quinta-feira, 27 de junho de 2013

Agora é só contar os dias.

Quinta-feira, 27 de Junho de 2013. 

Querido confessionário:

Henrique e eu conversamos muito sério ontem à noite, um diálogo rodeado de uma tensão que não foi nada fácil. Mesmo assim, apesar de que em parte não parece justo, tentamos discutir o dia da partida de uma maneira que satisfizesse os dois e chegamos num acordo.

Agora é oficial: a data para a qual compraremos nossas passagens aéreas ficou para o mês de Setembro, o mês do aniversário do Henrique. Mas o dia, por questões pessoais e sigilo ficará em segredo. Entendi a sua estranha e repentina necessidade de permanecer um pouco mais em Timon e passei em cima da minha vontade louca de ir embora desse lugar de uma vez. Eu não queria dar a ele essa colher de chá sendo que da sua parte nunca tive a mesma coisa. Mas parece que Deus me fez boa e empática até demais.
Para o meu alegrar, sábado iremos para Teresina bem cedo para comprar as bolsas e fazer o orçamento das passagens aéreas nas agências de viagens. E já marcamos de no sábado da outra semana comprar algumas roupas e itens necessários a se levar, enquanto aguardamos o amigo do Henrique chegar à cidade e marcar um encontro para fecharmos tudo.
Enquanto isso minha tarefa de encontrar uma casa pra ficar em Poços de Caldas terá que ser intensificada durante as tardes. Sorte minha que em Julho o Senai estará de férias, mas estou pensando seriamente em não mais me escrever para fazer cursos em Agosto. Terminarei os que já estão em andamento e depois me dedicarei inteiramente com os preparativos da viagem.
Aí em Setembro, daqui dois meses, antes perto que nunca, estarei virando uma importante página em minha vida e dando adeus definitivo a esse inferno chamado Timon.
Sabe, confessionário, eu nem acredito. Tudo chegou tão rápido e fácil que pareço estar sonhando. Estou tão avoada com a coisa acontecendo que nem consigo esboçar a real alegria por saber que vou voltar pra casa!
Por enquanto só consegui processar e entender perfeitamente uma coisa:
Acabou. É isso. Tudo isso aqui está com as horas contadas.
Agora é só contar os dias.



quarta-feira, 26 de junho de 2013

Entre o egoísmo e a empatia.

Quarta-feira, 26 de Junho de 2013. 

Querido confessionário:

A espera finalmente acabou, e a resposta positiva daquele amigo do Henrique que nos ofereceu apoio chegou branda e em otimissíssima hora!
Fiquei radiante diante da agora absoluta certeza de que vou embora desse lugar absurdo e de já ter os recursos necessários para isso. Isso mesmo. Compreendi na mesma hora que posso voltar pra minha cidade quando eu quiser. É só fazer as malas!
Mas aí aconteceu uma coisa: Henrique me pediu um tempo. Agora, de frente com o real fato de que deixará para trás sua cidade, família e amigos, como eu fiz anteriormente, Henrique descobriu que precisará de tempo para aceitar e se acostumar com a ideia do novo.
Instantaneamente murchei na hora. Eu sabia que cedo ou tarde Henrique iria se deparar com a tamanha dimensão do que estava prestes a enfrentar, e preparei-me pra isso. Mas confesso que mesmo tendo consciência disso a última coisa que eu queria era compreendê-lo. Ir embora era tudo o que eu queria, é tudo o que ainda mais quero. Ele mais que ninguém sabe do fato. Então por que raio me testava ao me fazer um pedido tão sem noção?

Passei a noite de ontem com tudo na cabeça. Até o presente momento ainda não encontrei uma solução, a não ser convidar o Henrique para uma honesta conversa essa noite. E sinceramente, desta vez, eu estou com vontade de ser egoísta e pensar somente em mim, no que eu quero e em meu tantas vezes sacrificado bem estar. Mas também não quero magoar o Henrique, a pessoa que eu amo.
O que devo fazer então?
Horrivelmente estou dividida entre meu egoísmo e minha empatia.



terça-feira, 25 de junho de 2013

Terça-feira, 25 de Junho de 2013.

