sábado, 7 de dezembro de 2013

Nova filosofia.

Sábado, 07 de Dezembro de 2013.
- 17:21. Fim de tarde. 

Querido diário:
Não preciso dizer que ando sumida demais, né? Eu sei que o diário anda muito desatualizado, apresentando sinais evidentes de abandono, mas é porque tem horas que eu realmente preciso de um tempo a sós comigo mesmo, sem refletir e escrever nada, de resguardo, pra pensar e botar as ideias de novo no lugar, pra mais uma vez ressurgir com força e renovada.
Mas enfim, eu tenho uma reflexão para hoje, e apesar de eu estar aquela bagunça emocional de sempre – sentindo tudo ao mesmo tempo – eu penso que consigo ser clara e direta com as palavras. Vamos lá?

Para início de conversa e para ser sincera, eu não sei exatamente o que estou sentindo. Há uma mistura de sentimentos dentro de mim neste momento, - indecifráveis, dolorosos, amáveis, vergonhosos, raivosos, céticos - mas apesar disso tenho deixado se sobressair apenas os sentimentos bons, apenas os que me trazem a felicidade à mim e aos outros. 

Aliás, já entendi que a auto piedade e remoer o passado realmente não levam a nada. Para meus erros que ainda me ferem, reservo reflexão e mudança. Nada de tapar o sol com a peneira, nem usar paliativos. Quando o leite derrama, não me resta outra alternativa a não ser secar a burrice. Aprendi que reclamar – apesar de  promover certo alívio – também não adianta. Sofrer, menos. O que resolve é a força de vontade para fazer tudo diferente e melhor.
Com essa filosofia e convicção benéfica que tem me mantido com os pés no chão e focada em mudanças, eu inicio o meu dezembro confiante, saltitante e com calma, que é para eu não me perder pelo caminho outra vez.


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