quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Meio a meio

Sexta-feira, 29 de Outubro de 2010.

Depois de meses de brigas intermináveis,
de discussões monstruosas e palavras amargas...
Depois de praticamente morrer todo o respeito e afetividade que existia,
veio, em fim, o único remédio para aliviar a tensão e os problemas que a muito tempo vem destruindo uma família:
Henrique e eu teremos nossa casa em breve. E, acreditem ou não, a decisão partiu de minha sogra, que antes não queria saber disso nem em sonho.
 
O ocorrido incrível aconteceu devido a algum fato que nem eu mesma sei explicar, o porque da mudança. Mas devo confessar que um dia antes de receber a grande notícia, Lídia e eu nos enfrentamos de maneira que surgiu repercução. 
Ela, decidida a avançar em meu namorado para bater por motivos não consideráveis agora, se viu, derrepente e inesperavelmente, enfrentando de frente o olhar furioso, firme e ameaçador de uma nora cansada e completamente enraivecida com as loucuras doentias dela. A incarei de uma maneira como se dissese tudo o que sempre quiz dizer. E ela atordoada, perdeu até o rumo.
Se foi isso ou o bom senso querendo dar sinal de vida ( o que eu duvido muito ), eu não sei. Só sei que Henrique e eu estamos radiantes, esperançosos e já temos feito planos. Sem falar que a gente ainda mal acredita.
 
Nossa idéia inicial, principalmente para livrarmos dela e, finalmente, da desgraçada da cunhada, era pagarmos aluguel. Mas foi aí que o bicho pegou. E eu, nervosa, já estava vendo tudo ir por água abaixo.
Tudo o que ela faz questão, pelo horrível sentimento exagerado de proteção que tem ao filho ( o que eu não chamo de amor de jeito nenhum, mas sim, doença ), é que fiquemos perto. Com isso surgiu a trabalhosa idéia de dividir a casa onde já moramos ao meio.
 
Para a nossa sorte, e desenrolê das coisas, a casa é bem grande e foi construída de uma maneira que possibilita essa repartição. Não saberei explicar os por menores de como tudo será feito. Só sei que Henrique e eu teremos cozinha, sala, um banheiro grande e nosso quarto no andar de cima com varanda. E Lídia terá a parte dela, onde terá que fazer umas reformas e adaptações para ter um banheiro e cozinha também.
 
Até aí parece bom. Mas aí nasce a inevitável perguntinha: Depois de passar tanto tempo sogra, cunhada, marido e nora se matando dentro de casa, daria certo viver perto? Não seria melhor separar?
Sendo sincera, era o que eu preferia. E por isso estou apreensiva.
Fico a pensar que nada a impede de dar vexame, fazer escandalos, exigir visitas, opinar na forma como eu arrumo minha casa...
fazendo direitinho o papel da sogra jararaca, já que tem vocação.
 
Mas para isso não acontecer, cabe a mim e ao Henrique, como um jovem casal tentando viver só e independente, colocar as regras, limites e freios necessários para, pelo menos em casa separadas, haver harmonia tolerável.
Por isso mesmo já deixamos claro como funcionarão algumas coisas se formos morar do lado, inclusive o que era óbivio acontecer em consequência da cunhada cobra que tenho e os problemas que me causou: As visitas de Ana Vitória Vasconcelos em minha casa estão, permanentemente, proíbidas. Sem reconsideração.
 
Aceitei viver ao lado, dividindo a casa meio a meio porque enxerguei vantagem em não pagar aluguel, polpando dinheiro para, no futuro, construir uma casa onde eu quizer. Mas deixamos claro que há condições. Já que vamos fazer uma vontade para ela, exigimos em troca o respeito. Afinal, somos um casal e temos que ter nossa vida.
Se alguma barreira for atravessada, nos mudaremos para longe e sem dar o endereço.

" Mariana Borelli escreveu. E terá a primeira casa própria. A primeira " .

sábado, 23 de outubro de 2010

..

Quinta-feira, 21 de Outubro de 2010.

As vezes passo tanto nervoso com essa vida complicada, que até me esqueço de ficar feliz por mim quando alguma coisa boa me acontece.
Fui pedida em casamento. E realmente não sei dizer como me sinto.
Gostaria de poder dizer que estou feliz, mas me sinto no mínimo apreensiva.
Deve ser o choque, talvez. Ou se não o susto, a insegurança, a incerteza…
Uma lista completa e bastante normal
para uma garota que nunca acreditou em casamento, rs.

…ou pelo menos não acreditava.

” Mariana Borelli escreveu. E agora é noiva” .

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Mais uma da série " injustiça"

Quarta-feira, 13 de Outubro de 2010.