"Já fui acometida pelo cansaço que desencoraja os sonhadores. Mas sou movida por uma teimosia e uma vontade de realizar que me põem de pé todas as manhãs. As inseguranças podem até me fazer visita mas não têm morada aqui. Elas não prendem meus passos."


segunda-feira, 24 de junho de 2013

O milagre que apareceu e sumiu.

Segunda-feira, 24 de Junho de 2013. 

Querido confessionário:

Acho que aconteceu um milagre. Aquele mesmo que há muito eu já vinha pedindo a Deus diante de uma vida com a qual ando muito insatisfeita.

Uma pessoa, um anjo, mais especificamente um amigo do Henrique apareceu para nos ajudar, se mostrando sensibilizado com o que temos passado até então só para ficarmos juntos. Henrique, que até então nunca tinha falado dos nossos problemas pessoais com os amigos por vergonha, contou a esse amigo em questão sobre tudo o que enfrentamos ao longo desses quatro anos: as brigas entre sua mãe, irmã e eu desde que cheguei; contou sobre a casa que não é nossa; contou da apertada situação financeira; do odioso controle que sua mãe exerce sobre nós; contou de como me sinto, as confusões, tudo o que não deu certo, as pazes que fiz com minha família, os planos de ir embora. E ao relatar que metade de nossa história e luta é também a sua, o rapaz, inacreditavelmente, falou que quer ajudar, e nos ofereceu o exato valor que precisamos para custear o que for preciso para realizarmos essa mudança para Minas Gerais.
Isso foi há alguns dias atrás. Mas no dia em que fiquei sabendo que ele nos daria o dinheiro, nem acreditei. Parecia brincadeira! Foi como se de repente todas as lâmpadas da esperança fossem acesas ao mesmo tempo alumiando as inúmeras possibilidades escondidas nas trevas, e mal pude conter a gritante empolgação que subiu dentro do peito: - EU VOU PRA CASA!!!

É com essa bonita, incrível, mas ao mesmo tempo bem vinda esperança que estive sustentando os meus dias vagos. Mas é claro que, agora, estou mergulhada na apreensão pela falta de respostas.
O rapaz que quer nos ajudar fornecendo o dinheiro está atualmente em um congresso resolvendo assuntos importantes, e não tem respondido aos e-mails do Henrique há pelo menos quatro dias. Sei que antes de partir ele nos alertou que seria uma viagem em longo prazo e que voltaria já com os recursos que prometeu para nos ajudar. Mas acontece que meu coraçãozinho não aguenta tanta espera, tanta emoção e demora. Anda impaciente e às vezes sinto como se fosse explodir de tanta excitação.
Confesso que estou muito impaciente e temerosa. Será que tudo realmente dará certo? Será que realmente poderá nos ajudar?
Por isso chamei esse episódio de um milagre que apareceu e sumiu, tudo pela falta das certezas que me abala e consome, pela falta das respostas certas que dão gás as minhas esperanças e sonhos. Mas não vou desacreditar, não mesmo. Sei que tudo dará certo

 















sábado, 22 de junho de 2013

Sábado, 22 de Junho de 2013.              * segunda postagem.

Às vezes sou obrigada a admitir que...


Às vezes eu, uma pateta carente.

Sábado, 22 de Junho de 2013. 

Querido confessionário:

Ultimamente não tenho conversado muito com os meus amigos de Poços, - exceto por Eduardo, que me liga todo dia. 
Não há nada de errado, mas é que por eventualidades sempre tendo a desenvolver a estranha impressão de achar que de alguma forma estou incomodando as pessoas, quando as procuro.  :/
Aí me pego afundando numa depressão desnecessária; cultivo pensamentos errados na cabeça e me afasto. Mesmo que não tenha nada a ver, meu bom senso acaba sendo severo. Decido que é melhor eu sofrer um momentâneo desaparecimento e me fecho.
Outro dia foi hilário, e, ao mesmo tempo, engraçado. Eu bati meu record. Numa única manhã liguei e acordei quatro pessoas diferentes que planejavam dormir até tarde naquele sábado abençoado de descanso. Planos tão esperados e maravilhosamente frustrados pelo incômodo telefonema de uma garota carente e chata insistente, rsrs.

