Hoje eu quero falar de uma coisa muito gostosa! E de tão gostosa, é muito importante pra mim!
A minha infãncia!
Minha doce, única e inesquesível infãncia.
Guardo dela lembranças fortes de proteção e conforto.
De uma época de longa paz reinando num mundo todo feito de pirulito.
De um quarto rosa tão cheio de brinquedos que mais parecia uma loja destes,
E risos de outras crianças que fizeram junto comigo parte dessa história, irmãos e primos.
Ainda me recordo da criança imaginativa que eu era. Criando mim e uma histórias para inúmeras brincadeiras com os irmãos. Ainda me recordo da “casa da piscina”* onde cresci, dos dias deliciosos que vivi, dos brinquedos, das pessoas da família que tudo me deram e ensinaram.
Nessa infãncia tão construtiva…
Acho que só sou a pessoa que sou hoje por causa dela, pelo privilégio de ter crescido em uma casa com família estruturada, ao mesmo tempo zelosa, presente e preocupada com minha educação.
Eu não fui dessas crianças largadas que brincavam na rua o dia inteiro distantes da família, alheia aos brinquedos. Eu fui educada, fui ensinada. Eu fui protejida e rodeada por pessoas que se preocuparam em me transformar na melhor, com a melhor e mais farta das criações.
Fui criada para ser uma vencedora, ser diferente, e não como uns e outros que tem tazado na testa a palavra perderdor.
E devo tudo isso à minha mãe. Devo tudo isso a minha família.
Porque souberam me criar e cuidar quando eu era criança.
Me fizeram ter uma infãncia tão satisfeita, que hoje não preciso revivê-la.
Só preciso ter pensamentos felizes e lembranças. E não sentimentos de revolta.
* A Casa da piscina que me refero é a enorme casa que minha mãe mandou construir no início dos anos 90 e onde moramos até meus 15 anos de idade. Fui nela que meu irmão nasceu. Fui nela que passei toda minha infancia. Essa casa era um sonho. Me lembro de meus irmãos e eu brigarmos para ver quem ficava com ela.
Era carinhosamente chamado por nós de a casa da piscina por que tínhamos uma enorrrme no quintal.


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