quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Pacto.

Quarta-feira, 21 de Novembro de 2012.



Por vez, eu entendi que estive onde estive por uma razão, e passei pelo o que passei por um próposito.
Foi porque eu precisava aprender coisas, descobrir outras e precisava também mudar algumas na minha vida e na dos outros.

Não, o trauma que infrentei por tudo isso não foi fácil.
Só Deus sabe o quanto chorei por tudo, o quanto fui machucada, falada e humilhada.
Mas foi bom para que eu alcançasse um certo nível de maturidade e aprendesse minhas lições, que obviamente, não as tiraria de outra forma.
Sim, atravessei o vale da sombra da morte, sofri, fui julgada e despresada. Tive meus sonhos assassinados e todas as minhas esperanças afogadas num rio de decepções.
Mas agora sou eu quem escolho o que fazer com o que fizeram comigo. E isso eu transformo num acordo que celo por escrito comigo mesma:

- Diante de tudo o que aconteceu e em nome do que passei, com a ordem de esquecer tudo e enterrar de vez tanta sujeira, e em nome do que eu quero voltar a ser, desato os nós e as amarras desta carga enorme e pesada de sofrimento que venho colecionando em Timon ao longo desses três anos.
Deixo essa herança maldita para quem tanto me fez sofrer.
Porque eu quero viver,
Eu quero me libertar.
Quero absterner-me das correntes que me prendem nisso.

Aprendi que a vida é preciosa demais, é linda, é só uma, está aí para ser vivida e aproveitada. É bonita demais para se perder onde não te faz bem ou odiando alguém.
Assim como também apredi que a melhor forma de lhe dar com os problemas que parecem insolúveis é esquecê-los, iguinorá-los e continuar em frente. Chega a hora que desaparecem naturalmente, de uma forma ou de outra, mas o importante é não gastar energias a serem aplicadas com a solução, se martirizando.
E é bem o que vou fazer: Firmo comigo mesma o compromisso de esquecer o que me aborrece e manter-me longe e de cabeça distraída até chegar a hora e, em nome do meu juízo que precisa se manter em ordem.
Em breve terei a chave que me resolverá de uma vez, que gira em torno do objetivo de voltar para minha terra com Henrique e permanecer para sempre longe de tudo isso. É claro que a minha solução irá representar um problema para outros, mas quem disse que estou me importando? Esses “outros” pensaram em meu bem alguma vez?
Agora, é minha vez de ser a egoísta.

Vou ser feliz e pronto. Vou finalmente ser livre.
Vou olhar a minha volta e ficar satisfeita com o que eu vou enxergar.
Esse é meu objetivo. É minha missão de vida.
Agora, vou só esperar.

Boa tarde. 





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