Não faz muitos dias atrás que recebi um recado no facebook da minha amiga Nathalia M. me pedindo calma, e explicando que a razão pela qual não respondera aos meus quarenta e oito recados insistentemente deixados no último mês fora porque andara muito afogada com assuntos pessoais. Droga, eu pensei, sentindo-me uma boba por ter sido aquela pateta carente que detesto ser, outra vez.
É claro que ela atendeu e respondeu ao meu recado numa excelente descontração, e combinamos de tomar um café quando eu já estiver na cidade. Uma parte minha duramente se arrependeu de escrever recados pra ela.  Mas eu fico a me perguntar: - Por que às vezes eu preciso ser tão idiota?Por que deixo de maneira descuidada transparecer essa carência oculta dentro de mim que um dia já foi minha maior fraqueza?  Se prestassem atenção, o que pensariam as pessoas de alguém, como eu, que ama pregar a solidão e a autossuficiência como suas maiores qualidades?
Por que, oh injusto universo que tanto me "ama", por que é que às vezes eu tenho que sentir vontade de ficar perto das pessoas? Rs.

Por que?


sexta-feira, 21 de junho de 2013

10 coisas que me fazem perder a cabeça e querer dar um soco em alguém.

Sexta-feira, 21 de Junho de 2013.      * segunda postagem.


  1. Provocações fúteis; 
  2. Boatos inventados que envolvem o meu nome;
  3. Gente que me ofende sem razão;
  4. Atos corajosos de provocadores que falam o que querem mas, depois, somem com medo de eu lhes partir a cara;
  5. Fofocas maldosas;
  6. Comentários venenosos;
  7. Pré julgamentos;
  8. Meninas que me olham torto pra provocar;
  9. Falsidade;
  10. Gente que se aproveita da minha boa vontade.

Preciso me conter um pouco ou posso de verdade me encrencar.

Sexta-feira, 21 de Junho de 2013. 

Querido confessionário:

Com base no inimaginável episódio que aconteceu ontem, agora que eu fico a pensar numa coisa:
Eu com raiva sou um desastre. Eu com raiva sou mais que perigosa. Eu com raiva sou inconsequente, e, pior, eu gosto dessa inconsequência.
Eu com raiva me arrisco. Eu com raiva assumo a forma de algo catastrófico que não sou. Eu com raiva machuco as pessoas, destruo coisas, falo o que eu, no meu pouco juízo perfeito, não falaria, e, por isso, as vezes me prefiro sozinha, pra ninguém me tentar e eu não virar um furacão e entregar o meu pescoço.
Mas aí eu olho pra trás e percebo que eu na verdade nunca fui assim. Esse meu temperamento explosivo é circunstancial e novidade em Timon. Em Poços de Caldas, enquanto vivia com pessoas serenas eu não sabia brigar. Tanto é que até meu irmão me achava uma frangote covardona e me deu uma verdadeira aula de luta e outros meios de defesa com suas brilhantes apostilas do Pai-Mei, um metre nas artes marciais, tudo para eu aprender a me defender e deixar de ser capacho das meninas da escola e daquelas patricinhas que tinha no meu prédio.
Acontece que suas lições eu aprendi até bem demais e aprimorei em Timon, onde o campo repleto de criaturas irritantes favoreceu para eu me desabrochar uma brigona, agressiva e violenta que não mede as palavras e nem nada do que faz.

