sexta-feira, 1 de junho de 2012

A intrusa.

Sexta-feira, 01 de Junho de 2012.


Se você acordasse e soubesse o que iria acontecer no seu dia, você evitaria ou aguardaria com uma certa expectativa? Rs.

É que hoje minha manhã começou como outra qualquer:
Me levantei no horário de sempre, tomei meu cafezinho de sempre, peguei o caminha de sempre para ir no colégio do Henrique, e voltei repassando em mente todas as coisas se sempre que teria que fazer.

Pois é, mas foi chegando em casa que a coisa aconteceu. Pela primeira vez desde que cheguei em Timon e minha cunhada começou com as brigas dela, nós nos atracamos.
Hoje rolou tanta faísca que compensou os tempos de calada.

Na casa da minha sogra começou a costumeira briga entre ela e a “peça” complicada. Quando nos demos conta e Henrique já saia de casa, me vesti de pressa e desci, sabendo que hoje seria “o dia”.
A tempos havíamos combinado que defenderíamos minha sogra contra as injúrias daquela garota. Mesmo porque ela já pediu ajuda para nós e os visinhos. Estava apelando, ameaçava agredir a mãe se não sedesse o que queria. E eu capitei tudo, para se eu quizer, levar ela para o conselho.
Entre minha sogra e eu tudo se acertou, mas desde que Bruna e aquelas meninas da escola da minha cunhada me contaram tudo o que ela já fez, fazia e pretendia fazer para mim, o Henrique e nos separar, tenho me empenhado e desejado cada vez mais me ver livre dela.
Peguei um ódio tão forte, que as vezes temo ser capaz de uma fazer uma besteira, igual fiz com Carolina.

Cheguei no portão. Minha sogra a segurava. Em sua cabeça, uma grande nuvem negra, enquanto discutia aos berros com Henrique. De repente me viu. Dirigiu as palavras de ofensa a mim. Imediatamente revidei os 1% do que precisava dizer. Nem me lembro o que eu disse, assim como não  entendi o que ela, com a fala embolada dizia. Só entendi um “ você” e alguma coisa “ é meu…”.
E no meio do furdunço, um murro, com punho cerrado passado precisamente pela grade. Não com força, pois ela, no meio da coisa, não sentiu.

A família tanto avisou: dê fim na menina. Dê fim na menina. Dê fim na menina. As visinhas martelam a cabeça da minha sogra para dispensá-la. E Henrique ultimamente tem aconselhado a mesma coisa.
Há três meses atrás, o irmão da minha sogra nos procurou querendo o número do celular da menina para mandá-la embora, por conta de algo terrível que ela aprontou, a família se revoltou e não comentei aqui. Como não sabíamos que era para isso, não o demos.
Não sabe o quanto agora me arrependo.
E hoje eu percebi que minha sogra está começando a acordar.

A história que eu sei é que ela adotara a menina ainda bebê, com o intuíto de dar uma irmã ao Henrique. Era filha da empregada de uma das tias e desde que estava na barriga, tinha quem dissesse que a ideia de adotá-la não iria dar certo.
Dito e feito. Logo começaram as brigas, as confusões, as fugidas de casa…E consequentemente o mais grave: a bater na própria mãe.
Quando conheci minha cunhada, fazia uma inpressão muito boa dela, a que gostava de passar. Hoje essa impressão mudou, devido ao que me foi fazendo junto com as histórias sobre ela contadas pelo irmão, pelos amigos dele, pelas próprias amigas dela, e até pela mãe.

Mas assim como a moeda, a história de que fora adotada com todo amor e crescera num lar com pais e irmão também tem dois lado. E duvido que deste ela saiba.
Em Dezembro do 2011, Henrique me levou para conhecer os tios paternos. E lá foram ditas mais coisas, as mesmas que me fizeram também compreender porque Lidiana ama demais o Henrique, e uma possível explicação do porque existe uma visível diferença entre ele e a menina.

