Sábado, 25 de Maio de 2013.
Querido confessionário:
Hoje, nesse abençoado e tranquilo sábado, já recuperada pelo
susto e o horror de ter sido praticamente traída por alguém que eu pensava ser
minha amiga, posso agora sinceramente declarar que estou me sentindo bem
melhor. Sexta-feira, apesar de que nada ter escrito sobre isso em meu diário,
uma pessoa me armou uma cilada e incluiu meu nome em um grave boato onde só me
manchei.
Mas sendo sincera, assim como ontem, eu definitivamente
prefiro não falar no assunto. Apesar de ainda recente, eu apenas declaro
orgulhosa que já superei a cafajestagem e esqueci o assunto, numa medida curta
e eficaz que me ajudou a lhe dar com o caso com mais maturidade e a encerrar de
vez mais um circulo com mais uma pessoa dessa …Timon insuportável.
Antes dela, há duas semanas, quem também se revelou um
verdadeiro pilantra tratante e desleal comigo foi o dito que me vendeu um
monitor em Março, mas que, sem explicar nada como devia, o exigiu de volta na
maior cara lavada e na grosseiria, e sem se importar com a dor de cabeça e
infortúnios que isso me causaria. Acontece que depois dessa, acabei por
encerrar minha amizade com o fulano.
E enfim, igual tive que fazer com o sujeito do monitor o
qual preferi não ver nunca mais, também com essa amiga dei por encerrado desde
ontem o estranho laço de amizade que eu tinha com ela, que provavelmente após ver
crescer o escândalo que provocou já deve imaginar o que senti.
E pra ser finalmente sincera aqui numa coisa, independente do
que a pessoa fez, desde o inicio dessa “amizade”, eu sabia que ela não era a
minha amiga de verdade, mesmo comigo a tratando o tempo todo como tal. Eu sabia
que sua repentina aproximação de minha pessoa em 2011 era só com o intuito de me
usar para causar mal a uma outra pessoa específica que ela odiava e sabia que
eu odiava também, e a qual não posso revelar quem é. E apesar de que eu curtia
muito nosso tempo junto, eu sentia que ela já não tanto, parecia que só me
procurava com algum objeto oculto em mente que eu nunca percebia qual era, e,
na realidade, eu também não sentia que nossos mundos combinassem ou a gente se
encaixasse de alguma maneira.
Por isso, de certo modo, até senti certo alívio por haver
uma razão para encerrar esse convívio, apesar de que a forma como fui perceber
sua deslealdade não deixou de me ferir e me prejudicar desastrosamente ainda
mais, diante das pessoas complicadas da nossa vizinhança que entendem tudo errado
e já não me viam com bons olhos, por causa da imagem criminosa que minha sogra,
dotada de maus sentimentos, construiu de mim. Eu imaginava poder ter como
desculpa para o fim da convivência com essa pessoa a minha partida para Minas,
e não um afastamento porque ela me sacaneou primeiro.
No mais, me parece que é assim mesmo que aprendemos quem são
os seres verdadeiros e quem são os diabos que não prestam. Quem é digno de
permanecer em nosso meio e quem não é. É por essas e outras, ou melhor, é por
causa das decepcionantes experiências com esses “amigos” que arrumei em Timon,
que cada vez mais me agarro e dou valor naqueles meus de Poços que nunca, em
anos, me fizeram algum mal, e os quais, para ver, conto os dias ansiosa.É por essas e outras que, salvando apenas pequenas
exceções, a minha amiga Laiane e alguns bons colegas do Henrique que gosto muito, eu não me misturo a mais ninguém, por aqui.