sábado, 11 de maio de 2013

Não sei o que vou dizer à minha mãe.

Sábado, 11 de Maio de 2013.    * terceira postagem do dia. 

Querido confessionário: 

Está chegando o dia das mães e eu sinceramente ainda estou vendo o que vou dizer para a minha. Não sei se vou ligar ou escrever um e-mail todo colorido. Na verdade, isso é uma coisa que deveria vir espontânea, e não planejada. Mas é que tudo o que se refere a nossa relação de mãe e filha é uma coisa prá lá de complicado.
Falar sobre minha mãe os sentimentos fortes que me são provocados é quase tão difícil quanto desabafar sobre ter filhos, sobre os top secret do meu passado ou alguns sonhos frustrados. E falar com ela também é difícil para mim. Eu amo minha mãe e reconheço tudo o que por ela foi feito e sacrificado em meu nome desde que nasci e fui adotada por ela. Mas também sei que entre nós existe um bloqueio enorme que não sei como e nem quando, se instalou junto de nós durante anos! E que eu sempre quis remover sem saber como.

A respeito do dia das mães, ainda estou tentando reunir as palavras certas junto aos sentimentos mais ternos e verdadeiros que tenho. Minha irmã também acha que eu deveria falar com minha mãe, a parabenizar por seu dia. Mas falta-me saber o que exatamente eu poderia dizer à ela.
Antes de ir para a casa do Henrique, nós duas terminamos brigadas. Agora faz quase quatro anos que não vejo ou falo com minha mãe. E acho que faz praticamente uma vida que não a abraço.


Mesmo que tenha sido apenas uma conversa, fiquei chateada.

Sábado, 11 de Maio de 2013.     * segunda postagem do dia.

Querido confessionário: 

Ontem a noite, enquanto juntos preparávamos nosso jantar, Henrique e eu conversávamos, como de costume. E entre os assuntos diversos surgidos - não me lembro de qual deles foi - que nos fez chegar a surpreendente conclusão de que os dois sentem ou pelo menos já sentimos um dia falta de outras experiências ou aventuras amorosas que não tivemos antes de nos conhecer.
Eu fui a primeira namorada do Henrique, e ele, o meu. Eu nunca arrumei outro namorado antes dele por opção, mas ele, em seu caso, nunca arranjara alguma paixão antes de mim porque nenhuma garota o aceitou por ser gordo.
Nós estamos muito felizes e satisfeitos um com o outro, e apesar que eu também confessei sentir falta e estar arrependida de não ter me permitido sair e conhecer outros rapazes na minha época de solteira, quando Henrique falou que já sentiu a mesma coisa, não sei porque tive uma pontinha de chateação.


Cheirinho de esperança.

Sábado, 11 de Maio de 2013. 

Querido confessionário:

Nos dias em que estive fora e não pude escrever, nada aconteceu de mirabolante ou considerável. Apesar que de vez enquanto minhas esperanças parecem me abandonar, ainda espero que alguma magiquinha milagrosa aconteça para dar uma chacoalhada nas coisas por aqui.
Apesar disso, tudo está bem e ando obtendo alguns êxitos pessoais, mas não é fácil, meus amores, estar de todo satisfeita ou agradecida na posição que estou.

Mas sabe de uma coisinha? Sobre isso tive ontem uma revelação: 
- ao murmurar para Deus a seguinte oração: “Deus, eu não sei de seus planos, mas, por favor, traga logo a coisa que significará o fim disso tudo”, me referindo a Timon, a estada ainda nessa casa e a convivência com a mãe do Henrique que não gosto. E eis o que logo senti a resposta como se esta houvesse sido sussurrada dentro de minha cabeça: “Ainda não acabou. Mas te garanto que para o fim está mais perto que longe”.
Não pude deixar de esboçar um belo e satisfeito sorriso por conta desse cheirinho de esperança!




sexta-feira, 10 de maio de 2013

- Sobre a razão da minha ausência e uma conduta violenta.

Sexta-feira, 10 de Maio de 2013. 

Querido confessionário: 

Deu pra notar que nesses dias atrás estive fora, rs.

Bem, minha ausência se deu a um repentino e injusto infortúnio que aconteceu com o monitor do computador que Henrique e eu compramos de um amigo nosso, daqui de Timon mesmo, mas que injustamente e sem explicação alguma o pediu de volta, após já termos fechado negócio há um mês e ficado tudo certo. Surpresos e bastante indignados, Henrique e eu devolvemos o monitor ao indivíduo em questão, mas cortamos a amizade com ele.
Não tenho nem palavras para descrever o que foi essa atitude para mim. Não se pede de volta para o comprador uma coisa que você já vendeu para ele. Menos ainda se depois disso já se passou semanas! E eu me senti mais ofendida particularmente, porque esse rapaz que fez isso era meu amigo. Eu o conheci aqui em Timon mesmo e só depois o apresentei para Henrique, na época em que eu estava disposta a ter os meus próprios amigos em Timon. Agora, nem me pagando, quero mais.
A atitude dele nos causou muitos problemas, descontrole em nosso orçamento, além de ter sido grande a falta do computador já que estamos dependendo mais dele ultimamente para manter contato com as pessoas que tem nos ajudado com os trâmites da mudança para Poços de Caldas.

