sexta-feira, 10 de maio de 2013

- Sobre a razão da minha ausência e uma conduta violenta.

Sexta-feira, 10 de Maio de 2013. 

Querido confessionário: 

Deu pra notar que nesses dias atrás estive fora, rs.

Bem, minha ausência se deu a um repentino e injusto infortúnio que aconteceu com o monitor do computador que Henrique e eu compramos de um amigo nosso, daqui de Timon mesmo, mas que injustamente e sem explicação alguma o pediu de volta, após já termos fechado negócio há um mês e ficado tudo certo. Surpresos e bastante indignados, Henrique e eu devolvemos o monitor ao indivíduo em questão, mas cortamos a amizade com ele.
Não tenho nem palavras para descrever o que foi essa atitude para mim. Não se pede de volta para o comprador uma coisa que você já vendeu para ele. Menos ainda se depois disso já se passou semanas! E eu me senti mais ofendida particularmente, porque esse rapaz que fez isso era meu amigo. Eu o conheci aqui em Timon mesmo e só depois o apresentei para Henrique, na época em que eu estava disposta a ter os meus próprios amigos em Timon. Agora, nem me pagando, quero mais.
A atitude dele nos causou muitos problemas, descontrole em nosso orçamento, além de ter sido grande a falta do computador já que estamos dependendo mais dele ultimamente para manter contato com as pessoas que tem nos ajudado com os trâmites da mudança para Poços de Caldas.

E fora que aconteceu ainda uma coisa bem chata: quando fico com raiva e mando pras cucúias o pouco juízo da minha cabecinha, fico agressiva e falo coisas muito pesadas que normalmente em circunstancias mais serenas eu seguraria. Quem tem problemas com explosões de raiva impulsiva sabe como é, rsrs. Na hora da briga com esse cidadão falei a ele uma coisa que poderia me deixar na cadeia por anos ou render alguns processos, se houvesse tido testemunhas, e Henrique me alertou.  u.u

Mas tarde, tudo isso me fez reavaliar minha conduta atualmente e o modo como venho reagindo diante dos infortúnios que passo em Timon. Ultimamente já não tenho engolido os sapos nesse lugar com amarga tolerância para depois expelir tudo em lágrimas e choro soluçado sozinha no quarto, assim como era no tempo hediondo que morei com minha sogra e cunhada ao mesmo tempo me odiando. Já tenho quatro anos com toda essa pressão, e todo o stress e intolerância igualmente acumulados estão se convertendo em uma agressividade moral e física que nunca antes fora do meu feitio.

Me admiro em lembrar que em minha casa, com minha família, eu era uma pessoa mais serena. Não sabia o que era lutar, brigar ou discutir, enquanto que aqui em Timon, exposta a stress constante, as circunstancias e a pessoas irritantes, me fazem agir e reagir feito uma louca descontrolada, fria e agressiva. Me descobri uma radicalmente impulsiva e de conduta violenta, e reconheço e admito que cada vez mais tenho perdido o medo de atacar. E temo que as pessoas e os abusos daqui ainda me obriguem a provocar uma tragédia.
Sendo sincera eu nunca admiti uma coisa aqui. Até já tentei falar para algumas pessoas que pareceram que não acreditar. Quem está em Poços e me conhece pelo o que sou de verdade, não acredita no que me transformei em Timon. E quem, de Timon, me conhece pelo o que vê hoje, não acredita naquilo que eu já fui. Por enquanto, apenas Henrique que convive comigo e conhece os dois lados é quem percebeu e falou, que desde que moro em Timon, as formas circunstanciais do lugar realmente não me permitem ser eu mesma, aquela doce, calma e serena pessoinha de espírito infantil.

É por isso que sempre falo para ele que o que mais quero é ir embora daqui e que dentre os objetivos de voltar para a minha cidade é também para recuperar a minha identidade.


Um comentário:

Clara disse...

Eeeeee, ainda bem que voltou! \o/

Flor, fiquei indignada com essa história do monitor...mas o cidadão em questão não devolveu o dinheiro da venda para vcs!?!? Absurdo!

Menina do céu, o que será que vc falou para o menino que poderia te mandar para a cadeia? rs...tenho até medo de saber!! não faz isso não, na cadeia não tem computador pra gente trocar figurinas no blog, rsrs...brincadeirinha!

Mas brincadeira a parte, vc precisa aprender a controlar sua raiva, por maaaaaais difícil que eu imagino que possa ser diante das situações que vc passa ai nessa cidade...deve ser beeeem difícil mesmo de controlar, também sou estourada por isso te entendo, mas acho que vc se esforçar bastante para que uma atitude impensada e impulsiva de 1 minuto não estrague sua vida pelos próximos muitos meses/anos, etc.

Tenho certeza que vc conseguirá recuperar-se quando voltar para poços de caldas...a velha Mari ainda deve estar ai adormecida esperando para a voltar a ser a pessoinha calma e serena que costumava ser..

Não se culpe por estar revoltada ai, acho que no seu lugar qualquer um estaria, mas não deixe que essa revolta te consuma, e como eu sempre te digo, FOQUE NA POSITIVIDADE!!!

bjinhos amiga, bom final de semana!
=]

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