Eu confesso que odeio briga. Levo muito a sério
essas coisas. Em determinadas ocasiões da minha vida, eu me encontrei com
pessoas com quem tive desavenças; quando criança e quando adolescente.
É até irreal dizer que fomos feitos para
dar-nos bem com todo mundo. Até Jesus quando veio a terra não agradou
unanimemente. E comigo não foi diferente.
Inoscente ou não, com razões ou não também
tive minhas rivais. E delas já prometi que falarei algum dia.
Mas tem uma pessoa atualmente que não me
deixa esquecer o assunto que tenho com ela. Porque ela me aprontou uma
sacanagem. Porque ela mentiu pra mim. Ela destruiu em partes o meu sonho e o
deixou a beira de um abismo, quase para cair. E agora convivo com as
consequencias da chateação de nunca ter tido a chance de dizer tudo o que queria
para essa pessoa, de nunca ter recebido as explicações de seus maldosos atos,
além de merecidas desculpas.
E mesmo com tanta mágoa que guardo dela, eu
havia, de verdade, conseguido perdoá-la para finalmente esquecer. Mas depois
que Bruna me contou tudo sobre minha rival cunhada ter feito a cabeça da minha
sogra para entrar nas brigas, só porque sentiu que perdia o irmão pra mim, um
ódio por ela explodiu como um poço de petróleo sem piedade.
Os feitos e os resultados do que causou na
minha vida atualmente foram tão sérios, que começei a frequentar, em segredo,
uma psicóloga, além de conversar com uma terapeuta via internet quando eu
preciso.
Nós duas, a doutora Olga e eu, sabemos que
minha rival nunca irá admitir os erros, justificá-los e tão pouco reparar. Disse
que pela liguagem do comportamento de minha cunhada, ela sempre teve medo de mim em
todos os sentidos, inclusive, deu ser melhor que ela e cair na preferencia do
irmão, da mãe e dos amigos. Ou seja, perder o espaço para mim que sempre foi só
dela.
Isso explica os papos que ela tinha com meu
irmão pela internet antes mesmo deu chegar em sua casa. Ela confessou pra ele
que não gostava da ideia deu morar com eles. E explica também as histórias que
inventava ao meu respeito, só para os amigos não terem o interesse em me
conhecer. Eles poderiam achar alguma coisa que pudessem gostar. E ter a cunhada
como uma concorrente num meio que sempre foi dela não foi uma ideia que a agradou.
Segundo a doutora, talvez por conheçer meu
jeito, meu estilo de vida, minha família e o lugar de onde vim, pudesse ter
dispertado nela o complexo de inferioridade. Daí vieram a inveja, o ciúme e o
medo de me ter por perto.
Quando contei pra doutora as origens da menina, os problemas emocionais que tinha e mostrei sua aparência, ela não teve mais
dúvidas. O problema dela comigo não é apenas a briga pelo irmão. É também por
causa da pessoa que sou.
Além disso, a terapeuta diz que o orgulho
dela mais afetará ela mesma que a mim, pois Olga acredita que assim que eu
acrescentar interesses maiores em minha vida, logo a esquecerei. Mas para minha cunhada sempre existirá o fantasma da falta do irmão na vida, da convivência
radicalmente alterada em sua família por causa das brigas, geradas, claro, pela decisão errada dela de criar protestos e
brigas uma vez que podia ter mudado o curso da própria história ao ser clara e
sincera com o que sentia. E por mais que ela não consiga admitir, seu coração
sempre vai chorar a falta do Henrique, daquela complicidade que tinham,
principalmente quando for tentar substituí-lo por irmãos de coração e ver que
não é a mesma coisa. Ou quando a vida mais tarde, exigir algum detalhe que
implique a família que a criou.
Mas para aliviar a minha tenção de nunca
ter tido as respostas que eu queria, minha terapeuta sugeriu que eu botasse
essa energia pra fora escrevendo o que eu sentia, como uma forma de terapia por
escrito. Desde então eu tenho feito isso. Tudo o que sei, lembro, me incomoda
ou pesa eu escrevo.
Principalmente tudo o que passo desde que
moro nessa cidade e na casa do Henrique, porque, é como eu disse para a doutora
Olga:
- Eu nada tinha haver com essa família. Pra
falar a verdade nunca tive intenção de ter. Eu só queria conhecer o Henrique,
passar uma semaninha aqui para esfriar a cabeça e voltar pra Minas. Mas Henrique
me obrigou a ficar. Sua mãe também. Na verdade, ela insistiu mais que ele. E
acabei sedendo. Mas de forma estranha os três foram me envolvendo em seus problemas,
os três me contaram coisas e desabafaram
muitos de seus segredos.
O que pude perceber é que, por fora,
pareciam se gostar e se importar uns com os outros. Mas no fundo, mentiam entre
si, principalmente minha cunhada para a mãe e o irmão; e minha sogra para os dois
filhos, que para se protegerem, precisavam e mereciam saber de verdades bárbaras
com relação a herança do pai deles e outras coisas mais. E imaginem quem
escolheram pra despejar toda essa loucura e ainda pedir que guardasse segredo: Eu!
Que já estava sobrecarregada e abalada com meus próprios problemas.
Saber dessas coisas sempre me fez mal. E stressada
e pesada, senti-me aliviar quando pude dedicar as ultimas postagens desses dias
para falar o que sentia sobre ouvir minha sogra dizer que enganou a filha dias
atrás, sendo que cansei de ver a mesma novela se repetir, sempre comigo sabendo
a verdade.
Para resumir, a terapia da escrita funciona,
sempre funcionou uma maravilha. Por isso dedicarei agora alguns dias para
escrever como toda essa briga, que já leva quase três anos, começou, tudo o que
foi dito e por que me senti traída e construí um ódio tão forte.
Vou escrever não como está no meu livro que
logo será lançado e que também exclarece muita coisa do que aconteceu. Mas sim,
sob a perspectiva dos meus sentimentos reais.
Escreverei toda a verdade, definitivamente,
da forma mais sincera e mais transparente que nunca.

Um comentário:
Mariana,
Primeiramente, não fiquei brava nem nada sobre a inspiração do meu blog, não se preocupe, apenas comentei...:)
Quanto ao que vc disse no seu post, acredito mesmo que escrever e desabafar alivia muito a tensão, eu adoro escrever como forma de terapia, já fui em vários psicólogos ao longa da vida, e estou numa fase em que eu consigo fazer minha própria terapia por meio de reflexões sejam escritas, ou não. Mas definitivamente escrever ajuda bastante.
Olha, eu não conheço toda a sua história, mas já tive uma cunhada péssima por quase 4 anos, foi realmente um inferno, ainda que não morássemos na mesma casa, apenas a menção do nome dela me fazia surtar de tanta raiva, mas te digo que o que aprendi disso tudo é que vc precisa se importar menos, imagino que seja difícil para vc já que moram praticamente na mesma casa, mas tenta focar em outras coisas pq aí ela vai perdendo a "força"...No meu caso parece que quando parei de me importar que as coisas melhoraram e meu irmão terminou com a vaca, hehehehe.
Boa sorte!
:)
bjos
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