Segunda-feira, 04 de Junho de 2012.
Aff…
Ainda não consegui parar de pensar naquelas coisas, em tudo o que rolou na sexta-feira e na raiva que ela me fez…
Em pensar que tudo podia ter sido tão diferente desde o começo, sem stress, sem ódio, sem brigas.
Agora tudo é desse jeito por conta. Um assunto nunca resolvido até hoje gera consequencias. Destrói ainda mais as relações e trás a tona todas as verdades.
As vezes fico pensando no começo de tudo. Me pergunto se ela se lembra como aconteceu. Duvido. Mas na minha cabeça as lembranças continuam tão vivas como se acontecesse todos os dias.
Aquela mísera, insignificante e desnecessária discussão na cozinha, por causa, de uma caixa de bom-bons.
Tudo começou porque Henrique quis ser gentil comigo dias depois quando cheguei, ao me comprar um presente. E a irmã enciumada não gostou. Alegara que antes, os bom-bons eram sempre para ela. Nada do que ele disesse a faria entender porque eu os ganhara e ela não. O simples fato deu ser a namorada dele não bastou. Claro que na época achei a coisa um tanto ridícula e infantil, sentindo até uma certa graça. Mas tudo pendeu para o lado sério. A coisa não parou mais. Saiu do controle.
Desde então, o episódio abrira portas para as inúmeras chances de ela criar confusão onde não precisava. Para ser bem direta, Henrique e eu não podíamos ficar juntos, sair juntos, sentar para assistir um filme ou compartilhar o computador que a irmã criava confusão.
A desculpa era que ficava sozinha, que antes era ela naquele papel, mas que agora ele passava tempo demais comigo. Parecia uma criança brigando, chorando, disputando comigo um papel que nunca poderia ser dela.
Não se vendo satisfeita, não demorou a influenciar a mãe a começar a brigar conosco, e estragou de vez uma relação que funcionava tão bem entre sogra, filho e nora.
Quando a rivalidade cresceu e piorou, por medidas de segurança, a casa foi dividida ao meio sob um acordo de condição firmado entre minha sogra e Henrique. Nós faríamos sua vontade de morar perto, desde que ela mantesse a filha longe de nossas vidas. A coisa até que funcionou, funciona. Mas aquela alma sem luz está sempre arquitetando um jeito para estragar a convivencia pacífica entre os membros de uma futura família. Inventando tudo de mais louco.
Na briga desse último dia que provocou, levantou os mais absurdos argumentos possíveis diante do que é a verdade, tentando se posicionar como a justa na história.
Alegara aos berros que é ela quem faz as coisas para a mãe, que lhe pega água, fecha a casa. Exerce a pequena gentileza de ligar o ventilador. E que é apenas ela quem atura a mãe embreagada chingando-a dos mais terríveis nomes. E ainda por tudo, se diz maltratada.
É claro que é ela quem faz as coisas para a mãe. Primeiro de tudo é mais que obrigação, já que quando pequena também recebera da mãe de tudo para hoje estar viva.
Além do mais, Vitória não pode se esquecer que praticamente obrigou a todos a se separar e a colocar um muro bem no meio do corredor daquela casa, para que parasse de criar confusão.
Antes, quando todos vivíamos juntos, me lembro de eu mesma fazer muitas coisas pela e com a minha sogra. Acontece que o ciúme tosco daquela menina de me ver bem até com sua mãe levou a paciencia de todos aos limites. Hoje por causa da Vitória, tivemos que separar a casa, e nem podemos visitar minha sogra, porque a filha acha ruim, por ter sido proibida de vir em minha casa.
Por tanto, se se julga maltratada, é porque temos nossas razões e sempre buscou ser tratada como tal, principalmente quando joga sujo contra as coisas dos outros.
Achava que após separar a casa, viveria num paraíso onde a mãe lhe daria tudo e desconsiderasse o Henrique como filho, fazendo dela sua única, sem mais pensar nele. Mas o que queria não tem cabimento.
Como a prima paterna dele, Edilene, mesma contou, Henrique foi a realização de um sonho da Lidiana, além do primeiro filho, com quem sempre há um apego maior pela novidade de ser o primeiro, inspirando mais cuidados. Nunca que ela o deixaria só pela vontade egoísta de uma filha que provavelmente sofre com sérios problemas de ciúme e complexos de rejeição.
Se quer ser a primogênita de uma família, é mais fácil escolher outra.
Lidiana nunca vai deixá-lo. Ela mesma tratou de me dizer. A prova foi que, mesmo passando 10 meses sem conversar, ela não deixou de se preocupar com ele. Nos mandava recados, envelopes com dinheiro, presentes pelos outros. Isso todo dia. E quando bateu em minha porta, vi que era hora de perdoar.
Agora, o que incomoda Ana Vitória, é ver que, por causa dos problemas que criou, a excluímos da família. Minha sogra participa por ser a mãe do Henrique, e a perdoei de coração. Porque percebo que gosta da gente. Mas já sua filha sabe que não será chamada para as festas de família, batizados, noivados, nascimentos, que nem ao menos será tida como tia dos filhos do Henrique. E ao invéz de ficar contida no que fez, só anda piorando as coisas.
Se me conhecesse, saberia que se dando bem comigo teria nas mãos o mundo. Mas como inimiga, sou terrívelmente fria, calculista e que gosta de destruir silenciosamente. Que conheçe todos os pontos fracos dela, sendo o principal, o irmão, e que não descanço até que se resolvam as diferenças.
As vezes não parece que vivo para outra coisa, além de pensar em vingança, contra alguém que tanto me magoou e traiu.
Assim como ela já fizera coisas contra mim, que sei, também já fiz para ela, confesso, de maneiras inperceptíveis. Mas separá-la do irmão, ou quebrar o osso de sua gata não me fizeram satisfeitas. Assim como sei que não podemos ficar nesse joguinho de quem faz o que pra quem…
Estou cheia, cansada disso tudo.So queria logo um fim. E espero não ter que recorrer a minha arte favorita, a arte dos venenos, para torna-lo realidade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário