado, 14 de dezembro de 2013

Uma reflexão sobre as minhas amizades fracassadas.

Sábado, 14 de Dezembro de 2013.
- 21:41. Noite.
Segundo desabafo do dia. 

Querido diário:
Com base no assunto que refleti hoje mais cedo, agora a noite eu pretendia escrever uma reflexão sobre as minhas amizades fracassadas – em principal as que sofri aqui.
Aqui em Timon eu não tive muita sorte com amigos. Por mim mesma eu conheci muita gente, gente que na mesma velocidade com que veio se foi. (Alguns por minha culpa, outros não…) E aquele povo todo que era os amigos da minha cunhada e do Henrique e que me foram apresentados pela internet quando eu ainda estava em Minas e me prometiam amizade quando eu chegasse em Timon, bem, estes nunca se interessaram em ser meus amigos de fato. Então, já que mais cedo eu escrevi sobre o fim da minha amizade com Patrícia e Oscar, me veio à mente escrever sobre o fim de outras amizades daqui, já que de fato eu nunca fiz.

Mas aí pensei durante muito tempo se eu deveria ou não fazer isso. Por um lado até seria uma forma de desabafo. Aconteceu muita coisa e perdi muita gente na mesma intensidade que guardei tudo pra mim e sofri sozinha. Mas por outro, de que me adiantaria desenterrar histórias para mais uma vez sofrer com elas? O que me renderia listar todas as pessoas que acho que me odeiam? Francamente só faria um mal a mim. Muitas dessas pessoas nem mais devem se lembrar de que eu existo. E se lembram, ignoram.
Por tanto, eu desisti da ideia desnecessária de escrever sobre amizades fracassadas – as minhas, no caso -, e decidi que perdoar é bem mais preciso que relembrar. (Assim como eu também ficaria muito satisfeita por saber que fui perdoada caso eu fiz algo a alguém. Afinal, não sou santa). ;) 
Além do mais, eu tenho tantos bons amigos em Minas Gerais a minha espera que ainda falam comigo e me tratam com carinho…
Pra quê lamentar o que não deu certo aqui, não é mesmo? =)




Oscar, Patrícia e eu, e o fim da nossa amizade.

Sábado, 14 de Dezembro de 2013.
- 10:26. Manhã.

Querido diário:
Vamos combinar: há certas coisas estranhas que inacreditavelmente acontecem, certo? Mas às vezes eu acho que certas coisas estranhas inacreditavelmente só acontecem comigo.  ¬¬

Você se lembra da Patrícia de quem escrevi uma vez, que era a namorada de meu amigo Oscar, mas que virou a ex dele, só porque eu contei a ela que ele tentou transar comigo em seu apartamento?
Então, depois que terminaram e se separaram de vez, e também depois que havia me excluído do Facebook, a Patrícia, quem diria, voltou a ser minha amiga após me pedir desculpas por ter me destratado por causa do Oscar. Aparentemente ela havia entendido que eu só a estava alertando - sem maldade - sobre o que QUASE aconteceu entre eu e seu namorado. Acabou que nós duas passamos a trocar mensagens pelo Facebook de novo e até saímos pra tomar sorvete uma tarde dessas.
Só que agora, veio a surpresa: Ontem ela me contou que voltou pra ele definitivamente! E quando perguntei por que, ela disse que o amava muito e que percebeu que ela também havia errado, pois ela também mentira pra ele e saiu com outras pessoas enquanto namoravam. 
Sem deixa-la perceber, fiquei arrasada. Forcei um sorriso e disse que a apoiava em qualquer coisa que fosse a felicidade dela. Meia hora depois ela simplesmente desfez a nossa amizade e mais uma vez me bloqueou no Facebook.

