Terça-feira, 30 de Abril de 2013.
Querido confessionário:
Nós nem ainda saímos daqui e já vejo que terei muitos
problemas com o ciúme do Henrique dos meus amigos de Poços. E tive a prova
ontem de noite.
Tudo porque Eduardo,
um amigo de data que recentemente me reencontrou no Facebook, tem me enviado
alguns torpedos carinhosos nesses últimos dois dias, e Henrique espumou.
É claro que nessas mensagens não há nada de mais, além da
expressa atenção de um amigo que está com saudades; é claro que em nossa
amizade nunca houve raio de ser algo a mais que apenas amizade; é claro que
Eduardo sabe que namoro há cinco anos e respeita isso; assim como também é
claro que Henrique, doente de ciúme, não quis saber de nada disso, rs.
“Parece que terei que me preocupar com mais esse, além do
Rafael, não é?”, me falou ele, mais bravo e sério que eu gostaria como se fosse
minha culpa meus amigos expressarem carinho e atenção por mim.
Bom, com toda educação, expliquei e pedi a esse meu amigo que
maneirasse nas mensagens. E quanto a Henrique, é óbvio que comigo ele não precisa se
preocupar. Se necessário vou passar quantas vezes ele quiser toda a segurança de
que não tem nada e não sinto nada por mais ninguém além dele.
Mas eu gostaria muito que ele entendesse que se meus amigos
me procurarem, não vou abrir mão deles – principalmente dos que existiam antes
de Henrique entrar na minha vida -, só porque ele está com ciúme. No quanto der
certo, tentarei fazer Henrique se dar bem com todos. Porém ele sempre soube que
meus amigos são em maioria homens, e sempre soube que chegando lá, vou encontrar
todos os meus camaradas de antes.
Além do mais, isso tudo agora é frescura do Henrique. Porque
para ele, é mais cômodo me ver sempre sozinha, igual é aqui em Timon, que
rodeada de amigos, disputando com ele a minha atenção. Ele morre, mas não admite.















