domingo, 29 de setembro de 2013

Confesso que até eu me canso de estar presa apenas no meu mundo...

Domingo, 29 de Setembro de 2013.
- Tarde tediosa. 

Querido diário:
Toda vez que é mais ou menos esse horário num dia de domingo, como este, o tédio me bate e atinge em cheio. Provavelmente é porque eu sei, mesmo que de maneira inconsciente, que domingos à tarde costumam ser dedicados ao lazer com a família, os amigos e outras coisas do tipo. É, o dia irritantemente inspira e parece me provocar com insinuações do tipo, enquanto eu fico a gastar meu precioso tempo com a mesma solidão de sempre. u.u
Do jeitinho que eu gosto, eu tenho uma lista infinda de livros pra ler; tenho jogos de todos os tipos pra entreter. Tenho duas séries pra botar em dia e uma lista de Mp3 novinha pra desfrutar enquanto faço minhas viagens aos sonhos e devaneios. Mas às vezes até eu me canso de estar o tempo todo só no meu mundo.
Eu gosto e prefiro muito mais estar sozinha com minhas coisas: dou-me muito melhor comigo mesma e não tenho a capacidade incrível de me irritar como faz a maioria das pessoas com esta maestria. Mas preciso confessar: até eu, a mais antissocial das criaturas que já caminhou por esta abençoada terra, me encho de estar presa apenas na minha fortaleza impenetrável. Em raras vezes também gosto de me divertir na companhia das pessoas, digamos assim, normais, pra fazer coisas normais, como distribuir risos e compartilhar um gostoso momento de descontração. 


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

A atitude de Patrícia.

Sexta-feira, 27 de Setembro de 2013.
- Tarde. 

Querido diário:
Estou surpresa com a atitude da Patrícia, a garota com quem eu estava tendo problemas por causa do meu ex-amigo Oscar. Dias atrás ela me disse por mensagem de celular que ficaria um tempo afastada da internet pra pensar melhor nas coisas. E hoje eu descobri que ela simplesmente me excluiu e bloqueou do Facebook.
Eu sabia, diário, eu sabia e senti, que depois que eu contei pra ela o que aconteceu entre seu namorado Oscar e eu, nada mais ficou normal entre nós duas. Por mais que eu tenha pedido desculpas, e, por mais que ela tenha dito que não guardou raiva, no final das contas ficou claro que ela mentiu pra mim.  


domingo, 22 de setembro de 2013

Agora sou eu que estou feliz com o sofrimento dela

Domingo, 22 de Setembro de 2013.
- Tarde. 

Querido diarinho: hehe!
Foi hoje, finalmente, que Henrique contou pra cobra, mãe dele, que vamos viajar em Outubro. Ele me disse que a reação dela foi a que previmos: perguntou mil vezes se Henrique irá voltar e também me amaldiçoou por "aprontar" essa pra ela agora.
Pra resumir e simplificar, a mãe do Henrique não gostou nenhum pouco da ideia, armou cena e até chorou pra tentar comover.
Já eu, talvez em nome de todo o inferno que ela me fez passar nesses últimos quatro anos, confesso: estou muito feliz com o sofrimento dela.


sábado, 21 de setembro de 2013

Oscar e Patrícia.

Sábado, 21 de Setembro de 2013.
- Tarde. 

Querido diário:
Hoje eu quero dedicar esta postagem a um necessário desabafo sobre uma história que já aconteceu tem um tempinho. Uma história que teve consequências e consequências estas que estão dando as caras só agora.