Preciso prestar atenção na forma como ajo enquanto ainda estiver por aqui. Posso estar 100% na razão na hora de conflitar com alguém, mas, por mais que eu esteja cansada dos abusos que sofro dos aproveitadores,  posso acabar me encrencando de verdade se algum dia, quando perder a cabeça, eu extrapolar igual aconteceu na briga e discussão que tive com o rapaz do monitor.


quinta-feira, 20 de junho de 2013

O encontro com o Cara Desconhecido.

Quinta-feira, 20 de Junho de 2013. 
















Querido confessionário: 

Ontem à tarde quando precisei sair, tive, por uma brincadeira bem estranha do destino, um encontro mais que inesperado com um desconhecido que me deixou grilada. Você se lembra, confessionário, daquele sujeito que era meu amigo aqui em Timon e que me pediu de volta no começo do ano o monitor que ele me vendeu e já havia sido devidamente pago?
Pois bem. O diabo tinha uma banda de rock com a qual ensaiava todos os domingos, ao que parece. Sinceramente eu nunca me interessei de verdade pelo trabalho dele, mas eu sempre disse que apoiava e achava legal o que fazia.

Acontece que sem querer topei com um cara que preferi mil vezes nunca ter tido a chance de conhecer. Eu passava por uma ruazinha que liga Teresina-Timon e onde fica o centro de tratamento de água da cidade. Eu voltava pra casa quando esse estranho até então me parou e perguntou se eu era a namorada de um rapaz bem fortinho, se referindo ao Henrique. Quando eu disse que sim, ele comentou que trabalhava ali no centro de tratamento de água, de onde sempre vira Henrique e eu passar juntos toda vez que vamos para Teresina, e que naquele mesmo dia, mais cedo, havia me visto passar sozinha, mas que agora decidira me parar para perguntar se eu sabia cantar.
Contou também que tinha uma banda de rock, que o vocalista pedira demissão e assumiu outros projetos. Contou que fizera um vídeo clipe na ponde da Amizade, em Teresina, e eu não sabia por que aquela história toda estava me parecendo assustadoramente familiar.

Foi de súbito e sem pensar direito que perguntei ao Cara Estranho se por acaso em sua banda alguém se chamava F., não me dando conta de que eu estava diante de um dos integrantes da tal banda de rock do F. , meu ex-amigo que fez aquela sacanagem com o monitor.
Pela forma como falou comigo, deu para perceber que F. não se queixou de mim para ninguém, ou pelo menos ainda não para ele, o cara que puxou conversa comigo. F foi muito desleal comigo, mas fui eu quem perdeu a razão na história quando discutimos e eu disse para ele, sem pensar, uma coisa horrível que me renderia um desgostoso processo, uma coisa que não se diz pra ninguém, - ou pelo menos ninguém daqui.

Agora eu fico pensando: se em qualquer dia em que se encontrarem e o Cara Desconhecido com quem conversei comentar com F. que me conheceu, e este último relatar o que num momento estúpido de raiva saiu da minha boca, dependendo de como ele lhe dar com isso, não sei, será que significa que posso ter problemas? rsrs.
Espero sinceramente que não e que F. tenha se esquecido de tudo.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

A verdadeira autora do boato da semana passada.

Quarta-feira, 19 de Junho de 2013. 

Querido confessionário:

Depois de alguns dias de águas paradas, parece que as coisas finalmente entraram nos eixos por aqui, e muitas outras se desenrolaram e aconteceram, a começar pela história da menina que não queria devolver o meu livro e que teve um desfecho inacreditável.

Depois de passar dias e mais dias magoada sem saber como e quando iria recuperar meu livro, segunda-feira de tarde a tal garota me ligou. Me devolveu o livro na mesma noite, é verdade, mas o que eu descobri após uma rápida conversa com ela foi o pior.

