sábado, 26 de maio de 2012

A primeira vez que a invejei.

Sábado, 26 de Maio, de 2012.

Hoje estou meia chateada…

Já aconteceu de você ficar revoltada por ver alguém conseguir tão fácil algo que é de seu desejo pessoal?
E já ficou mais revoltada ainda por esse alguém se tratar de…um inimigo seu? Ou melhor: uma inimiga? Alguém que você não gosta e sabe que por suas ações não mereçe conquista alguma?

Pois é. Pode parecer bobeira, sentimentos de criança, mas é assim que me sinto. E quero desabafar.

Todo mundo está cansado de saber que o meu santo não bate com o da minha cunhada de jeito nenhum. Uma não suporta a outra, se provocam, não se gostam, se odeiam e sai alfinetadas doloridas só de olhar, se oportunar um encontro.
Muita intriga e diferenças que não tem fim.

Pois bem. Eu sei o quanto ela sempre me invejou. E detesta ver que sou o que ela sempre quis ser e não consegue, porque somos muito diferentes e não a compete.
Eu,  ao contrário, nunca precisei sentir o mesmo por ela. Mesmo porque, nunca teve nada de especial que eu quizesse. Exceto as vezes que me senti tentada em querer provar a liberdade rebelde que a levava fugir para os mais loucos lugares com homens desconhecidos, rs.

Fora isso, nunca houve nada.

Mas hoje houve uma coisa. Hoje eu senti uma ponta de inveja.
Desde criança, o sonho de ter os cabelos compridos para não apenas parecer menina, mas para sentir-me feminina, sempre me pareceu inaucansável. Cuida daqui, alisa dali, tônicos capilares para crescimento acolá… E por ter os cabelos bem crespos e frágeis, nunca passaram do meio das minhas costas.
Mas hoje fiquei triste. Pois ainda vivendo na luta, e com ele um pouco mais a altura dos seios, me vi boquiaberta diante de uma fotografia da desgraçada cunhada com os cabelos hiper lisos e mega compridos.
Apesar dela ter uma cara que mata, traços masculinos, expressão emburrada, olhar cerrado, nariz grotesco e boca torta, os cabelos estavam bastante bonitos e pela cintura. Exatamente do jeito que eu queria ter.

O fato mais difícil de lhe dar, além da pequena inveja me mordendo a orelha, é saber que minha sogra Lidiana pagara um tratamento caríssimo para os cabelos da sequelada ficarem assim.
A indignação é também pelo fato dela não mereçer. Vocês deviam ver o modo com que ela trata a mãe ou a ameaça. Mas mais que isso, é duro ver alguém que você não gosta, detesta, queria ver morrer, desfilar por aí com algo que, sem saber, era do seu desejo. Do MEU desejo.

Sei que um dia meus cabelos irão crescer e estarão tão compridos quanto quero. Mas é difícil esperar. Queria que fosse logo.
Tenho em consciência que um dos fatos de minha cunhada nunca ter me suportado é porque sempre me invejou.
Mas eu, sempre auto-suficiente e satisfeita com a minha aparencia, e que NUNCA precisou invejá-la também, tive hoje, a minha primeira vez.

Um comentário:

Quênia disse...

Nossa amiga parabéns!!!Se eu fosse vc escreveria um livro.Vc leva jeito p escrever.Fique com Deus e que Ele venha com seu prescioso sangue te proteger e abençõar ricamente!!!Bjs!!!SDDS das nossas aventuras na escola

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