Bem, até um tempo atrás eu tinha um amigo chamado Oscar, um dos poucos que conheci em Teresina. Oscar e eu até nos dávamos bem, nossos assuntos em comum eram videogames, quadrinhos e animes, mas tínhamos uma amizade muito superficial e foram poucas as vezes que nos encontramos pessoalmente. Geralmente, quando nos falávamos, era sempre por telefone ou pelo facebook.
Só que hoje nós não somos mais amigos. Infelizmente – e também por culpa dele próprio -, Oscar faz parte da lista de pessoas que eu sei que me odeiam de verdade.
Bem, não que eu esteja querendo ser fria, mas eu realmente não fazia mesmo questão da amizade do Oscar. A razão pela qual estou escrevendo sobre ele e eu hoje é um problema intrigante que estou passando com uma garota chamada Patrícia. Acontece que essa Patrícia é namorada do Oscar, quer dizer, era. Os dois terminaram por minha causa.
Na penúltima vez que vi Oscar, há três meses, aconteceu uma coisa entre a gente. Pra falar a verdade, depois que Oscar e eu passamos a nos encontrar pessoalmente as coisas nunca mais foram como antes. Mesmo sabendo que eu namorava o Henrique, tudo o que Oscar queria era que eu o traísse com ele, e ficava a instigar até eu ceder à traição.
Nessa penúltima vez que nos vimos ele me levou ao seu apartamento onde tentou transar comigo a força. Eu só me safei dele porque lhe dei um murro na boca, mas mais tarde, quando parou definitivamente de conversar comigo pela internet e deixou de ligar, eu soube que havia feito muito mais que tirar sangue de entre seus dentes.  Eu havia ferido o orgulho dele.

Desde os ocorridos eu não tive mais paz. Passei os últimos três meses com o episódio na cabeça e o coração moído e pesado pela culpa, mesmo eu sendo a vítima na história. A razão de todo o meu desconforto se chamava Patrícia. E então, quando senti que não mais podia esconder dela o que havia acontecido entre eu e seu safado namorado, eu lhe contei toda a história.
Aconteceu que ela ficou chocada. Brigou e terminou com Oscar. Ele passou a me odiar mais que qualquer coisa no mundo, e eu me transformei na pivô no meio de toda a confusão.
E pra completar, recentemente Patrícia me enviou uma mensagem pelo celular. Disse que queria dar um tempo no facebook, então, estaria desativando o perfil temporariamente. Achei estranho porque até então ela parecia estar lhe dando com tudo e nós duas estávamos nos dando muito bem numa amizade mais estranha ainda, onde eu sabia que nada era de livre vontade. Eu sempre soube que Patrícia se aproximou de mim por ciúme do Oscar comigo, e sendo sincera, apesar de que a acho um amor de pessoa – pelo menos à primeira vista -, eu também não gosto muito de ser amiga dela, justamente por sentir que tudo entre a gente é tão falso quanto forçado.

Bem, era isso que eu precisava dizer, fatos que, de certo modo, são graves. Afinal, não sei se eu estaria me auto condenando injustamente já que foi Oscar quem provocou o início de tudo, mas, se fosse pensar por outro lado, eu fui a causadora do fim de um namoro, e também desleal com a Patrícia, porque eu sabia que Oscar queria um sexo casual comigo e não me afastei dele antes de alguma coisa acontecer.
Mas no momento não há nada que se possa fazer. Como costumam dizer: o mal já está feito. Quem sabe mais pra frente Patrícia me dê pistas sobre o que está acontecendo ou se agora, após analisar tudo com outros olhos, ela também me odeia. 


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Notícias e novidades!

Sexta-feira, 20 de Setembro de 2013.
- Tarde. 

Querido diário:
Passado o choque inicial sobre eu ter – a essa altura da vida – sido encontrada por minha família biológica, hoje, em pleno vinte de Setembro, eu penso que estou bem melhor e pude calmamente organizar meus assuntos e minha cabecinha no lugar.
Sobre essa minha família agora, eu penso que até eu encontra-los pessoalmente não há muito que se dizer ou sentir. O que apenas fiz por enquanto foi comentar com Adrielly que eu precisava de um tempo pra acostumar-me com tudo, e Cássia, minha mãe biológica, parece ter acatado. Ela não tem me ligado mais. Mas isso não me isentou do encontro que ela quer ter comigo logo assim que eu estiver em Poços de Caldas. Acho que é inevitável, principalmente por se tratar da pessoa dela e de uma coisa que, segundo ela mesma, ela esperou por anos.