Senti uma ponta de decepição em meu coração, e uma tristezinha também, quando a ouvi dizer aquilo. Minha cunhada vai trabalhar na loja de roupas da Célia pela manhã. E eu estou chateada, porque esse emprego era pra ser meu.

 

 















Minha antiga chefe da financeira em que saí há poucos meses atrás, me chamou para trabalhar com ela nesse novo negócio que abriria no final do ano. Já que não me encaixei em sua finaceira, então ela me queria exercendo os ofícios de vendedora em sua loja. Mas me parece que durante esse tempo em que fiquei aguardando seu chamado, ela planejou algumas coisas para seus negócios, como a mudança de sua funcionária.
 
Não sei o que a fez mudar assim de idéia. Estava tudo tão certo.. =/

E por que minha cunhada? Não estou levando em conta minahs mágoas e desavenças mas, ela é completamente irresponsável, imatura, preguiçosa e desleixada, além de não atenciosa. Não trabalha nem em casa limpando o próprio quarto ou o prato em que come. Não vai saber administrar a lojinha.
 
Eu fiquei triste. Eu precisava desse emprego para começar minha vida, conquistar a minha independência. Mas foi ela a escolhida, não sei porque. ( Engraçado: sem ser candidata ).

Não quero pensar que essa decisão estranha e relâmpago tenha sido maquinada ou influênciada pela Lidiana, minha sogra. Porque, já que ela é chegada na Célia, tem uma língua venenosa e terrívelmente esperta para inventar fatos, e, de quebra, tem raiva de mim, é bem provável que tenha pensado em começar por aí seus planos diabólicos de destriur a minha vida.
 
Realmente é como eu já observei antes: resta-me a sensatez de fazer tudo sozinha. Sem o auxílio dos outros. E de preferência, na surdina. Só pra garantir.
 
"Mariana Borelli escreveu. E tem alergia a gente venenosa " .

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Meu sincero desabafo.

Sexta-feira, 09 de Outubro de 2010.

Boa tarde, queridos leitores.
Não queria disperdiçar o post dessa abençoada sexta-feira falando outra vez de minhas monótonas tristezas...
Mas gostaria de contar o quanto tenho estado triste e sinceramente desanimada com as coisas que me vem acontecendo.



 











Achei que muita coisa mudaria pra melhor se eu viesse morar no Maranhão. Achei que não haveriam lágrimas ou sofrimento. Tristeza ou dor, ou qualquer das coisas que enfrentava em minha casa, com minha família. Mas não é isso que estou vendo. Creio que estive enganada. Odeio adimitir, mas eu estava errada.
A única coisa de que não me arrependo foi ter conhecido Henrique. Entre nós dois é sempre tudo mil maravilhas. Mas ter atravessado o país para aguentar desaforo e ódio de uma sogra e cunhada loucas e descontroladas, está me levando a beira da loucura e ter uma síncupe nervosa, ou uma recaída de depressão.
E por conta disso frequentemente tenho perturbado meus amigos com isso. Pedindo conselhos, desabafando em lágrimas. E não só eles, mas também Henrique, que além de dono da família ordinária, está também bastante stressado pela mesma vala.


Para quem não sabe o que aconteceu recentemente comigo, vou tentar resumir:
- Saí da casa de minha família no dia 23 de Setembro de 2009 onde nosso relacionamento já abalado não corria bem. Sim. Eu fui expulsa após uma briga onde pela primeira vez disrespeitei minha mãe e a agridi. Fiquei vivendo por 4 meses com uma visinha até que Henrique, meu amado namorado que tinha via internet e nunca tinha visto até então, me convidou a morar com ele no Maranhão.

Cheguei dia 10 de Dezembro em sua casa, onde o começo era uma maravilha. Havia conquistado as amizades da minha sogra Lidiana e Ana Vitória Vasconcelos Azevedo, a cunhada, também únicas pessoas que viviam com Henrique.
Cheguei a ser um verdadeiro grude com ela. Mas depois de um ou dois meses de convivência, tudo começou a mudar abruptamente.
Ana Vitória, a cunhada, começou a brigar por coisas pequenas e tolas, como o fato de Henrique comprar coisas para mim ou passar tempo comigo. Depois, veio a falsidade, o ódio, a inveja e o ciúmes, onde atravéz de suas ações e conversar de msn que acidentalmente encontrei no computador revelavam o que realmente pensava de mim. E pior: descobri qu ela nunca me quiz bem, nunca aceitou minha vinda até aqui, e que, antes deu chegar, já planejava uma série de maldades.