Eu não prestei a devida atenção que quem me trouxe o recado, aqui na porta, de que a garota mandara eu esquecer meu livro, foi minha sogra. E mais: ao mesmo que tempo em que ela mandou eu me afastar dessa vizinha, na casa dessa vizinha minha sogra falou para a garota e sua família também se afastarem de mim. O que significa que quem esteve por trás de toda essa confusão era ela!
E sabe por que a ordinária da minha sogra manipulou toda essa manobra? Porque ela cometera a besteira de abrir sua boca enorme para espalhar para quem quisesse ouvir os problemas pessoais da família da menina que estava com meu livro. A avó dela, brava, quando foi tomar satisfação e acuou a minha sogra, esta bandida, com medo de tomar uma merecida cassetada, inventou para a avó da menina que havia sido EU a espalhar os segredos da família dela. E já pra mim, minha sogra inventou que foi a garota com o meu livro que falou para a avó dela que havia sido EUESSE era o tal boato que correu dias atrás envolvendo meu nome. E tudo foi inventado por minha sogra. ELA me fez acreditar que fora a menina, sendo que na verdade, quem usou meu nome para se safar fora ELA MESMA!

Como era de se esperar vieram atrás de mim e sofri represálias. Passei dias sendo alvo de novos maus comentários na rua e pensando que nunca mais iria ter meu livro de volta.
Mas, por fim, uma coisa boa aconteceu: Acho que devido ao recado que escrevi para a tia da menina, não sei, no último final de semana todos da casa dela chegaram a conclusão de que eu, famosa por sempre ficar trancada em casa e só sair quando Henrique me acompanha, não poderia ter espalhado as informações, e, tão pouco, ter conhecimento de problemas sigilosos que só ficam entre eles; o que difere da minha sogra que é famosa por andar nas casas das pessoas a cata de histórias para distorcê-las e ter o que conversar com as amigas fofoqueiras, até piores do que ela.

Na segunda feria a menina me ligou e contou isso tudo. Falou que sou excelente amiga para ela e, na noite do mesmo dia me restituiu o livro. E quanto a minha sogra, bem, continua com aquele gelado sorriso falso toda vez que olha pra mim, como se nada tivesse acontecido. Como se eu não soubesse de nada.
É impossível tirar satisfação com ela. Se eu lhe acertar um murro, perco minha razão. É sempre assim que, quando se trata dela, dessa bruxa, se tem que agir. É o que mais me dá raiva, confessionário, e o que mais me consome e estraçalha por dentro.
E mesmo aprontando comigo nesse ponto, depois, quando eu estiver saindo daqui, ainda serei vista por ela como a vilã da história, tudo por levar Henrique, o filho favorito, para longe e separando o que resta da família de vez. Para ela todos serão culpados: obviamente eu, minha cunhada, os vizinhos, mas nunca ela mesma.
Ontem me ligou durante a tarde na rua quando já sabia que eu havia saído, e depois de noite apareceu para me fazer um pedido: quer que eu pinte os cabelos dela.



segunda-feira, 17 de junho de 2013

Cosmetologia: não era nada do que eu pensava ¬¬

Segunda-feira, 17 de Junho de 2013.      * segunda-postagem. 

Querido confessionário:

Estou tentando estudar os módulos extras para ir melhor preparada para o curso de quarta-feira e preciso fazer uma confissão: - Inventei de fazer cosmetologia, e agora não estou aguentando o curso, rs. Isto é, eu pensei que já fosse sair por aí fazendo cremes para cabelo logo no primeiro dia, mas começo a desconfiar que não é bem assim, rs.
É ao mesmo tempo interessante e detestável conhecer e decorar aquelas fórmulas que parecem sair de filmes científicos. Mas agora estou achando tudo muito difícil :/

Na sexta-feira a matéria parecia tão mais interessante… Agora já me sinto com vontade de fazer uma fogueira com os meus módulos   ¬¬
Talvez eu não esteja me dedicando com total concentração à apostila que foi entregue hoje. E talvez também eu tenha me dado conta de uma pequena coisa: gosto mais de comprar e colecionar os cremes de cabelo do que inventar fazê-los.  u.u
Mas, independente da brilhante descoberta, agora preciso terminar o diabo do curso. Afinal, investi 40 pila para ter o certificado, haha! – OH GOD! :(





Um breve lapso do coração.