Sabe, diário, eu juro que estou tentando não me importar muito com isso, mas não posso. Também queria arrancar a cabeça dos dois, mas também não posso. Não é que eu esteja com ciúmes, ou inveja. Está certo que eu deveria estar no mínimo brava já que, por culpa dessa Patrícia enxerida, eu perdi um dos mais interessantes amigos que já tive. Mas eu estou incomodada com a volta dos dois pelo fato de eu ter ficado como a “ruim” da história por tentar ser sincera, e porque o Oscar não assumiu a parte dele. Ele mentiu, só pra não ficar ruim com a Patrícia. E agora, graças a essas distorções, EU, e somente EU, fiquei como aquela que tentou separá-los.
É por isso que às vezes acho que fico melhor sozinha, sem amigo nenhum. As pessoas são muito complicadas, diário, são falsas, sorrateiras, derrubam alguém assim que pinta uma oportunidade. Tudo o que eu queria era ser sincera com uma amiga e acabei como a vilã da história. Eu estava aqui me lamentando ter perdido Oscar, mas, se olhar por outro lado, que amigo é esse que não me ajudou quando a namorada dele o questionou? Por que ele mentiu e deixou eu me passar por vilã sozinha? Eu o conhecia a muito mais tempo que eles se conhecem, e se quer saber, eu o teria salvo se fosse ao contrário, sempre tive consideração por nossa amizade  ele, mas ele não pensa nas coisas que eu já fiz por ele.  =/

Mas agora, com o coração mais uma vez magoado por esses dois, resta-me me conformar e fazer a única coisa que eu já devia ter feito desde o início: me afastar pra sempre.
Aliás, eu nem sei também pra que diabos eu ainda insistia em estar perto. Já tinha observado comigo mesma que a minha amizade com a Patrícia era a coisa mais estranha que existia. Ela se aproximou de mim primeiro pelo ciúme que tinha de mim com o Oscar, e depois porque queria tomar de mim todos os exemplos de como ser o tipo de garota que o Oscar gosta - ligada em quadrinhos, animes, videogame… - o tipo que EU sou. E se quer saber, era estranho demais quando eu ficava passando pra ela pelo Facebook as aulas de como ser “eu” e gostar do mesmo que eu. Em outro tempo eu teria gostado de saber o que o Oscar acharia sobre essas ideias da Patrícia pra cima de mim, mas agora isso pouco me importa. Eu preciso e quero me afastar, mas não nego que do Oscar eu vou sentir falta.
Então, é isso, não há mais o que pensar ou falar ou sentir sobre isso. Minha decisão de afastar é a certa e bola pra frente! Há outros amigos que também gostam de quadrinhos por aí, há outras amigas que não irão ser falsas comigo por causa de namorado, então, dane-se!

E dane-se se entre eles eu fiquei marcada como a ruim da história. EU sei que de forma alguma eu fui a ruim. Eu fui a SINCERA, isso sim, coisa que nem o Oscar que se dizia meu amigo e nem Patrícia puderam ser, e isso já basta. Também nem sei se quero que um dia cada um enxergue as coisas como REALMENTE aconteceram. Já se diz um belo ditado que o pior cego é aquele que não quer enxergar, e um outro bem fala que cada um enxerga aquilo que lhe convém(Acho que esse já se aplica ao caso da Patrícia, então, que ela vá pro inferno).  u.u 
E no caso que se aplica a minha pessoa, uma bela frase de Ferreira Gullar: "Não quero ter razão. Quero ser feliz". 

Então… é isso.  Acabou.


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Minha sogra, minha cunhada, e seus novos conflitos.

Sexta-feira, 13 de Dezembro de 2013.
- 17:20 da tarde.
Segundo desabafo do dia. 

Querido diário:
Ontem eu dediquei uma página do meu diário para desabafar algumas revoltas sobre a minha cunhada e sobre o que vem fazendo e como vem agindo.  Eu me senti muito melhor depois disso, mas me arrependi quase que imediatamente das minhas revoltosas palavras. Acho que independente do que ela faça e de como ela me faz eu sentir, uma parte de mim realmente gosta dela (mesmo às vezes desconfiando que eu só seja pra ela aquele tipo de amiga que tá ali pra fazer aquilo que ninguém mais pode). =/ 