A respeito da viagem que a cada dia se aproxima mais, tenho novidades quentíssimas: o tio do Henrique, e não mais aquele amigo dele que estava antes nos ajudando, comprou nossas passagens aéreas. Ele conseguiu para o dia dezessete de outubro, e voltaremos em Timon para encerrar nossa vida por aqui dia vinte e quatro. Ficaremos uma semana inteira por lá!
Hoje logo pela manhã eu pulei de alegria até não poder mais. Mas ontem, quando fiquei sabendo da gostosa novidade, eu não pude comemorar muito. É que Henrique me fez uma raiva muito grande. Ele e um colega de trabalho lá da UEMA estão envolvidos numa história pra lá de estranha que até agora eu não engoli, sobre um perfil falso que apareceu no facebook onde seu suposto dono só adiciona as alunas da faculdade para aliciar. O perfil pertence a um dos dois: ou ao Henrique ou ao tal outro rapaz. Infelizmente o histórico do Henrique com pornografia e perfis falsos para adicionar garotas escondido de mim é longo, e por conta disso eu não quis nem saber: rodei a baiana, quebrei o pau de uma vez e Henrique passou a noite toda traumatizado num canto, rs.
Inocente ou não, ele agora está sendo alvo de mais uma daquelas minhas minuciosas investigações, em que até escuta telefônica eu implanto pra saber com quem ele anda conversando. Sério.  Por enquanto, apesar do muito que tenho a considerar, nada importante foi encontrado. Ficarei de olho do meu jeito, mas no momento estou mais preocupada em contar os dias pra finalmente fazer essa viagem e a começar a ajeitar toda a minha vida! =]



domingo, 15 de setembro de 2013

A filha perdida da família Faustino.

Domingo, 15 de Setembro de 2013.
- Tarde. 

Querido diário:
Prepare-se, porque o que tenho a contar hoje é uma baita de uma surpresa e tanto. Acho que é a maior da minha vida. Por alguns dias eu evitei vir aqui escrever. Eu sei. Me mantive longe porque precisava organizar e entender meus novos sentimentos. Aconteceu uma surpresa, diário, das mais improváveis na minha vida. Foi no último dia onze, mas digo que até agora a minha ficha não caiu. 
Eu achei a minha família biológica, quer dizer, ela me encontrou; e tudo aconteceu de uma forma que mais parece uma história de novela, filme, livro, sei lá. 

- Bom, por causa dessa viagem meio desesperada que quero fazer à Poços em Outubro, e, precisando de um lugar para ficar que não custasse caro, eu coloquei um anúncio de procura-se hospedagem numa página da cidade, no Facebook. Foi assim que arrumei aquele tal lugar bacana do qual falei certa vez e que já está todo acertado pra mim. Só que eu obtive vários outras respostas de outras pessoas também dispostas a ajudar, e entre elas tinha uma moça que muito me intrigou, porque havia algo nela e em seus traços que me soavam familiar, que me faziam pensar em mim mesma.
Eu sempre tive a mania boba de achar que toda menina morena se parece comigo, mas algo naquela moça especificamente era inquietante. Foi aí que reparei pela primeira vez em seu sobrenome: Faustino, um sobrenome incomum e pouco conhecido, mas que pra mim era familiar por se tratar do sobrenome da minha mãe biológica.

Eu conheci minha mãe de sangue quando eu tinha apenas doze anos. Foi a primeira e única vez que a vi na vida, num encontro promovido pelo conselho tutelar. Depois disso nunca mais eu soube qualquer notícia dela, e tão pouco me interessei em sair para procura-la. 
Mas aí apareceu essa moça trazendo de volta pensamentos sobre essa mãe que me fizeram questionar a hipótese mais improvável: será que haveria alguma possibilidade dessa moça chamada Adriely ser a minha parente?
Preferi não saber nada sobre isso e assim que pude dispensei sua ajuda com um recado educado. Mas dois dias depois, eu não sei exatamente por qual razão eu perguntei à ela se havia em sua família uma mulher com o nome de Maria Cassia.