Segunda-feira, 17 de Junho de 2013. 



"Não é que eu esteja olhando para trás, mas, nunca pensei que fosse me arrepender por alguns dos meus feitos, nem daquilo que um dia me deu tanta certeza e segurança, que já foi puro e a maior das minhas alegrias.

Não, não me arrependi de aprender a amar. Mas, se existe algo que eu pudesse fazer para mudar o que deu origem a isso tudo, seriam os caminhos que me fizeram encontrar você".


sexta-feira, 14 de junho de 2013

Me conheça.

Sexta-feira, 14 de Junho de 2013.   * segunda postagem.


"Não sei fingir sentimentos. Não sei ensaiar simpatia. Ainda não aprendi a ignorar o que me ofende, me acomodar com o que incomoda, usar o silêncio como suposta superioridade e pseudo-atestado de controle. 
Jamais conseguiria, vivo à flor da pele, obedeço o coração. Meu riso será indecente quando surgido, meu questionamento será inevitável quando provocado, meu choro, um convite: me conheça."

- Yohana Sanfer -


O fim de uma semana desgastante.

Sexta-feira, 14 de Junho de 2013. 

Querido confessionário:

Graças a Deus hoje é sexta-feira. Esperei muito-muito mesmo pelo final de semana. Primeiro porque quero assistir aos seriados, coisa que, devido aos estudos, não posso me entregar ao luxo de fazer durante os dias normais. Segundo porque essa semana foi terrível e tortuosamente longa. E por último, porque quero que essa pomba se acabe logo para dar lugar à próxima, talvez quem sabe um tanto melhor e menos esquisita.

Essa semana foi uma lástima. Passei mais da metade dela mais chateada que não sei o quê. Boa parte desse incômodo gerado ainda pelo livro roubado que ainda não recuperei das mãos da vizinha, e a outra parte eu passei ansiosa, inquieta e dominada por sentimentos estranhos que tiveram raiz em outros fatores desconfortáveis. 


Felizmente tudo passou, mais ainda assim estou magoada por causa do livro. Nada consegue acalmar e calar os gritos de revolta contidos no meu coração. Mandei um último bilhete não mal educado para a tia da garota, a única criatura que me parece direita e que pode me ajudar, e expliquei as condições que tem para me devolver logo o que me pertence. Se ignorar meu recado aí cairei na polícia. Registrarei o caso do e deixarei as coisas por conta do destino.

O meu dia por enquanto está transcorrendo como deve ser: mais tarde tenho o curso, e de manhã fiz as costumeiras tarefas domésticas sob as murmurações de sempre.  u.u

Amanhã é sábado e penso que finalmente terei algum descanso. Tanto físico quanto espiritual. 
Totalmente sossegada. Só dentro do meu mundo. Renovando as minhas forças.


quinta-feira, 13 de junho de 2013

Palavras de Yohana Sanfer.

Quinta-feira, 13 de Junho de 2013.          * segunda postagem.



"Estou deixando de temer pelo futuro e botando fé naquela intuição gostosa que diz que ele pode ser bom. Deixo de seguir por caminhos já trilhados e de me guiar pelo que esperam de mim. Desato os nós dos desejos abafados por dentro e curso os ditados pelo coração."
- Yohana Sanfer


Dias monótonos.

Quinta-feira, 13 de Junho de 2013. 

Meu querido confessionário: - Que quinta-feira mais lerda... ¬¬

- A respeito daquelas estranhas inquietações e tudo o mais que eu vinha sentindo nos últimos dias, declaro que já estou melhor. Obviamente encontrei em minhas próprias coisas e em meu mundo egoísta um forte consolo, e agora pode-se notar que estou de volta ao meu normal, rs.
Eu confesso que hoje não tenho nada de muito significativo para contar, apenas o habitual, o de sempre, o costumeiro que já se tornou chato. Sem tumulto, sem nenhuma agitação gostosa. Sem novidades ou problemas.
E enquanto isso, enquanto aguardo o tempo passar e realmente trazer mudanças significativas para mim, meus dias apresentam-se todos iguais, impassíveis e monótonos, também apressados, cheios de tarefas e envoltos numa esperança que nunca morre.
Esperança de que dias melhores estão por vir, com certeza. Dias mais interessantes e mais “calientes”, que por fim me acrescentarão um pouco de cor e agitação ao meu coração, esse pobre obstinado que é tão necessitado de alegria e folguedo quanto um adolescente a muito reprimido, rsrs.

