* Continuando a postagem anterior...
- A minha relação com minha família não ia lá
aquelas coisas, mas, em compensação, encontrava na do Henrique o que não
conseguia mais ter com a minha.
Logo quando reatamos nosso namoro, em sinal
de que realmente queria levar tudo a sério e com suas formalidades, Henrique
tratou de dar seu jeito e me apresentou as duas, sua mãe e irmã pelo computador
mesmo. Segundo ele dizia, sua família era somente elas. O pai havia falescido
há alguns anos e eles três trataram de seguir a vida em frente sozinhos.
Sua mãe e sua irmã se apresentaram bem
carinhosas e receptivas comigo. Eu sentia que ficaram bem anciosas e contentes
com a novidade deu ser a primeira namorada do Henrique. E ainda por internet. E
a ideia deu ir para lá conheçê-los as empolgava demais. Elas sempre demostraram
interesse e apoiaram nossos projetos.
Assim como Henrique, as duas sabiam de tudo
o que acontecia comigo na minha casa, principalmente a minha cunhada. Eu me lembro
das muitas vezes que Henrique precisou trabalhar bem no horário em que estaria
comigo na internet. Então sua irmã ficava on line para conversar comigo em seu
lugar.
Sempre desabafei todos os assuntos da minha
vida para ela, cada sentimento. Eu confiava muito nela, que apesar de muito
mais nova que eu, era igual ao Henrique, me compreender perfeitamente.
Nós duas tínhamos muito em comum, além da
aparencia física que na época era grande. Ambas éramos filhas adotivas em
nossas famílias, tinhamos os mesmos problemas emocionais e nos sentíamos as
regeitadas do mundo. Ela me apoiava, me ouvia, me aconselhava, sempre
igualzinha ao seu irmão. E eu tentava ser do mesmo modo para ela. Começava a
achar que tinha tirado a sorte grande. Não demorou para que eu a adorasse. Eu
tinha a minha cunhada como uma irmã.
Por perceberem que eu sofria com as
diferenças e indiferenças que tinha na minha casa, e por acharem que eu
precisava de um tempo daquilo tudo, Henrique e as duas não se cansavam de me
convidar a passar uns tempos com eles no Maranhão. A proposta para a
circunstancia era tentatora, mas aborreceu demais minha mãe. E tanto insisti na
ideia, ao mesmo tempo que erroneamente me afastei da minha família, tanto briguei
e tanto teimei, que, um dia, quando tudo havia piorado e após uma briga
horroroza que tivemos, minha mãe e eu, fui agredida, a agredi, terminei expulsa
de casa e fugi para a de uma visinha. E de lá, para a do Henrique no Maranhão,
após minha sogra ter comprado e mandado a passagem para lá.
Eu fui embora de Poços de Caldas e sem
olhar para trás, com raiva, ferida, abatida. Mesmo não percebendo a
precipitação e o maior erro que cometia na vida. Iguinorei até os sentimentos
ruins que estava tendo durante o trajeto da viagem. Uma vozinha enjoada não me
deixava em paz. Ela me dizia que para onde eu estava indo não era bom, não iriam
acontecer coisas boas. Eu pensava que era sentimento de culpa pelo modo como
saí da minha casa. Sempre sonhei sair de lá casada com Henrique, após ele se
apresentar para minha mãe, botar a aliança no meu dedo, após ganhar o beijo de
benção da minha avó.
Mas eu estava ferida, e iguinorei os avisos
do meu coração apertado. Sem saber, saia
de casa para sofrer num lugar ainda pior.
Eu pisei na casa da família do Henrique pela
primeira vez, no dia 10 de Dezembro de 2009. Todo o começo com eles foi uma
maravilha. Até pensei que os maus presságios haviam me preocupado atoa.
Como havia conquistado a simpatia plena da
minha sogra e da cunhada, tudo corria perfeitamente bem,
tranquilo, na maior amizade e maior clima de família. Nem parecia que eu era
apenas uma garota vinda de Minas que os conheceu através da internet. Eu era tratada
da família, ganhava coisas como igual. E a pedido de todos, resolvi ficar e
morar com eles. Estava me sentindo muito bem.
Era engraçado porque, o Henrique, depois de
um tempo, começou a apresentar uma certa vergonha e timidez de mim. Ele começou
me evitar e a só ficar com seus jogos de computador.
Minha cunhada, ao perceber o que o
irmão fazia comigo, o procurou e chamou sua atenção, para ele não me deixar tão sozinha porque eu
havia vindo de longe e precisava dele. Minha sogra também havia se mobilizado do
mesmo jeito e foi nessa hora, até Henrique tomar consciencia do que fazia, que
sua irmã se uniu mais ainda em mim. Ela começou a suprir a falta
que ele estava me fazendo. Ela me levava para sair, me apresentava seus amigos,
passava noites no meu quarto conversando comigo, enquanto Henrique preferia ficar
sozinho na sala jogando no computador.
Então
viramos a dupla mais unida desse mundo. Minha cunhada virou minha confidente e por um
momento, por um deslize, por um erro, por estar magoada com a minha irmã em
Minas e por minha cunhada se comportar tão boa comigo, pensei que pudesse substituir
e colocá-la no lugar de minha irmã, e só mais tarde fui perceber que havia
cometido o maior erro da minha vida ao pensar assim. Porque depois, quando
disse isso pra ela, veio a traição.