Meus Deus,e pra quê. 
Imediatamente veio o choque misturado à surpresa: Foi conversando com ela que descobri mais um espavento que o destino colocava em meu caminho: Adriely na verdade era minha prima de sangue e sua tia Cassia era mesmo a minha mãe. Ela me contou também que Cassia e o restante da família me procurou por anos, foram até em tvs e rádios locais para ver se me encontravam. Pela internet enquanto digitava pra mim pelo chat do Facebook, Adriely não pode conter sua emoção, e queria que eu também ficasse feliz por saber que eu era a sua prima perdida.
No momento em que dei conta do que foi descoberto, eu não consegui esboçar nenhuma reação física: gritar, chorar, sorrir, desmaiar, nada. Mas por dentro eu desmoronei. Senti como se dois mundos dentro de mim entrassem em choque. Tudo aconteceu nesta última quarta-feira, e digo que até hoje, domingo, eu não consigo acreditar.
A única coisa que sei dizer que sinto com exatidão é desconforto e medo. Pra ser sincera, eu não tenho certeza se quero isso pra mim, se queria isso pra minha vida.
No dia que tudo aconteceu, eu liguei para a minha mãe mesmo, a que sempre me criou, e contei pra ela sobre a Cassia. Eu tive duas boas surpresas: a primeira é que ela me atendeu e me tratou super bem ao telefone ao dizer que sentia saudades de mim. E a segunda é que também apreensiva, me falou pra tratar bem a Cassia, mas que era pra eu não aprofundar muito a relação com ela. 
Juro que cheguei até esperar que, depois de tudo, ela me mandasse ficar de vez com minha família de sangue. Mas não foi assim que acontecer. Sinal que minha mãe Suzana realmente faz questão de mim. Ela ficou tão surpresa e com a mesma insegurança que eu, pelo aparecimento da outra.

Sendo sincera, diário, eu até agora estou a me perguntar e a perguntar pra Deus qual o propósito do surgimento dessa família agora na minha vida, já que ela ainda é uma baita loucura de coisas mal resolvidas e sentimentos equivocados. E pra dificultar ainda mais os meus sentimentos, Adriely pediu e passou meu número para a Cassia, na certa com o fim de proporcionar alegria a sua tia. Só que desde então Cassia tem me ligado sempre que confortável pra ela, se esquecendo ou ignorando o que eu estou a sentir, causando muita confusão e tremores nos meus sentimentos.
Eu a entendo perfeitamente. Entendo que sou a filha que ela procurou por anos. Me contou todas as suas histórias e tudo o que sentiu por minha causa, contou da depressão que sempre teve e que já faz dez anos que é cega, mas eu queria que ela ao menos desconfiasse que eu no momento preciso de espaço e tempo para entender tudo que está se passando na minha vida agora. Ela, suas palavras, seus sentimentos, seu carinho e sua vontade de querer que eu seja agora a filha que ela não pode criar a vinte e seis anos atrás me amedrontam, e não sei realmente se poderei cumprir com o que ela espera de mim agora que me achou. Talvez pra mim seja até impossível ser o que ela quer.

Agora sei que tenho irmãos, duas moças e um rapaz; sei que tenho primos, tios, avós, padrasto, todos colocando em mim as mesmas expectativas que a Cassia, e a ideia – talvez adiantada demais – de que sou a filha perdida da família que agora apareceu para ficar no meio deles.
Eu estou assustada. Eu não sei o que pensar ou como reagir. Só confesso que não estou me sentindo nenhum pouco a vontade com isso agora. Minha cabeça está muito confusa e meu coração, uma bagunça. Eu de verdade não queria isso pra mim.

Eu realmente não queria.





 


terça-feira, 10 de setembro de 2013

Expectativa, ansiedade e surpresa.

Terça-feira, 10 de Setembro de 2013.
- Tarde. 

Querido diário:
Hoje já é terça-feira dia 10 de setembro. Meu dia começou leve, bonito e me inspirou excelente bom humor. Ontem eu estive um pouco ocupada, quase não tive tempo para algumas coisas ou para escrever, por isso mesmo não pude contar que Deus atender a minha oração.
Depois de passar semanas em busca de algo ideal, finalmente encontrei um lugar para ficar hospedada com Henrique em Poços de Caldas no mês que vem, e que não nos custará quase nada. 
E agora só falta mesmo confirmar a data das passagens, fazer as malas e vibrar de ansiedade!

Nem tenho palavras pra expressar o que estou sentindo!
Estou prestes a voltar e passar cinco dias em minha cidade para resolver uma série de assuntos além de rever amigos e família.
Estou lhes preparando uma baita surpresa. 
Quero surpreender a todos por lá! 


sábado, 7 de setembro de 2013

Confissão em meias palavras.

