Quinta-feira, 18 de Julho de 2013.
Querido confessionário:
Odeio essa sensação angustiante de que nada está andando
enquanto aguardamos uma solução. Mas tudo bem acho que fizemos um progresso
ontem.
Minha cunhada apareceu aqui em casa e ela, Henrique e eu
fizemos uma reunião para decidir o que faremos com a minha sogra, que por hora,
não para de ferir a nossa integridade. Os amigos de minha cunhada estão
chegando ao extremo de pedirem que ela se afaste deles por causa das ameaças
daquela velha nojenta. E antes que isso fique ainda pior, uma providência de
nossa parte precisa ser tomada.
Pelo fato de sabermos agora que minha sogra não é dotada das
plenas faculdades mentais, a nossa vista uma internação no lugar certo para
tratamento seria o mais correto. Mas o correto nem sempre é o permitido. Apesar
de que Henrique e a irmã são os filhos e têm o direito de decidir o que fazer para
a própria mãe deixar de ser uma ameaça, sabemos que as irmãs dela iriam
interferir. Não por gostarem dela, mas porque não querem o escândalo de ter uma
louca internada na família. As tias do Henrique são muito ligadas na aparência
e no que o resto da sociedade torpe em que vivem irá pensar sobre elas.
Então, ontem de noite Henrique, a irmã e eu decidimos que
desaparecer da vida da minha sogra pra sempre é o melhor a fazer.
Este é o plano: minha cunhada pedirá na justiça junto com a sua psicóloga
uma ordem de distância contra a própria mãe (olha a que ponto chegou). E
Henrique e eu nos mudaremos para Minas Gerais.
E como a questão financeira é o que ajudará a resolver muita
coisa, Henrique, por sua vez, se juntará ao tio na justiça para partilhar com a
irmã a herança que minha sogra está relutando em entregar para os filhos.
É assim que as coisas começarão a se resolverem.
É assim que finalmente as coisas irão terminar.
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