Sábado, 22 de Junho de 2013.
Querido confessionário:
Ultimamente não tenho conversado muito com os meus amigos de
Poços, - exceto por Eduardo, que me liga todo dia.
Não há nada de errado, mas é
que por eventualidades sempre tendo a desenvolver a estranha impressão de achar
que de alguma forma estou incomodando as pessoas, quando as procuro. :/
Aí me pego afundando numa depressão desnecessária; cultivo
pensamentos errados na cabeça e me afasto. Mesmo que não tenha nada a ver, meu
bom senso acaba sendo severo. Decido que é melhor eu sofrer um momentâneo
desaparecimento e me fecho.
Outro dia foi hilário, e, ao mesmo tempo, engraçado. Eu bati
meu record. Numa única manhã liguei e acordei quatro pessoas diferentes que
planejavam dormir até tarde naquele sábado abençoado de descanso. Planos tão
esperados e maravilhosamente frustrados pelo incômodo telefonema de uma garota
carente e chata insistente, rsrs.
Não faz muitos dias atrás que recebi um recado no facebook
da minha amiga Nathalia M. me pedindo calma, e explicando que a razão pela qual
não respondera aos meus quarenta e oito recados insistentemente deixados no último
mês fora porque andara muito afogada com assuntos pessoais. Droga, eu pensei,
sentindo-me uma boba por ter sido aquela pateta carente que detesto ser, outra
vez.
É claro que ela atendeu e respondeu ao meu recado numa
excelente descontração, e combinamos de tomar um café quando eu já estiver na
cidade. Uma parte minha duramente se arrependeu de escrever recados pra ela. Mas eu fico a me perguntar: - Por que às vezes
eu preciso ser tão idiota?Por que deixo de maneira descuidada transparecer essa
carência oculta dentro de mim que um dia já foi minha maior fraqueza? Se prestassem atenção, o que pensariam as
pessoas de alguém, como eu, que ama pregar a solidão e a autossuficiência como
suas maiores qualidades?
Por que, oh injusto universo que tanto me "ama", por que é que às vezes eu tenho
que sentir vontade de ficar perto das pessoas? Rs.
Por que?

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