- Nessa tarde, minha sogra chamou o Henrique e eu para conhecer a sua casa após a reforma, e aproveitamos para sentar no terraço um pouco, conversar, reviver naquele momento um pouco dos velhos tempos, de quando cheguei.
No papo não rolou nada de especial, mas eu gostei do jeitinho com que nos chamou, da alegria e do cuidado em pedir ao Henrique que me levasse também. Isso me lembrou uma época sem problemas que foi boa.
Que nós três sempre nos demos bem nunca foi segredo. Acontece que muito fatores, dos quais nem preciso comentar, contribuíram para que houvessem guerras no lugar da amizade. Mas hoje temos recuperado isso. A prova foi quando fizemos juntos nossa última compra de supermercado semanas atrás, e minha sogra impolgada, apresentou Henrique para tudo mundo, não como filho adotado, mas dizendo que ele nascera dela, ao lhes perguntar para cada um: “Não parece comigo?”, rsrs.
E não é que o povo os achou realmente parecidos?
Pois é, o modo com que ela agia me fez lembrar de quando não tinha problemas e ríamos muito, dando uma sensação boa e de paz.
Realmente temos tudo para seguir em frente só pelos caminhos da paz, basta esforço. Afinal, somos quase uma família. Henrique e eu planejamos oficializar e aumentá-la, e nada melhor que fazer isso num ambiente de aceitação e harmonia. Reparei que tanto ela, como nós dois, temos nos doado mais uns aos outros e empenhado para manter essa opção.
Em contra cena, na última sexta-feira aquela ordinária da filha ainda falou de boca cheia que nós não a visitávamos…
Como é que se faz se “alguém” sempre implica?
E além do mais, não a respondemos para não ficar tão baixos. Porque na verdade, mesmo que rápido, nas noites, quando Henrique volta da Uema, sempre frenquentamos a casa da minha sogra desde a separação. A questão é que a menina não sabe.
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