Sexta-feira, 19 de Julho de 2013. Segunda postagem
Querido confessionário:
Às vezes o final de semana me chega como uma bênção
carregada de promessas de descanso e atividades que me proporcionam um pouco de
fuga das inquietações da minha vida de agora.
Eu gosto de usar o final de semana para refletir nas coisas, nos eixos
que estão fora do lugar.
Hoje encontrei em mim uma ponta pequenininha de preocupação
quanto aos primeiros dias que se seguirão ao me retorno em minha cidade natal.
Como serão esses primeiros dias? Em que bairro devo alugar
uma casa até comprar a minha própria? Quanto tempo levarei até arrumar um
emprego na cidade? E o dinheiro? Será que Henrique irá se adaptar?
É claro que todas são perguntas cuja respostas só surgirão
no impulso em que as coisas começarem a desenrolar. E o dinheiro para garantir
a sobrevivência dos primeiros dias sem renda não será problema devido a herança
do Henrique.
Mas não deixo de perceber uma ansiedade misturada ao medo
crescente no meu coração após ter todo o tempo da minha vida vivida até agora sendo
dirigida por outras pessoas: primeiro minha mãe, depois minha sogra.
Será que depois de ter sido tão protegida e impedida de
resolver eu mesma minhas questões com o mundo, será que conseguirei me virar?
A dúvida perdura.

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