sábado, 13 de outubro de 2012

Como tudo começou - Parte 4: Reviravolta.

Sábado, 13 de Outubro de 2012.

* Continuando a postagem anterior...



- Quando Henrique abandonou a irmã de vez, achei que foi a melhor coisa que podia ter acontecido. Porque ele passou a dedicar cem por cento de sua atenção à mim, e antes eu tinha que dividí-lo com aquela idiota, que ainda me tratava mal. Eu ficava largada enquanto ela, além de irmã, também queria ser a namorada.
O preço disso foi a perceguição que já acontecia piorar para o nosso lado. Minha sogra foi quem não gostou nenhum pouco do novo tratamento de gelo que dávamos na cobrinha. E ficando calados diante dos nervosos protestos de insatisfação dela e da garota, só reforçava a ideia de que Henrique estava só estranho porque eu o influenciava.
Acredito que nosso maior erro na época foi agir dessa forma sem contar o que sabíamos e porque ela merecia o castigo.
Por isso, nossa convivência nunca mais foi a mesma.  

Com nós dois iguinorando e esnobando a chata da irmã dele, a casa ficou insuportável.
Nós nos dividimos em duas duplas: era a minha sogra com a filha, contra Henrique e eu.
 A intolerância partia dos dois lados.
Nós nos alfinetávamos, nos provocávamos, brigávamos e tentávamos nos evitar ao máximo. Eu nem mais na mesa queria comer se a menina se sentasse nela. E eu sempre puxava o Henrique comigo.
Tudo ficou desse jeito durante um bom tempo, até que chegou o dia em que uma coisa aconteceu e as coisas começaram a mudar.

Henrique se arrumava para ir ao trabalho e eu estava ao lado dele, na sala. Até hoje não me lembro por qual razão, ele e a mãe começaram a distutir de repente, onde ela tentou agredí-lo com uma vassoura. E não sei o que deu em minha cabeça, que, vendo a violencia e a maldade estampada em seu rosto, segurei aquela vassoura e a encarei ferozmente nos olhos. Ela realmente ia machucar o Henrique a troco de nada. E eu não só impedi, como também ameaçei a fazer duas vezes pior com ela o que fosse fazer com ele.
Minha atitude não só a calou e deixou com medo, como também a fez tomar uma decisão pelo bem das  duas partes.

Morarmos todos juntos estava definitivamente insuportável, mas já que não abriria mão de ter o filho preferido por perto, nem por uma nora que lhe dava medo, ela dividiu sua enorme casa em duas, ficando com uma metade, enquanto que Henrique e eu com a outra, numa obra que muito nos stressou e levou três meses para ficar pronta.
Mas não adiantou muito. Funcionou, por algum tempo, mas só até os problemas daquelas duas começarem a cair em cima de nós e minha cunhada, insatisfeita com o lado de desvantagens, começar com suas provocações ainda piores.
Minha sogra também não ficou muito satisfeita com os resultados da sua própria ideia da separação da casa, e se vendo não mais no mesmo teto que o filho, se tornou ainda mais evasiva e controladora.

Não demorou para que mais uma vez eu perdesse minha paciência com o jeito dela, e cansada de muito pedir para Henrique tomar providencias e dar um jeito na mãe, decidi eu mesma tomar conta do assunto.
Eu resolvi ter uma conversa sincera com ela. Mas como a conhecia muito bem, sabia que nunca resolveria as coisas com ela feito gente.  Eu estava farta de vê-la todos os dias sentada na porta da minha casa, cansada daquela invazão que fazia logo cedo e dos palpites que dava em tudo. Ela queria ditar meu almoço, o que eu devia fazer ou não pro dia. “Minha mãe me ensinou a cozinhar e faço isso melhor que você”, eu quase dizia pra ela.
 Mas ela foi tomando de minha mão as rédias da minha vida e Henrique não tinha atitude para explicar pra mãe que estava se tornando um problema.

Então eu decidi resolver.
Com raiva dela se sentar na porta onde ficava feito um cão de guarda, lhe preparei uma armadilha caso minha conversa amigável não funcionasse.
O Henrique a chamou aqui em casa. Aproveitei e pedi que não se sentasse mais na porta, que não me acordasse a toa fora do meu horário. Mas ela me enfrentou com seu jeito arrogante e grosseiro. E ao me fazer perder a cabeça, simplesmente atirei em sua cara o enorme jarro d’ água que eu havia preparado para a tão esperada ocasião. Atirei a água e depois o jarro, causando-lhe um corte do nariz a boca.
Ela saiu furiosa da minha cozinha. Ameaçou a chamar a polícia e tudo. No final, acabou em total silêncio e desapareceu. Nunca mais nos falamos.
Isso foi em Agosto de 2011. Até Fevereiro de 2012 ficamos afastados dela. Mas quando foi em Março, ela reaproximou contra minha vontade, se tornando uma questão que me gerava muito desconforto e insegurança. Eu não a queria de volta em minha vida, trazendo de volta toda aquela loucura e aborrecimentos. Só que dessa vez alguma coisa estava diferente.

