* Continuando a postagem anterior...
- Quando Henrique abandonou a irmã de vez,
achei que foi a melhor coisa que podia ter acontecido. Porque ele passou a
dedicar cem por cento de sua atenção à mim, e antes eu tinha que dividí-lo com
aquela idiota, que ainda me tratava mal. Eu ficava largada enquanto ela, além
de irmã, também queria ser a namorada.
O preço disso foi a perceguição que já
acontecia piorar para o nosso lado. Minha sogra foi quem não gostou nenhum
pouco do novo tratamento de gelo que dávamos na cobrinha. E ficando calados
diante dos nervosos protestos de insatisfação dela e da garota, só reforçava a
ideia de que Henrique estava só estranho porque eu o influenciava.
Acredito que nosso maior erro na época foi agir
dessa forma sem contar o que sabíamos e porque ela merecia o castigo.
Por isso, nossa convivência nunca mais foi
a mesma.
Com nós dois iguinorando e esnobando a
chata da irmã dele, a casa ficou insuportável.
Nós nos dividimos em duas duplas: era a
minha sogra com a filha, contra Henrique e eu.
A
intolerância partia dos dois lados.
Nós nos alfinetávamos, nos provocávamos,
brigávamos e tentávamos nos evitar ao máximo. Eu nem mais na mesa queria comer
se a menina se sentasse nela. E eu sempre puxava o Henrique comigo.
Tudo ficou desse jeito durante um bom tempo,
até que chegou o dia em que uma coisa aconteceu e as coisas começaram a mudar.
Henrique se arrumava para ir ao trabalho e
eu estava ao lado dele, na sala. Até hoje não me lembro por qual razão, ele e a
mãe começaram a distutir de repente, onde ela tentou agredí-lo com uma
vassoura. E não sei o que deu em minha cabeça, que, vendo a violencia e a
maldade estampada em seu rosto, segurei aquela vassoura e a encarei ferozmente
nos olhos. Ela realmente ia machucar o Henrique a troco de nada. E eu não só
impedi, como também ameaçei a fazer duas vezes pior com ela o que fosse fazer
com ele.
Minha atitude não só a calou e deixou com
medo, como também a fez tomar uma decisão pelo bem das duas partes.
Morarmos todos juntos estava
definitivamente insuportável, mas já que não abriria mão de ter o filho
preferido por perto, nem por uma nora que lhe dava medo, ela dividiu sua enorme
casa em duas, ficando com uma metade, enquanto que Henrique e eu com a outra,
numa obra que muito nos stressou e levou três meses para ficar pronta.
Mas não adiantou muito. Funcionou, por
algum tempo, mas só até os problemas daquelas duas começarem a cair em cima de
nós e minha cunhada, insatisfeita com o lado de desvantagens, começar com suas provocações
ainda piores.
Minha sogra também não ficou muito
satisfeita com os resultados da sua própria ideia da separação da casa, e se
vendo não mais no mesmo teto que o filho, se tornou ainda mais evasiva e
controladora.
Não demorou para que mais uma vez eu
perdesse minha paciência com o jeito dela, e cansada de muito pedir para
Henrique tomar providencias e dar um jeito na mãe, decidi eu mesma tomar conta
do assunto.
Eu resolvi ter uma conversa sincera com ela.
Mas como a conhecia muito bem, sabia que nunca resolveria as coisas com ela
feito gente. Eu estava farta de vê-la
todos os dias sentada na porta da minha casa, cansada daquela invazão que fazia
logo cedo e dos palpites que dava em tudo. Ela queria ditar meu almoço, o que
eu devia fazer ou não pro dia. “Minha mãe me ensinou a cozinhar e faço isso melhor
que você”, eu quase dizia pra ela.
Mas
ela foi tomando de minha mão as rédias da minha vida e Henrique não tinha
atitude para explicar pra mãe que estava se tornando um problema.
Então eu decidi resolver.
Com raiva dela se sentar na porta onde
ficava feito um cão de guarda, lhe preparei uma armadilha caso minha conversa
amigável não funcionasse.
O Henrique a chamou aqui
em casa. Aproveitei e pedi que não se sentasse mais na porta, que
não me acordasse a toa fora do meu horário. Mas ela me enfrentou com seu jeito
arrogante e grosseiro. E ao me fazer perder a cabeça, simplesmente atirei em
sua cara o enorme jarro d’ água que eu havia preparado para a tão esperada
ocasião. Atirei a água e depois o jarro, causando-lhe um corte do nariz a boca.