É claro que se depender de uma coisinha que aconteceu, a mudança tão forte que quero pra minha vida e da qual estou correndo atrás chegará mais cedo  que eu espero. Tem muita relação com aquele certo milagre que apareceu pra mim, algo realmente estrondoso e fabuloso e que vai me salvar.
Mas prefiro não comentar nada ainda. Quero ter a exata certeza das coisas primeiro.





segunda-feira, 10 de junho de 2013

Meus dias inquietos.

Segunda-feira, 10 de Junho de 2013. 

Querido confessionário:

Meu domingo foi bom, do jeito que sempre gosto. Mas desde cedo eu estive muito agitada, irrequieta, hiperativa, como se eu estivesse ligada direto no 220v! Nem meus livros puderam me acalmar.
E hoje a segunda-feira não está sendo diferente. Outra vez estou me sentindo inquieta e com a cabeça agitada, sentindo dificuldade para organizar as ideias. Não sei o que está acontecendo comigo. Talvez eu esteja no cume do stress e precisando de um descanso. Afinal, tenho passado por tanta coisa…
Amanhã vou ao médico pela primeira vez em anos desde que moro em Timon, e não sei o que me preocupa mais: se é entrar numa clínica para me submeter a exames constrangedores, ou se é minha sogra querendo repentinamente fazer a boa vontade em me acompanhar.
Acho que as duas coisas me preocupam...


 



sexta-feira, 7 de junho de 2013

Apesar dos pesares...

Sexta-feira, 07 de Junho de 2013.      * segunda postagem do dia.

Querido confessionário:

Apesar dos pesares eu estou bem, não se preocupe. Só andei tomando doses excessivas de amores e amizades erradas e fiquei de ressaca, mas você sabe: Nada como repouso da mente, amigos (os verdadeiros, claro), livros, boa música e um merecido jantar com o namorado pra me tirar dessa. Isso sem falar nelas: as sempre muito esperadas boas notícias! 
Acho que aconteceu um verdadeiro milagre! Você não vai acreditar: é de estourar! rsrs.
Se não bater a preguiça volto para te contar o que é.  ;)
Tchau! 





Survival mode.

Sexta-feira, 07 de Junho de 2013.
 

  ...............................Survival mode........................................
...........................Doing the best I can right now............................
......................................Trying to not let myself go....................
.........................Because it will be harder later if I do.....................

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Força, fé e mais uma confusão.

Quarta-feira, 05 de Junho de 2013. 

Querido confessionário:

Depois de algum tempo sem muita dedicação, senti certa necessidade de vir aqui hoje.
Tantas coisas aconteceram desde o último escrito de verdade. Coisas boas, ruins, corriqueiras, com importância, sem importância. 

Eu continuo levando meus dias na fé e na certeza de que enquanto levanta sol e desce lua, de alguma maneira as coisas e meus desejos estão se encaminhando para darem certo. Tentando sempre manter o lado bom dos dias ruins me faço mais experiente, mais intuitiva, mais serena e mais espiritualizada. Mas também mais apressada, mais corrida, mais teimosa e mais leonina do que aquariana. Acredite: às vezes é difícil manter-se na calma. É difícil se manter na espera daquilo que se quer.

Com as aulas do curso, a vida ficou corrida. Mas acima de tudo, nos dias anteriores, eu não quis vir aqui para retratar as desventuras de sempre com as pessoas de sempre. Confesso que não gosto. E enquanto eu ainda não for embora de Timon, dificilmente e raramente poderei sentir outras coisas que não sejam pressão, ansiedade e raiva pelos reveses que ainda passo por aqui.  