Por mais que eu detestasse admitir e por mais incrível que fosse, minha sogra estava sendo amistosa e cuidadosa para não provocar nada que fosse nos afastar outra vez, fazendo de tudo para agradar. E eu sem saber o que dizer, não conseguia pensar em nada para afastá-la. A via tentando entrar em nossa vida, e eu não conseguia evitar.
Como em casa nos faltava as coisas por Henrique estar desempregado, minha sogra queria supri-las de modo dedicado, dando ao filho e a mim tudo de que precisávamos. E essa era a brecha que precisava. E quando me dei conta, ela já havia conseguido o que queria: uma oportunidade para nos reconquistar.

O engraçado é que tudo voltou ao normal sem ao menos ser tocado em assunto nossas brigas e os ocorridos do passado. Eu tinha vontade de fazer perguntas. Queria ouvir de sua boca se havia mudado porque estava arrependida.
 Estava demasiada diferente e agia com uma dedicação que nunca teve, respeitando finalmente o nosso espaço, nossas vontades e nos cobrindo de presentes.
Pelo menos em nossa frente estava sendo uma outra "mãe do Henrique", oposta a tirana grosseira que até tempos atrás lutava e relutava contra nossa relação.

Desde então estamos tendo uma relação pacífica. Hoje posso realmente dizer que me dou bem com minha sogra. É claro que tudo funciona sob condições e pequenos cuidados.
 Para nossas ideias nunca entrarem em confronto, procuro nunca questioná-la, mesmo sabendo que ela sempre está errada. Discutir com ela é impossível. Sempre partirá para a baixaria, para ameaças e imoralidade. Prefiro somente ouvi-la e deixar pensar que está na razão.

 Com relação a cunhada, a história já não terminou assim. Depois de tudo o que fez e pela raiva que nos causou, além das histórias dela que o irmão nunca se esquece ou perdoa, decidimos que ela não é importante e preferimos nos manter separados. Na verdade, tudo só tem funcionado entre minha sogra, Henrique e eu, porque ela nunca mais deu ouvidos a menina quando reclama de nós dois.

Sobre isso aproveitarei para contar que, mais tarde, minha cunhada brigou com sua amiga Bruna Mara que mora aqui na rua, no final de 2011. Ela, que eu só via e conhecia de vista, se tornou minha amiga e me contou todas as sugeiras da menina.
O ápise foi descobrir que minha sogra só começou a me odiar e a me tratar estranho porque a filha invenenou sua cabeça contra mim, dizendo que eu estava lá para destruir a família e tirar o Henrique dela. Tudo para conseguir com que a mãe me mandasse embora.
Infelizmente, a punição que dávamos na minha cunhada só confirmava o que as histórias que a cobra mal amada inventava para a mãe.
Mas depois que tudo se resolveu entre a gente, e graças a Bruna, eu soube da verdade a tempo e pude perdoar minha sogra e aceitá-la novamente em nossa vida, mas sem a minha cunhada. Hoje nós a deixamos totalmente de lado, assim como também não a contamos como membro da nossa família. Essa foi a condição que colocamos e minha sogra aceitou. Ela aceita qualquer coisa para não perder o Henrique de novo. E como ela mesma diz, a filha não precisa saber.
Afinal, estamos pensando agora em nosso bem estar, não no dela.

Nós três concordamos que aquela menina nos atrapalhou em muita coisa. E eu adorei poder desabafar pra minha sogra que a filha é uma cobra.
Depois que passou tantos meses separada do Henrique, vivendo só com a filha, minha sogra descobriu quem ela é na verdade, mas sem contar para ela as coisas que sabe. Dá para perceber que minha sogra deixou de considerar a filha com tanto amor, e decepcionada, deu mais valor ainda ao Henrique. E também, nunca mais brigou com a gente atoa.

A PRÓXIMA SERÁ A POSTAGEM FINAL DESSA HISTÓRIA. 

 

Nenhum comentário:

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

AddThis