Ela saiu
furiosa da minha cozinha. Ameaçou a chamar a polícia e tudo. No final, acabou
em total silêncio e desapareceu. Nunca mais nos falamos.
Isso foi em
Agosto de 2011. Até Fevereiro de 2012 ficamos afastados dela. Mas quando foi em
Março, ela reaproximou contra minha vontade, se tornando uma questão que me gerava muito desconforto e
insegurança. Eu não a queria de volta em minha vida, trazendo de volta toda
aquela loucura e aborrecimentos. Só que dessa vez alguma coisa estava
diferente.
Por mais
que eu detestasse admitir e por mais incrível que fosse, minha sogra estava
sendo amistosa e cuidadosa para não provocar nada que fosse nos afastar outra
vez, fazendo de tudo para agradar. E eu sem saber o que dizer, não conseguia
pensar em nada para afastá-la. A via tentando entrar em nossa vida, e eu não
conseguia evitar.
Como em
casa nos faltava as coisas por Henrique estar desempregado, minha sogra queria
supri-las de modo dedicado, dando ao filho e a mim tudo de que precisávamos. E
essa era a brecha que precisava. E quando me dei conta, ela já havia conseguido
o que queria: uma oportunidade para nos reconquistar.
O engraçado
é que tudo voltou ao normal sem ao menos ser tocado em assunto nossas brigas e os
ocorridos do passado. Eu tinha vontade de fazer perguntas. Queria ouvir de sua
boca se havia mudado porque estava arrependida.
Estava demasiada diferente e agia com uma
dedicação que nunca teve, respeitando finalmente o nosso espaço, nossas
vontades e nos cobrindo de presentes.
Pelo menos
em nossa frente estava sendo uma outra "mãe do Henrique", oposta a tirana grosseira que até
tempos atrás lutava e relutava contra nossa relação.
Desde então
estamos tendo uma relação pacífica. Hoje posso realmente dizer que me dou bem
com minha sogra. É claro que tudo funciona sob condições e pequenos cuidados.
Para nossas ideias nunca entrarem em
confronto, procuro nunca questioná-la, mesmo sabendo que ela sempre está
errada. Discutir com ela é impossível. Sempre partirá para a baixaria, para
ameaças e imoralidade. Prefiro somente ouvi-la e deixar pensar que está na
razão.
Com relação a cunhada, a história já
não terminou assim. Depois de tudo o que fez e pela raiva que nos causou, além
das histórias dela que o irmão nunca se esquece ou perdoa, decidimos que ela
não é importante e preferimos nos manter separados. Na verdade, tudo só tem
funcionado entre minha sogra, Henrique e eu, porque ela nunca mais deu ouvidos
a menina quando reclama de nós dois.
Sobre
isso aproveitarei para contar que, mais tarde, minha cunhada brigou com sua amiga
Bruna Mara que mora aqui na rua, no final de 2011. Ela, que eu só via e
conhecia de vista, se tornou minha amiga e me contou todas as sugeiras da menina.
O
ápise foi descobrir que minha sogra só começou a me odiar e a me tratar
estranho porque a filha invenenou sua cabeça contra mim, dizendo que eu estava
lá para destruir a família e tirar o Henrique dela. Tudo para conseguir com que
a mãe me mandasse embora.
Infelizmente,
a punição que dávamos na minha cunhada só confirmava o que as histórias que a cobra
mal amada inventava para a mãe.
Mas depois que tudo se resolveu entre a gente,
e graças a Bruna, eu soube da verdade a tempo e pude perdoar minha sogra e
aceitá-la novamente em nossa vida, mas sem a minha cunhada. Hoje nós a deixamos
totalmente de lado, assim como também não a contamos como membro da nossa
família. Essa foi a condição que colocamos e minha sogra aceitou. Ela aceita
qualquer coisa para não perder o Henrique de novo. E como ela mesma diz, a filha
não precisa saber.
Afinal, estamos pensando agora em nosso bem
estar, não no dela.
Nós
três concordamos que aquela menina nos atrapalhou em muita coisa. E eu adorei
poder desabafar pra minha sogra que a filha é uma cobra.
Depois
que passou tantos meses separada do Henrique, vivendo só com a filha, minha sogra descobriu quem ela é na verdade, mas sem contar para ela as coisas que sabe. Dá
para perceber que minha sogra deixou de considerar a filha com tanto amor, e
decepcionada, deu mais valor ainda ao Henrique. E também, nunca mais brigou com
a gente atoa.
A PRÓXIMA SERÁ A POSTAGEM FINAL DESSA HISTÓRIA.
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