Terça-feira, 16 de Abril de 2013.
Querido confessionário:
Ontem à noite sem querer eu vi o momento exato quando minha cunhada ia
para a casa de uma vizinha que é minha amiga. Não que eu me importe com o
fato de elas estarem juntas. Originalmente, mil anos antes de eu sonhar que Timon
existia, elas já eram amigas. Mas é que em 2011, quando minha cunhada e sua prima
traíram essa vizinha nossa, esta veio procurar a minha amizade, eu a recebi de
braços abertos e nos tornamos alguma coisa, uma coisa que eu esperava que ela
levasse em consideração antes de receber outra vez em sua casa a mesma pessoa
que a sacaneou com um assunto tão sério.
Mas tudo bem, já não ligo mais para isso. Eu confesso que
alguns meses atrás me senti, sim, incomodada e surpresa com a amizade reatada.
Mas desencanei rápido porque compreendi o seguinte: assim como várias outras
coisas que encontrei em Timon, só perdi aquilo que não era meu, e pelo o que
não é nosso não devemos nem discutir.
Eu também iria odiar ter de dividir ou disputar com uma
forasteira amigos e popularidade no meu lugar que moro. (Ah é, agora me lembrei
que passei por isso, num curto momento do passado, rs).
Então, não mais por questão de bom senso, e sim, por saber na
pele como é, deixarei as coisas fluírem até para o seu estado original, se
quiserem.
Além disso, minha vizinha e eu ainda somos amigas, nós
mantemos nossas conversas. Logo também estarei indo embora com Henrique daqui.
Então, esse é mais um lembrete para mim mesma, que não há razões para me
chatear com isso. Tá tranquilo.

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