De repente tudo naquela casa começou a
mudar, quando Henrique finalmente passou a me dar a atenção que eu queria e
merecia como sua namorada. Nos reaproximamos e ele passou a ser minha
companhia. E como pedido de desculpas pelo modo como vinha me evitando, ele
resolveu me comprar de presente uma caixa de bom-bons. Quando a viu na
geladeira, minha cunhada a pegou para abrir. Quando Henrique disse que ela não podia
porque era um presente para mim, ela começou a brigar. Ninguém entendeu porque ela
teve aquela atitude tão estranha, mas esse episódio serviu de porta de entrada
para muitos outros que vieram e gerou esse confronto todo que nos separa até
hoje.
Na época, sempre que tentávamos uma
explicação com ela, seus argumentos eram os mais absurdos possíveis. Dizia que
antes os presentes e mimos eram sempre para ela, que nada no mundo a faria
entender porque eu recebia bom-bons e ela não. Também brigava porque Henrique começou
a passar tempo demais comigo, que me convidava a fazer com ele coisas normais
de namorados e que ela não podia. Parecia uma criança birrenta de dez anos
brigando por coisas que nem lhe eram de direito e Henrique e eu percebemos que
ela estava com ciúme, mas não um ciúme normal.
Para completar essa loucura toda, minha
sogra também mudou de repente comigo. Além de me tratar mal, me
chantagiar e me proibir de sair daquela casa levando o seu filho, parecia que
tomava as dores da menina,
principalmente quando eu quis parar de falar de vez com ela, por um motivo que
ela mesma nunca entendeu, mas que contarei na continuação dessa postagem.
Minha sogra não se conformou. Odiou. Então,
toda aquela relação boa e gostosa morreu de vez.
Na época, ela era a única pessoa que podia
nos apoiar e impedir com que a guerra que minha cunhada armava prejudicasse
Henrique e a mim. Mas sem entender suas razões, eu a vi ficar contra nós, a me
despresar, a se opor ao nosso relacionamento, sendo que antes aprovava. Então,
caí em desespero.
Hoje eu sei porque minha sogra agiu dessa
maneira. E também escreverei sobre isso na continuação.
Eu vivi tempos terríveis naquela casa.
Basicamente, o ano de 2010 inteirinho em meio a brigas, choros, gritarias, maldades,
chantagem, tortura emocional e raiva. Raiva de ter que aguentar tudo calada,
sem um protesto se quer. Sem tomar uma satisfação pelas ações doentias,
tudo para manter um respeito por elas que nem sei porque eu mantinha. E eu
sempre era atacada. Todos os torpedos de ódio caiam na minha cabeça. E Henrique
não fazia nada para me defender.
Por motivos banais, os mais tolos de todos,
era sempre a menina que começava. Parecia que era um prazer para ela criar
aquelas confusões onde soltava seus gritos horrorozos, aqueles palavrões sujos
de baixo calão, igual a ela. Ela não podia me ver junto com ele. Não podia nos ver rindo juntos no computador, na sala na tv, no quarto ou indo sair, que lá vinha a chuva venenosa de protestos dela. Todo dia era a mesma coisa.
Eles brigavam muito entre eles, mas depois começaram a me meterem no meio e a me culpar por tudo. E não aguentando, quase que desisti de ficar com Henrique. No meio daquele inferno todo, pensei em fugir.
Eles brigavam muito entre eles, mas depois começaram a me meterem no meio e a me culpar por tudo. E não aguentando, quase que desisti de ficar com Henrique. No meio daquele inferno todo, pensei em fugir.
Mas o Henrique era importante para mim. Era
meu namorado e o melhor amigo que havia me ajudado naqueles tempos terríveis na
minha casa. Eu não podia deixá-lo e tão pouco por causa de uma menina birrenta
e ciumenta como a irmã dele. Eu não ia dar esse gostinho a ela, nunca! Além
disso, eu não tinha para onde ir.
Foi aí que decidi ficar e lutar. Nem que
pra isso siguinificasse armar uma guerra contra essa bruxa do meu conto de
fadas. Eu havia aguentado tudo calada, chorando, sofrendo, sendo magoada por
cada palavra de opressão da cunhada que se dizia a minha amiga que adorava a
ideia deu me casar com seu irmão. Estava na hora deu agir contra aquela falsa e
eu sabia o que fazer.
Para me defender, era hora deu começar a
ser má…
Continua....
Um comentário:
Nossa, vc já enfrentou tantos problemas na sua jornada que começo a achar que a minha vida é um conto de fadas se comparado a todas essas coisas q vc contou...hehe!
Fugir de casa é uma atitude bem extrema, vc devia estar realmente magoada com a sua mãe para ter essa coragem!
E não entendo o motivo de a sua cunhada ter mudado tanto, estranho demais...
Espero que vc e seu namorado consigam sair da casa da sogra, essa dependência de espaço torna tudo muito pior e mais fácil de as duas se meterem na vida de vcs!
beijos :)
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