E fora que aconteceu ainda uma coisa bem chata: quando fico com raiva e mando pras cucúias o pouco juízo da minha cabecinha, fico agressiva e falo coisas muito pesadas que normalmente em circunstancias mais serenas eu seguraria. Quem tem problemas com explosões de raiva impulsiva sabe como é, rsrs. Na hora da briga com esse cidadão falei a ele uma coisa que poderia me deixar na cadeia por anos ou render alguns processos, se houvesse tido testemunhas, e Henrique me alertou.  u.u

Mas tarde, tudo isso me fez reavaliar minha conduta atualmente e o modo como venho reagindo diante dos infortúnios que passo em Timon. Ultimamente já não tenho engolido os sapos nesse lugar com amarga tolerância para depois expelir tudo em lágrimas e choro soluçado sozinha no quarto, assim como era no tempo hediondo que morei com minha sogra e cunhada ao mesmo tempo me odiando. Já tenho quatro anos com toda essa pressão, e todo o stress e intolerância igualmente acumulados estão se convertendo em uma agressividade moral e física que nunca antes fora do meu feitio.

Me admiro em lembrar que em minha casa, com minha família, eu era uma pessoa mais serena. Não sabia o que era lutar, brigar ou discutir, enquanto que aqui em Timon, exposta a stress constante, as circunstancias e a pessoas irritantes, me fazem agir e reagir feito uma louca descontrolada, fria e agressiva. Me descobri uma radicalmente impulsiva e de conduta violenta, e reconheço e admito que cada vez mais tenho perdido o medo de atacar. E temo que as pessoas e os abusos daqui ainda me obriguem a provocar uma tragédia.
Sendo sincera eu nunca admiti uma coisa aqui. Até já tentei falar para algumas pessoas que pareceram que não acreditar. Quem está em Poços e me conhece pelo o que sou de verdade, não acredita no que me transformei em Timon. E quem, de Timon, me conhece pelo o que vê hoje, não acredita naquilo que eu já fui. Por enquanto, apenas Henrique que convive comigo e conhece os dois lados é quem percebeu e falou, que desde que moro em Timon, as formas circunstanciais do lugar realmente não me permitem ser eu mesma, aquela doce, calma e serena pessoinha de espírito infantil.

É por isso que sempre falo para ele que o que mais quero é ir embora daqui e que dentre os objetivos de voltar para a minha cidade é também para recuperar a minha identidade.


sexta-feira, 3 de maio de 2013

Minha nova série favorita. ^^

Sexta-feira, 03 de Maio de 2013.     * segunda postagem do dia.


Ultimamente tenho lido muitos livros, minha enorme paixão. Gosto de sua magia única e embriagante que me permite viajar por lugares remotos onde meus pés não podem me levar.
É aflitivo perceber que nem todas as pessoas a minha volta dão valor a um exercício tão prazeroso e tão indispensavelmente necessário ao intelectual e alma, que é ler. É um ato tão belo e quase tão divino quanto amar. E é o melhor abrigo e remédio contra a ignorância e mente vazia.
Não consigo me imaginar sem os livros, assim como uma criatura para estar viva não pode ficar sem comida.
Livros que fantasiam, livros que emocionam. Livros que fazem sonhar e inspiram, livros que também apavoram.

Meu tipo preferido de livro são os de literatura fantástica – do tipo O Senhor dos Anéis, Crônicas de Nárnia, O Cálice de Pedra, Diário de um Mago, As Guerras do Mundo Emerso, só para citar alguns -. Mas atualmente o que estou lendo nada tem haver com o gênero. Se chama Pretty Little Liars a série escrita por Sarah Shepard que vem me fascinando e está em seu décimo segundo livro. A história se passa na pequena cidade de Rosewood na Pensilvânia, a série retrata as vidas de Aria Montgomery, Spencer Hastings, Hanna Marin e Emily Fields, um grupo de garotas que depois do desaparecimento da líder do grupo, Alison DiLaurentis, começam a receber mensagens anônimas assinadas por "-A" que ameaça revelar todos os segredos mais sombrios e profundos delas. De início, as garotas acham que Alison é quem está mandando as mensagens, presumindo que ela ainda está viva e está as chantageando, já que Alison era a única que sabia todos os segredos de suas amigas; mas após o corpo de Alison ser encontrado, as garotas percebem que mais alguém sabe de todos os seus segredos.

Os livros renderam um seriado de TV que, recentemente descoberto por mim, também já caiu no meu gosto. O bacana é que com essa série recuperei o meu gosto por ver e acompanhar seriados, que havia morrido depois que vim morar na casa do Henrique e fiquei sem o meu companheiro para ver seriados: meu irmão.
Para quem gosta de ler cotidiano de adolescentes com uma pitada de mistério, eu super recomendo todos os livros e a série

Os livros.



















A capa promocional da série. 


LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

AddThis