Sábado, 07 de Setembro de 2013.
- Noite. 

Querido diário:
Estou me sentindo um lixo, tenho que confessar.
Cometi ‘aquele pecado’ outra vez, o mesmo, o qual jurei a não tornar a praticar.
Não é algo de que eu queira falar sobre, mas eu precisava escrever para descarregar e me sentir um pouco melhor. Confessar em meias palavras.
Só precisava dizer isso. Acho que já me sinto melhor.
E também, um pouco menos humana.


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

O monstro da especulação.

Sexta-feira, 06 de Setembro de 2013.
- Fim de tarde. 

Querido diárinho:
Apesar de eu ainda estar me sentindo a ‘esquecida’ do momento, por um lado, eu não fico muito a me hostilizar com isso não. Eu sei que muitas das coisas que eu apenas especulo serão explicadas assim que eu puder voltar para a minha cidade Poços de Caldas. Coisas que pra mim não estão muito bem explicadas, coisas estas que eu não entendo, como por exemplo: por que a minha mãe reatou amizade com parentes nossos com os quais ela se recusava falar fazia anos? Ou então, por que ela dera aos meus irmãos um notebook, guitarra, bicicleta, câmera digital e comprara um sofá novo pra casa sendo que sempre alegou não poder comprar tais coisas na época em que eu ainda morava com ela? 

O mais curioso é que todos esses móveis e presentes apareceram por lá na semana seguinte que saí de casa. Nunca entendi por que. E por todos estes anos enquanto estou fora tudo isso se encontra entalado na minha garganta, me fazendo sofrer e pensar o pior. 
Quando eu chegar lá vou querer a verdade. Assim muitos dos monstros da especulação, dúvidas e por ques não respondidos deixarão de assombrar minha pobre cabecinha.
Sabe, eu tento me convencer: as coisas nem sempre são tão ruins quanto parece . Às vezes elas têm uma boa explicação. Eu torço para ter as minhas, o mais rápido possível, pois assim voltarei a ter paz e a confiar de novo em minha família.



 

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Será que eu fui esquecida?

Quinta-feira, 05 de Setembro de 2013.
- Tarde. 

Querido diário:
Comecei minha manhã matutando em algo que escrevi no começo da semana: que se eu estivesse tendo ajuda de quem já está em Poços - seja de família ou amigos -, eu não precisaria estar fazendo essa viagem de Outubro para garantir uma casa e tudo o mais, correto?
Bem, não vou esconder que isso me incomoda e entristece bastante. Sei que no passado eu não fui uma amiga das mais presentes na vida das pessoas por lá. Mas mesmo assim eu acho que eu não merecia ser largada dessa forma. =/
O mínimo que se espera de pessoas que conviveram com a gente a vida inteira é manifestações de solidariedade num momento oportuno e de dificuldades, certo? Mas não é isso o que eu venho tendo.
A verdade pura e cruel é aquilo que tanto relutei em admitir: não é de hoje que eu venho me incomodando com o fato de que são muitos os anos que passei longe da minha antiga vida, amigos, família, tudo. Da minha própria essência.  De longe eu observo e especulo sobre suas vidas. Vejo muita coisa que agora existe e eu não entendo. E confesso que muitas dessas especulações me fazem mal. Os monstros da minha mente me convencem do pior sobre elas. Me deixam inquieta e ansiosa, louca para estar em Poços a todo custo.
O que temo, querido diário, é ser esquecida, largada, substituída.
Temo que passem uma borrada em minha existência e eu seja reduzida a apenas uma figura esquecida. 




quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Dia feliz. =]

Quarta-feira, 04 de Setembro de 2013.
- Tarde. 

Querido diário:
Acabei de chegar em casa. Estou quebrada. Henrique e eu passamos a amanhã e parte dessa tarde fazendo compras.
Trouxemos muita coisa mesmo, inclusive as malas e alguns itens para a viagem.

Estou super contente!
Nada me deixa tão satisfeita quanto já poder estar tomando as devidas providências para que logo ela seja possível.
 
 

terça-feira, 3 de setembro de 2013

De volta com os planos da viagem.

Terça-feira, 03 de Setembro de 2013.                                          
- Tarde. 

