Sábado, 11 de Maio de 2013. * terceira postagem do dia.
Querido
confessionário:
Está chegando o dia das mães e eu sinceramente ainda estou
vendo o que vou dizer para a minha. Não sei se vou ligar ou escrever um e-mail todo
colorido. Na verdade, isso é uma coisa que deveria vir espontânea, e não
planejada. Mas é que tudo o que se refere a nossa relação de mãe e filha é uma
coisa prá lá de complicado.
Falar sobre minha mãe os sentimentos fortes que me são
provocados é quase tão difícil quanto desabafar sobre ter filhos, sobre os top secret do meu passado ou alguns sonhos frustrados. E falar com ela também é difícil
para mim. Eu amo minha mãe e reconheço tudo o que por ela foi feito e
sacrificado em meu nome desde que nasci e fui adotada por ela. Mas também sei
que entre nós existe um bloqueio enorme que não sei como e nem quando, se
instalou junto de nós durante anos! E que eu sempre quis remover sem saber
como.
Antes de ir para a casa do Henrique, nós duas terminamos brigadas. Agora faz quase quatro anos que não vejo ou falo com minha mãe. E acho que faz praticamente uma vida que não a abraço.

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