Só que hoje de manhã a minha sogra falou um monte de coisa da minha cunhada para o Henrique. Contou que desconfia que a menina e o namorado estejam planejando matá-la! 
Que?? Eu olhei para o Henrique, assustada.
Minha sogra disse a ele sobre um episódio em que ela, minha sogra, estava sentada de costas para o balcão da cozinha olhando para a minha cunhada, que estava sentada no computador. O namorado dela estava encostado no balcão tomando água, enquanto gesticulava para a minha cunhada. Minha sogra não olhou para trás para saber que sinal eles trocavam, mas eles riram um para o outro e depois, minha sogra só escutou o rapaz dizer para a minha cunhada: “deixa de onda, Vitória”. E riu mais uma vez. Minha sogra olhou para a minha cunhada mais uma vez, e viu uma expressão de pura maldade nos olhos.
Minha sogra desconfia que ele fez gestos como se a enforcasse ou a apunhalasse pelas costas. Desde então ela dorme com medo quando os dois ficam na casa, confessou, e contou que pretende dar um jeito de fazer com que minha cunhada e o namorado arrumem logo um lugar pra morar, bem longe.
E Além disso, minha sogra também contou que minha cunhada fica propondo para que sua mãe vá viver com uma amiga chamada Antonieta, só para ela, minha cunhada, ficar com a casa pra ela. Um absurdo que Henrique e suas tias, que também ouviram a história, não pretendem deixar ir pra frente caso a minha cunhada insista.

Eu sinceramente não sei o que pensar ou se quero me manifestar em favor de alguém. Acho que não vou fazer nada dessa vez, se querem saber, mas eu penso que a conduta da minha cunhada é no mínimo mesquinha e interesseira. Quer dizer, tudo o que ela quer é a casa para si e pro rapaz. Mas aí eu me pergunto se ela se esquece de propósito que a casa NÃO é nem da mãe dela, mas sim de duas tias da família que a odeiam de paixão e que NUNCA a deixariam ficar na casa, ainda mais com um rapaz de quem já estão falando mal para deus e o mundo, por ter acontecido com ele uma coisa que eu não posso dizer.
Mas uma vez eu repito que o problema da minha cunhada é o comodismo e a falta de coragem de enraizar a vida em outro lugar que não seja nessa horrível e maldita casa. Francamente, com essa obsessão, ela já até começa a parecer com sua mãe, e se soubesse dos planos tecidos por sua própria tia, aqueles mesmos de antes que ela tanto orgulhosamente me contava e espera, não estaria tão confiante que vai conseguir ficar na casa, pois para essa tia, a minha cunhada não faz parte da família. Os motivos? Eu não posso contar.

Minha cunhada ingrata.

Sexta-feira, 13 de Dezembro de 2013.
- 16:55 da tarde. 

Querido diário:
Tudo bem, hoje eu tive que voltar. Mesmo porque eu pre-ci-so tirar isso de mim, e, infelizmente, se não for escrevendo não há outra maneira de fazê-lo.

 
O problema é minha cunhada. Eu a estou odiando durante essa semana mais que tudo nesse mundo. E dessa vez não é por causa da nossa antiga rivalidade. Para que eu possa chegar ao ponto onde explico o que ela fez dessa vez, eu antes de tudo vou entrar em alguns detalhes que passaram e não foram considerados.
* Depois que Vitoria e eu finalmente paramos com aquelas brigas que duraram anos, eu nunca mais escrevi qualquer coisa sobre ela. Isso porque não houve necessidade, e ao meu ver, apesar de nós duas agora nos respeitarmos, a minha amizade com a Vitoria nunca foi forte ou de render bons lucros.

Depois do episódio em que ela tentou o suicídio e eu fiquei abalada por ter sido a única pessoa que evitou que coisa pior acontecesse com ela, nós seguimos nossos dias com um pouco mais de amizade e trocando ideias, a maioria voltada para o propósito de eu ajuda-la nos problemas com sua mãe, minha sogra. 
O problema da minha cunhada é o comodismo e também a falta de coragem pra seguir sozinha com a própria vida. Ela briga, chora, grita, esperneia, reclama, ameaça ir embora de casa por causa das negligências de sua mãe e tudo mais. Só que até pra sair do que ela não aguenta mais, ela não se mexe. Ela sabe que sua mãe nunca irá mudar a forma estúpida com que a trata, então não sei que milagre a Vitoria espera acontecer, pois é sempre o mesmo ciclo vicioso: a mãe dela apronta, as duas brigam, minha cunhada resolve sair de casa, envolve todo mundo no seu drama, minha sogra dá um jeito de calá-la com algum suborninho, minha cunhada morde a isca e as cosias ficam por isso mesmo por um tempo, até que se inicia tudo outra vez, mantendo minha cunhada presa onde sua vida nunca irá pra frente.
Sei lá, às vezes acho que ela é masoquista…
E o que eu acho pior: quando Vitoria têm problemas, ela sempre corre as cegas e mobiliza o primeiro que vê a frente. Pede mil e um conselhos de como resolver a sua vida de vez, e nas poucas vezes (poucas mesmo) que aparenta pensar com alguma sensatez e decide mudar, ela regride. É só a mãe dela a comprar com presentinhos que ela volta a sua antiga condição de mulher das cavernas e não faz mais nada, pra mais tarde reclamar de novo. E eu, sinceramente, já cansei de ver esse filme ¬¬

