segunda-feira, 28 de maio de 2012

Ele, eu e nossos conflitos.

Segunda-feira, 28 de Maio de 2012.


Há poucos dias desabafei com uma amiga na internet sobre os meus problemas com Henrique. Coisa que nunca fiz…
Porque até então estava acostumanda a falar sobre um garoto aparentemente perfeito, do jeito que ninguém jamais seria. Único, maduro, que me enchia de orgulho e do qual sentia muita sorte de tê-lo. Eu o idolatrava.

Agora, vejo como tudo não é mais assim.

Henrique e eu realizamos um sonho. No dia 9 de Dezembro de 2009 finalmente nos encontramos, depois de dois anos de namoro via internet, estando um a mais de dois mil quilômetros de distancia do outro.
Mas a falta de preparo, de planejamento e maturidade mudou muito as coisas entre nós, deixando coisas a desejar, decepção e causando desintendimentos.
De repente a história com o príncipe perfeito, acabou.

Desde minha chegada em Timon, Henrique errou sempre e MUITO comigo. Começou não tomando atitudes diante do que a familia dele fazia comigo. Depois passou para sua mania de pornografia que beirava a compulsão doentia. Depois foram mentiras, brigas, e falta de consideração. Agora é esse computador que passa a frente do plano de casamento e filhos, os video-games e uma meninisse que insiste em dar caras no lugar do homem de 23 anos.
Os problemas causados pela mãe e a desgraça da irmã dele passaram, mas agora só vivemos as cicatrizes por estas deixadas, além do que tenho que aturar dele.

Contei para a Patricya que acho que Henrique não me aproveita bem como mulher. Não falo apenas em valorizar meu trabalho dentro de casa. Falo como esposa mesmo, como mulher me referindo ao meu corpo, a minha aparencia, como a sua fêmea na hora do sexo, do jogo de amor entre os corpos na troca de carícias e nos beijos.
Sinto que nesse sentido ele não me aproveita, e com isso minha auto estima baixa.

Também tem o fato de as vezes parecermo dois irmãos, não namorados. Quando eu estava em minha casa, em Minas, ele me elogiava, me cantava, contava que não via a hora para ter-me ao seu lado, pois me achava muito gostosa e queria me aproveitar como mulher. Me enchia de tesão ficar ouvindo as bobagens que dizia. Agora que estou aqui, nem parece que estou.  =/
Só sabe se demonstrar pocessivo quando tem outro, quando existe a ameaça de me perder para outro homem, um de verdade. Briga, chinga, quer ter razão. Chega a rosnar. Mas a verdade é que sabe que estou certa.

A Patricya me ajudou a chegar a inúmeras conclusões sobre o comportamento dele. Mas a verdade é que queria que me valorizasse mais, é algo que faz muito pouco, e ainda quer que eu fique ao lado dele, que o ame, seja fiel, mas não retribue, não faz por merecer, não me faz mulher, e sinto necessidade de carinho, de ser beijada, amada com romantismo, jogada na cama para fazer amor devagar e intensamente…
Não sei a que se deve tudo. Já cheguei a pensar em ipotencia, em medo de lhe dar com mulher, mas o triste é parar para pensar e descobrir que já tenho uma resposta, que sei que parte do problema dele é o fato de ter sido viciado em filmes pornograficos.
É vergonhoso dizer, mas Henrique foi, a infancia e adolescencia todinha. E por isso não sabe, até hoje, como tratar uma mulher. Viu aquilo a vida toda. Sua base e noção de como se portar foi só aquela selvageria, aquele comportamento imundo e egoísta dos filmes pornos, da mulher posta como objeto nas mãos do homem louco de desejo e nada preocupado com a companheira.
Eu sempre reclamo para ele que, quando me procura para o sexo, me trata como uma atriz porno, totalmente insensível com meus sentimentos, buscando unicamente o seu prazer, ao me ensopar de porra e depois cair para o lado, sem se importar comigo, com o que senti ou deixei de sentir. Não sabe ser romantico, carinhoso, cortejar, se declarar… nada.
Acha que me dar bens materiais é o suficiente.

A solução que pensei? Terapia de casal. Não sei que resolveria alguma coisa, mas talvez seja essa a última chance que daria para ele, para nós. Porque estou planejando outras coisas para mim. Eu é que não vou levar esse tormento para o resto de minha vida. Preciso ser amada, valorizada. Preciso de um homem que enchergue meus valores sentimentais e físicos. Não sou uma boneca inflável.  =/

Estou cheia do Henrique. Cada vez mais cheia. Sem perceber ele está travando o seu destino.
E quando ele menos esperar, estarei buscando carinho nos braços de outro.


“Eu cuido, corro atraz, peço desculpas, me importo, me
preocupo, mas quando eu desisto...
Pode crer, meu desapego é pra sempre!!!”
 

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