- Minha sogra havia sonhado com um filho homem por muitos anos. Mas não podia gerar. Finalmente se realizara após anos de esperança, quando teve nos braços um bebê que adotara de uma conhecida sem condições de criá-lo. Ela o amou como se fosse seu desde a primeira vez. Henrique lhe era perfeito e não tinha quem dissesse o contrário. Por ele sempre fizera e faria de tudo, o superprotegendo enquanto pudesse.
Disposta a dar tudo o que julgava que o filho precisasse, parece que dentro de um pequeno intervalo sua mãe tratou de lhe arranjar uma amiguinha, uma espécie de irmã. Ela conviveu com eles por um tempo, tempo suficiente para fazer falta quando desapareceu sem rastros.
Quando viu que Henrique dava a falta dela, minha sogra interpretou que ele queria uma nova irmã, e parece ter sido este o verdadeiro motivo da minha cunhada aparecer na vida deles. Henrique disse que sua mãe simplesmente apareceu com ela em casa, sem comunicar a ninguém, deixando ele, o pai e a família encabulados.
Todos sempre pensaram que só ele estava de bom tamanho. Mas acontece que ela acabou ficando, como dizia minha sogra, para o Henrique.

Desde então, Henrique e eu ficamos com ideias novas na cabeça. Ele me confessara que se tivesse escolhido, ela nunca estaria na família. A mãe interpretara erroneamente o desejo do filho.
Por conta da raiva, a enxerga como uma intrusa em sua vida e na família onde ele é o primogênito, tendo chegado sete anos antes dela.
Já eu compreendi as razões da minha sogra e o seu amor de mãe pelo Henrique. Ele fora seu sonho e o primeiro filho. Um sonho realizado é tudo. Por isso, me acertei com minha sogra.

Mas com a nova percepção fica a entender para mim que a menina não é bem aceita pela família. Sua infância ao lado do Henrique fora forçada, e se soubesse que o pai custara a aceitá-la e, que nas lembranças do Henrique ele só saíra com ele, acho que ela surtaria. Porque dá-se a impressão que a única coisa que a mantém de cabeça no lugar é saber que uma única pessoa importante da sua vida verdadeiramente a amou: o pai adotivo.

Diante de tanta coisa, de tanto fato e verdade que ela sabe, pelas coisa que passa com a mãe, e por saber que a família não a aceita, não sei como, até hoje, nunca entendeu e se animou a tomar providencias para se sair disso tudo….

Em pauta: 
Hoje foi a primeira vez que minha sogra teve coragem de fazer uma coisa que há tempos queria e não conseguia: enfrentar a filha e dizer a verdade do que pensa com relação as suas coisas. 
Isso não quer dizer que precisava chingar a filha de dentuça. Mas adimirei a atitude de minha sogra, antes só acostumada a vir reclamar da menina para nós ou para sua visinha. 
Assim como ela, hoje também Henrique e eu a enfrentamos. E as tias me ligaram contando que estavam satisfeitas. 

Muita gente que não conhece a história, deve pensar que maltratamos essa menina sem decoro. Mas a verdade, é que ela só está enfrentando as consequencias das ações dela. Foram anos oprimindo a propria mae e o irmão. Anos fazendo os demais da família não gostarem dela. E já são dois que inferniza minha vida, porque tenho coisas que ela julga melhores que as minhas, além de me apontar como separadora de seu irmão.
E eu que logo cheguei lhe dando de tudo, não entendi a mudança de ação com quem antes sempre tive amizade.
Quem a conhece agora, ouve suas histórias sem saber na nossa, pensa que é uma maltratada sozinha no mundo. Porem, com o tempo, as pessoas provam que não é bem assim. Como eu disse, foram anos aguentando tudo até minha sogra ter coragem para desabafar. E a mesma coisa vale para mim, para todos que a deixa.
E ninguém se pergunta porque todo mundo a abandona..
O certo é que a algo...
Ela só vive consequencias.
Sabendo disso, de as vezes haver julgamentos sem TODOS os argumentos levandos em questão, escrevi um livro, com a verdade, contando tudo em sua ordem de toda a história, desde que cheguei. Com todas as palavras ditas.

Esse livro será lançado no final do ano.

É isso.







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