E o pior é que ela ainda se esquece e abandona quem a acolhe no momento de aflição. Recentemente ela fez isso comigo. Nos últimos meses ela vinha buscando o meu apoio para ficar com um rapaz que conheceu e agora está namorado. Eu realmente estava do lado dela e percebi que lhe servia de ajuda em momentos que aparentemente ela não tinha mais ninguém para cobrir o papel. A sua mãe não gosta nadinha do novo namorado da minha cunhada (hum, novidade u.u), e devido ao fato, adivinha em quem a Vitoria foi se apoiar para que seu romance fosse pra frente: em mim!
Só que agora eu não sei a que milagre minha sogra está aturando o tal rapaz morando em sua casa (“aturando” no modo interpretado de se dizer, pois como é do típico costume da minha sogra, na frente deles ela finge gostar. Por trás, aqui pra nós ela já conta os dias para esse rapaz sumir da vida dela…) e a minha cunhada, como sempre sendo enganada pelas aparências tecidas por sua mãe, agora age como se eu nada tivesse feito para ajuda-la até agora. 
Eu fiz esse papel porque eu achei que eu devia ser uma pessoa compreensiva e legal, mesmo que ela não tenha feito o mesmo por mim e tenha lutado durante anos para me separar de seu irmão. Mas agora não estou achando justo. Por um lado estou me sentindo traída, destratada e ainda por cima com o olho furado, pois nada me tira da cabeça que aquelas conversas estranhas da Vitoria pra cima de mim de que nessa casa em que moramos ninguém progride, que é  amaldiçoada e que por isso Henrique e eu devíamos sair daqui para o nosso bem, nada mais são que tentativas escrotas dela de nos tirar daqui e assumir como dela. Ela pensa que não percebi a jogada. Se ela soubesse que a tia dela, a dona da casa, pretende expulsá-la de mala e cuia junto com a minha sogra em breve, ao invés de gastar energia tentando fazer minha cabeça para eu sair, ela estava era arrumando um canto pra ela pra fugir da confusão. Porque eu, saindo daqui, terei uma casa em Minas, terei família pra me ajudar. E não levando pro lado zombeteiro como na época das nossas desavenças, mas... E ela, tem outra casa? Tem família pra ajudá-la?

Mas mesmo assim, diário, isso é o que vem acontecendo aqui em Timon, é o que tem tirado parte da minha paz nesses dias e me deixado totalmente incomodada. Admito que também me sinto estranha sabendo que esse rapaz agora fica estacionado aí do lado. Não é ciúme nem inveja. Apenas incômodo. Talvez seja porque primeiro a minha cunhada fez de tudo para não deixar que eu fosse feliz quando eu vim morar aqui. Agora ela encontra a própria felicidade (em parte por minhas custas) nem ao menos agradece ou faz o mesmo por mim (já que sua mãe me persegue do mesmo modo que persegue seu namorado), ainda por cima tenta puxar o meu tapete, tentando me tirar da casa. Parece brincadeira essas coisas...  ¬¬
Mas eu bem que gostaria que ela soubesse que sua mãe só está aceitando esse rapaz por perto porque EU mandei um recado pra ela através do Henrique, dizendo que era pra ela, minha sogra, simplesmente parar de implicar, já que fiquei sabendo que ela procurou a Hosana, a ex-namorada do namorado da minha cunhada, para separá-los.

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