Querido diário:
Minha semana começou ótima, só pra variar, e com boas notícias referente a minha tão sonhada viagem. Acho que consegui encontrar um lugar muito bacana para Henrique e eu ficarmos, e é algo que não nos custará quase nada.

Sabe, depois de tudo o que aconteceu no mês de Agosto, é realmente um milagre tudo ainda estar funcionando. Eu temi que mais uma vez a viagem à minas não fosse acontecer.
Ocorreu que ainda naquele triste mês de Agosto, quando finalmente fomos tratar a compra das passagens para o dia 26 de Setembro, descobrimos que para a época que queríamos todos os voos se encontravam esgotados. Apenas os assentos de última hora estavam vagos. Se quiséssemos dois deles, teríamos de pagar por um preço além do que tínhamos. Foi um choque. Eu já estava moída por naquela altura ainda não ter encontrado um imóvel na cidade para ficar quando chegasse. Saber que também não tinha mais um voo livre se quer pra Campinas me fez enlouquecer.

Não preciso dizer que passei os dias seguintes insuportável, e por outros mais eu não pude perdoar o Henrique por não ter me dado ouvido antes quando eu insistia em comprar as passagens ainda em Julho. Agora, se nada estava dando certo, a culpa era pura e exclusiva dele.
Porém, passado o pior da decepção e choque, alternativas realmente consideráveis apareceram magicamente para reaquecer meus ânimos. Descobrimos através de uma boa cabeça pensante que era possível fazermos essa viagem até de ônibus interestadual. Diferente de como seria se fôssemos de avião, no ônibus é permitido carregar até trinta quilos de bagagem por pessoa. Ou seja: Henrique e eu juntos poderíamos levar nossa televisão, roupas, computador, livros e mais gatos sem quaisquer problemas. E o melhor: por um décimo do preço do que custa uma passagem de avião.

Fiquei super animada! Porém a dificuldade de encontrar uma casa a distancia para chegarmos ainda ficou. Eu tenho que reconhecer que providenciar isso sem a ajuda de quem já está em Poços está demasiado complicado, por isso, após muito conversarmos sobre como driblaremos o assunto, Henrique e eu chegamos a um acordo interessante e definitivo. Envolve apenas um pequeno sacrifício. Mas acho que no final compensará. 

- Henrique e eu faremos duas viagens a Poços: uma em Outubro agora, e outra em Janeiro. A de Outubro será a temporária onde passaremos uma semana na cidade. Esta uma semana servirá para eu rever a família, os amigos, sondar o terreno e ver como está o mercado de trabalho e ajeitar uma casa com proprietário, além do merecido descanso e passeio. E a de Janeiro será a viagem da mudança definitiva, a que iremos de ônibus com todas as nossas coisas.

Pensando por alto, a manobra até parece um desperdício de tempo e dinheiro. Mas não é. É uma ideia que gerou muito mais conforto e segurança ao invés de simplesmente chegar em Minas com a cara e a coragem. É na viagem de descanso que posso aproveitar para restabelecer meus contatos, pessoas que poderão me ajudar com emprego e casa na cidade. Poderei também explicar pessoalmente à minha mãe as dificuldades que tenho passado em Timon. É muito mais significativo fazer um apelo pessoalmente que por e-mail ou telefone, e assim eu terei a garantia que quando eu chegar em Janeiro terei coisas a me esperar. Só é ruim a ideia de que terei que voltar para Timon depois. Mas aí será só mais Novembro e Dezembro, porque em Janeiro minha saída daqui será definitiva. 

Se tudo der certo, dia 12 de outubro farei as malas. Já falamos com aquele amigo do Henrique sobre a mudança de planos e a ajuda ainda está de pé. Agora preciso entrar em contato com a pessoa dona do lugar bacana que mencionei no começo.  Fechando tudo, depois é só contar os dias. 



domingo, 1 de setembro de 2013

Setembro.

Domingo, 01 de Setembro de 2013. 
- Tarde. 

"Setembro, seja bem vindo,
entre e faça morada.
Mas não se esqueça:
além das flores para esta primavera,
traga-me também surpresas e alegrias para colorir cada um dos meus dias". 
- Mariana Borelli

 


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