Quarta-feira, 24 de Abril de 2013.
Querido confessionário:
Há alguns dias atrás aconteceu um episódio comigo que me
levou a aprender uma importante lição sobre os antigos amigos.
Certa vez escutei uma frase de Elmer
Letterman, que diz existir só uma coisa melhor do que fazer novos amigos:
conservar os velhos. É assim que tem sido com os melhores amigos que já tive e que
se arrastam comigo há anos, presentes em todos episódios e momentos de minha
vida, me oferecendo aquela cumplicidade que adoro mesmo que distantes de mim.
Mas o que dizer dos amigos dos
primeiros anos de escola, que até permaneceram do meu lado durante os estudos, mas
que depois naturalmente se afastaram, por anos, e que acabei reencontrando?
Baseando-me nesses, vou contar algo
que aconteceu entre mim e uma antiga amiga da oitava série, chamada Quênia.
- Quênia e eu fomos amigas e colegas
de classe na oitava série em 2001, mas quando ela se mudou com sua família no
final do ano letivo, nunca mais eu soube qualquer coisa dela. Mas graças as
redes sociais (para não dizer facebook, rs), acabei encontrando-a de novo e
resolvi puxar assunto para dizer quem eu era. Nós rimos, trocamos informações,
até que pedi o número do seu celular, pois mesmo estando em estado diferente,
eu poderia ligar para ela.
Mas aí aconteceu uma coisa que me deixou muito
magoada. Ao passar seu número, Quênia disse imediatamente que, ao seu pensar,
dificilmente nós seríamos as mesmas amigas apegadas que fomos no tempo do
colégio. E quando eu perguntei porquê, por curiosidade, ela respondeu curta e
sincera que havia se passado muito tempo desde a última vez que nos vimos.
Havia acontecido muita coisa, ela estava mais velha e com outra cabeça. Dez
anos a havia transformado e com certeza já não tínhamos mais as mesmas
afinidades.
Eu compreendi perfeitamente o que
ela quis dizer com aquilo mas alguma coisa teimosinha e persistente em mim
achou que, de alguma maneira, podia dar certo.E essa não foi a única fez que
escutei isso de algum amigo que seguiu caminhos diferentes aos meus por anos e
que depois tive a sorte de reencontrar. Além dela, também Tenille, Marina,
Jessy e Jonathan, me disseram a mesma coisa.
O engraçado é que dias depois de ter
ficado triste com isso, concluí que ela e os demais tinham razão. Depois eu
mesma senti certa má vontade e preguiça de ser amiga deles outra vez e preferi
ficar mesmo com os amigos que tem caminhado comigo por todo esse tempo.
A lição que aprendi, foi: que bons
amigos do passado - como o Rafael e Karina são para mim- só são assim mesmo
quando permanecem conosco na caminhada da vida durante todo o tempo. Mas os que
começam, somem, seguem rumos contrários e retornam de alguma maneira depois de
anos, mudados e com outra cabeça, dificilmente são nossos amigos de novo. Estão
propensos a não mais servirem e serem como antes.

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