Segunda-feira, 08 de Abril de 2013.
Sabe o que eu gostaria de ter feito neste final de semana,
se tivesse sido possível?
Eu gostaria de ter podido passar uma tarde sentada num dos
bancos verdes, velhos e incômodos da minha praça favorita, em Poços de Caldas.
Gostaria de ter podido ficar lá e gasto uma boa parte da tarde com Henrique ao
meu lado, pensando apenas em coisas vagas enquanto apreciasse qualquer cena que
estivesse a nossa volta.
Aí poderíamos comentar qualquer coisa que estivesse
acontecendo na nossa vida presente; ou nos perguntar quantas vezes no passado
havíamos nos imaginado num instante calmo como aquele, sem poder desfrutar, ou
simplesmente suspirar aliviada, por Timon e todos os seus episódios ruins terem
ficado num passado distante, bem longe de nossas vidas. Pra sempre.
Eu tenho precisado dessas pequenas coisas ultimamente,
dessas novas sensações que emitem paz e de uma nova chance redescobrir a vida.
Estou precisando levantar os braços e sentir o gosto da liberdade, sem medo, e o
prazer de acordar todas as manhãs com a consciência de que os problemas não mais
existem.
Tenho sonhado muito com o único lugar que me parece ser
possível tornar isso realidade. Porque, apesar de que um velho ditadinho diz
que a felicidade não depende de lugar, infelizmente, no meu caso e no de
Henrique, isso não se aplica.
As pessoas com quem convivemos no nosso cotidiano - mas especificamente
a mãe do Henrique – nos coloca muita pressão nas decisões de nossas vidas que
só cabem a nós, o casal. E para alcançarmos nossa liberdade, paz e ela, a
cobiçada felicidade, precisamos deixar Timon e tudo o que nela há que nos
impede de ser feliz.
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