Mas hoje senti vontade de derramar minhas palavras. É sobre aquela menina que mora aqui na rua, a mesma que foi amiga da minha cunhada e que dias atrás inventou um boato envolvendo meu nome.

Conforme eu devia ter feito há muito tempo, faz dias que deixei de ser amiga dela. Acontece que em 2011 fiz a boa vontade de lhe emprestar um livro, que até hoje ela não devolveu. E nesta última segunda-feira quando fui pedí-lo de volta, a sem vergonha na cara não quis me entregar, e mandou dizer por sua avó que não pretende devolvê-lo. E que para meu próprio bem é melhor que eu esqueça o livro! 
Mas como vou esquecer uma coisa que é minha? A obrigação dela é devolver! Isto é roubo! - Vociferei para a minha sogra que trouxe o recado na porta, para o Henrique que estava comigo e para todo mundo mais que quis ouvir. Depois disso, nada mais foi discutido.
Por isso, confessionário meu, estou mesmo chateada. Arrasada. Faltando pedaços. Mas não estou remoendo a história, nem querendo achar os porquês. Sozinha, só vou vivendo a tristeza de esperar em vão ter o meu livro de volta, e alimentando por ela um ódio de um tamanho sem fim.  E pra variar, como seeempre tem que ser com tudo por aqui, preciso engolir o sapo e superar conformada. Pode isso? 

Pode. A minha capacidade de aturar esse como tantos outros abusos é realmente impressionante até para mim. Mas por outro lado a minha paciência com todos e essas coisas que acontecem por aqui, se acabou. Não vou esconder que dependendo de como me provocam sou uma desagradável caixinha de surpresas.Mas penso que por enquanto um B.O registrado em seu nome será o suficiente para deixá-la azul quando for tentar entrar para a faculdade e não conseguir. Ou até mesmo quando for buscar prestígio em outros lugares e se ver impedida.
Mas eu confesso que fico admirada. Nada mais me surpreende por aqui. 
Descubro a cada dia que as pessoas com quem lido em Timon são loucas, falsas e perigosas, e que praticamente todas já aprontaram um bocado comigo.

E sendo sincera, por mais que eu sempre queira fazer o que é certo, o que não é mau e queira ignorar quem me machuca, estou começando a achar que já é hora de eu começar a reagir de alguma maneira para impor respeito.

Ainda não sei o que vou fazer sobre o meu livro, além de um boletim de ocorrência na polícia por roubo. Mas penso que Deus, por ele, está olhando…





terça-feira, 4 de junho de 2013

Complicado é ter tanto pra falar e nenhuma palavra para usar.

Terça-feira, 04 de Junho de 2013. 

Querido confessionário: 

Ás vezes, complicado é ter tanto pra falar e ideia nenhuma de que palavras usar; é ter tanto guardado no peito para expressar e não saber como; é ter esse grito preso na garganta, esse coração nervoso, essa agonia que parece ter garras frias em volta do meu peito.
Complicada é a ausência, é o não saber o que esperar, são as mãos que não encontram conforto em lugar algum. Complicada é essa batida descompassada que circula por minhas veias ao pensar no amanhã incerto, é essa insuficiência de ser, de saber, de se entregar - complicado é sentir tanto e não compreender nada. Complicado é sangrar e não saber onde ou como estancar.

 


sábado, 1 de junho de 2013

Enfim começa Junho.

Sábado, 01 de Junho de 2013. 

É o 1º dia do mês. Mês das festas, das quadrilhas, dos quentões.
Mês que finalmente marca o meio do ano, início de férias e também o começo de algumas mudanças significativas na minha vida. Que Junho seja mais um mês de sorrisos. 
Que traga junto toda a sua alegria e transforme tudo em uma linda festa,
enquanto caminho na direção de tornar realidade todos os meus sonhos ^^
  

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