Boa tarde, meus leitores.
Ultimamente tenho recebido
recados de pessoas dizendo que estão acompanhando meu blog e as histórias que escrevo da minha vida, mas que não
estão entendendo porque não gosto da minha cunhada, de quem tenho falado muito por
esses tempos devido a raiva.
Todos já entenderam que minha
necessidade de falar no assunto vem de mecanismos de desabafo. Ninguém é de
ferro. É muito difícil aturar os desaforos de uma pessoa como ela, calada.
Acontece que quase todo dia
estou tendo que contar algo dessa história que já está
ficando até chata, monótona, repetitiva. É sempre eu desabafando os horrores
que é minha cunhada Ana Vitória, contando histórias de mágoas que nunca me
esqueço. Cospindo as verdade que gostaria de jogar na cara dela para mostrar
que sua vida desde o nascimento é uma mentira. Expondo vontades que tenho de
cair de tapas até matá-la e desejos de um dia nunca mais sequer ouvir falar na
sua existencia. E enquanto isso, quem lê o que escrevo me pede uma explicação
por tanto ódio.
Atendendo a pedidos, hoje vou
contar como toda essa briga, que já leva quase três anos começou, de uma
maneira bem resumida, e não como o livro, que logo estarei lançando no final
desse ano que trata de toda a história contada em sua ordem cronológica, da
maneira que os fatos aconteceram e expondo muitos dos segredos que ficaram
perdidos só dentro dessa casa.
Para quem não sabe o princípio
de tudo, essa é a oportunidade para finalmente entender, de maneira fácil e dividida
em duas postagens tudo o que aconteceu quando fui morar na casa da família do
Henrique, no Maranhão.
Mas antes, para que se chegue ao ponto crítico da natureza do meu ódio e se entenda o que aquela diaba destruiu, eu gostaria de contar primeiro por que o Henrique era tão importante para mim e qual era o
sonho que construimos juntos que essa menina estragou. Contarei como o conheci, em que circustancias foram e por que era tão importante para mim
ficar com ele.
- Conheci o Henrique numa época muito
sensível em minha vida. Eu estava vivendo uma época onde não tirava proveito de nada de bom e não me sentia
muito feliz. Não porque eu queria. Mas porque eu não conseguia. Estava sempre
deprimida por conta dos meus problemas sentimentais. E a única hora que me via contente
era quando ia para a internet, para falar com aquele que eu considerava o meu
melhor amigo e único naqueles tempos.
Era o ano de
2007. Na época eu estava com 20 anos. Havia acabado de passar por uma depressão
devido a umas mudanças repentinas que aconteceram na minha vida sem eu poder
evitar. Ao sentir a necessidade, me afastei de amigos, da família e me isolei
de todo meio social, onde fiquei sem sair de casa por três anos. E foi nessa
solidão forçada que me encontrei como pessoa e me vi curada e transformada como
nunca havia acontecido.
Quando senti vontade
de me reentregar a sociedade, timidamente comecei a fazer isso pela internet ao
arrumar amizades virtuais. Já era um bom começo, para uma pessoa completamente
anti-social, desacreditada no amor e em amigos. E foi
aí que ele apareceu.
Henrique me encontrou pelo famoso Orkut. Nos
adicionamos no Msn e começamos a marcar horários para conversar. A princípio
fomos atraídos pelos mesmos interesses e hobbies, mas depois, fomos descobrindo
atravéz do tempo que tínhamos uma amizade muito gostosa e uma cumplicidade
envolvente. Nós dois sentimos que algo na gente era especial, único, verdadeiro,
diferente. Como se nossos corações nos avisasse que nossa história estava
escrita no destino e que nosso encontro não era um mero acaso. Parecia que nos
conhecíamos há anos e por isso não conseguimos mais nos desgrudar.
Para mim, juntamente, isso tinha outro
siguinificado. Henrique era apenas um contato de internet, que morava longe, no
Maranhão, enquanto eu era de Minas Gerais. Mas ele era o único que me entendia
quando começei a desabafar os meus problemas. Era o único que sabia colocar as
palavras doces e certas na hora que eu precisava. Era o único que se preocupava
em me cuidar e me fazer sentir importante mesmo com tanta gente perto de mim. E
naquele 2007 negro, onde tudo o que eu gostava teve um fim, ele foi o único capaz
de me fazia sorrir.
Após eu terminar a escola, aos 17 anos,
mudaram minha vida sem me perguntarem se eu queria, se eu concordava, se eu
estava me sentindo bem com tudo aquilo. Aconteceram coisas realmente ruins que
me reservo no direito de não comentar. Minha família, assustada, se afastou de
mim quando entrei em depressão. Eu não tive onde me apoiar.
Então, me isolei do mundo social e achei
nesse reino de solidão uma força descomunal da qual me apossei. E diferente das
outras pessoas, o Henrique não ria das minhas histórias, não me criticava, não me
chamava de louca engrata por chorar por motivos que ninguém compreendia. Ele me
entendeu, me consolou, me apoiou em tudo o que eu fiz. Aguentou sem obrigação
minhas lágrimas no telefone ou no microfone do computador. Foi aí que decidi
ser tudo para ele também.
Quando confessei o bem que me fazia,
Henrique se declarou apaixonado. Contou que sentia-se assim há bastante tempo.
Aceitei seu pedido de namoro no dia 24 de Novembro de 2007, e já no dia 01 de
Dezembro terminamos. De repente descobrimos que um namoro a distancia era uma
loucura que só nos gerava ansiedade.
Mas para minha surpresa, dias depois ele
quis voltar. Levei um mês para decidir se isso realmente seria bom para minha
vida. E então, em Janeiro de 2008, no dia 8, reatamos com a intenção de levar a
sério nosso caso. Prometemos um ao outro ser fieis e esperar o tempo que fosse para
cumprir a promessa que nos fizemos: a que nós encontraríamos e ficaríamos
juntos. E se desse tudo certo, se nossa história estava mesmo no destino
escrito por Deus, nós nos casaríamos e seríamos felizes para sempre.
A cada vez que relembro em que
circunstancias Henrique entrou na minha vida e em como me salvou, digo que além
de o amigo perfeito e o mais fofo do mundo, ele foi o meu herói. Por vezes,
mesmo que teclando de tão longe atravéz do computador, ele me impediu de fazer
besteira, de acabar comigo mesma. Deu um siguinificado para minha vida vazia e
um sorriso largo para meu rosto triste. Nunca me esqueci daquela sensação forte
que senti ao adicionar ele, uma coisa diferente. Uma vozinha sussurou que ele era
a pessoa da minha vida. Tão cedo, mas já tinha encontrado.
De repente eu quis essa pessoa especial
para mim, de repente eu queria ficar com ele. E a promessa de nos
encontrarmos um dia para ter, pelo menos, um abraço real dele, foi o que me
manteve viva e firme por todo aquele tempo até chegar 2009, o ano que
finalmente eu vi ele.
CONTINUA…
Um comentário:
Oii Mariana!
Legal vc estar fazendo esse resumão da sua vida e das coisas que te levaram até esse momento!
Que sorte vc teve de encontrar um namorado tão legal...graças a Deus eu tenho essa sorte tbm! Infelizmente nada é perfeito né, sua cunhada é uma mala e como toda família tem seus dramas e problemas....
E esses momentos de escuridão que vc passou na vida devem ter sido bem complicados, sorte que vc encontrou sua luz novamente, não deixe sua cunhada apagá-la!
bjos e continue contando! :)
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