Minha sogra Lidiana, tomada pelas dores da menina começou a brigar e me tratar azeda também. E juntando seu ciúmes que tem de mim em vários sentidos, a coisa piorou e muito.
Como resultado, entre mim e elas hoje há uma forte inimizade e ódio. As provocações e indiretas de que a vida sem mim era bem melhor frequentemente me machucam. E por causa disso sempre acabo em desespero e choro. A intolerância entrre as partes nasceu quando Henrique passou a ficar incomodado com o modo com que me tratam. E pra completar, ele despreza a mãe e irmã por completo por descobrir delas certas verdades, verdades que elas escondiam dele pra passar outra imagem. Verdades que ele descobriu após mim. Verdades que ele descobriu...por causa de mim.

Como se pode ver, minha situação não é das melhores. O mais triste é que viajei com a promessa de que tudo ficaria bem, tudo seria bom, após os problemas que passei em Poços de Caldas. Assim como ele, elas me prometeram um monte de coisa boa se eu viesse pra cá. Mas mal sabia eu que aqui também sofreria opressão.

" Você sabe o que é viver de favor em uma casa onde te odeiam o tempo todo? Ou se tratam bem, é só momentaniamente por consideração à alguém?"
Pois é assim que funcionam as coisas para mim, todos os dias.

Voltar para meu antigo lar e terra natal é uma idéia que nunca deixei de levar em consideração. Aliás, não há um só dia que eu não pense nisso. Mas quem disse que lá eu sou aceita? E a insegurança? A solidão e tudo o que passei...? Estou tão sem apoio lá quanto aqui, onde passando necessidade não tenho um alguém pra ligar, pedir uma ajuda ou que queira ouvir meus problemas. A indiferança e desprezo falam mais alto que a compaixão.
Aquele definitivamente não é mais o meu lar!!

 
A verdade é essa. triste dizer. Fui abandonada no meio de um dos momentos mais importantes de vida, onde errar, precipitar ou tomar qualquer caminho errado pode siguinificar arrependimentos e marcas para ela toda. Me sinto como um barco sem farol em alto mar.
E o que me resta além de conviver com medo e lágrimas?
Resta-me a sensatez de fazer tudo sozinha.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Ações geram consequências.

 Sábado, 02 de Outubro de 2010.

Henrique conversou muito sério com a irmã, de novo. E finalmente expôs a verdade que eu tanto queria que caísse aos ouvidos dela. Se antes se fazia de sonsa e desintedida e não queria assumir o que fez, agora teve que engolir de maneira dolorosa e com lágrimas que suas ações geram consequências – as vezes, graves.

A oportunidade maravilhosa para colocar as cartas na mesa surgiu, há dois dias atrás, quando, no horário do jantar, minha cunhada disse que queria conversar com Henrique. O motivo? Minha sogra adiantou que era porque ele não conversava com ela. ” Não converso? ” – Henrique falou.
Algumas horas depois fomos para o quarto e trocamos algumas idéias a respeito.
Henrique não queria expor os verdadeiros motivos que o estava deixando ficar com raiva dela. Achava perigoso, pois, se sabemos tudo o que ela faz, trama ou pensa da gente é graças as conversar do msn dela que ficam registradas, para quem sabe um dia podermos usar isso contra ela. Se imaginasse ou pelo menos desconfiasse sobre isso, iria ter brigas, brigas e mais brigas com essa chata. 


Minha cunhada expôs nossas intimidades na internet, isso sem falar nas mentiras, na falsidade e no que tem feito para mim. Henrique nem quer mais papo com ela. Mas também não queria piorar as coisas dizendo que não gosta mais dela. Aí ele inventou de embromar, para não dizer a verdade, mas com um pouco de tensão o convenci de que a verdade tinha que aparecer, principalmente para ela ver o quanto estava sendo ridícula ao se fazer de vítima sabendo que era culpada.
Após uns minutos lá em baixo, Henrique subiu para nosso quarto depois dele mesmo ir tornar tudo claro para ela. Agora ela sabe que não é bem vinda em nossa casa, sabe sobre nossos sentimentos e o quanto Henrique está chateado por ela ter magoado a pessoa que ele mais ama. Não contou tudo nem as coisas mais graves, mas com isso fiquei satisfeita.


E outra coisa que me deixou hiper feliz é que agora parece ser desejo dela que Henrique e eu saiamos daqui, que nos mudemos pra longe para ela viver melhor com a mãe. Isso significa que está enxergando que todos juntos já não dá mais certo e que, Henrique e eu somos muito diferentes dela e da mãe dela.
Henrique pediu para ela nos ajudar convencendo minha sogra de que ao mudarmos ficará tudo melhor pra todos.
E espero em Deus que dê certo.

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