sexta-feira, 15 de novembro de 2013

About "A".

Sexta-feira, 15 de Novembro de 2013.
- 15:10. Tarde. 

Querido diário:
Hoje eu queria finalmente lhe confidenciar uma coisa curiosa. Eu não o fiz antes porque não me senti apta e corajosa o suficiente, mas já tem uns bons meses que eu venho enfrentando sozinha um dilema pra lá de estranho e misterioso.

Era um caso apenas estranho, isolado, uma brincadeirinha que não merecia importância até começar a ficar séria. Uma pessoa, um maluco ou maluca qualquer, talvez um invejoso e mal amado da vida, simplesmente pegou pra me aterrorizar com mensagens ofensivas e cruéis na internet. A princípio eu não fazia ideia de quem era. A pessoa era cuidadosa em não deixar mostrar fotos, rastros e tão pouco qualquer característica com a qual eu pudesse reconhecê-la. O fato vinha acontecendo mais precisamente desde dezembro do ano passado, e por falta de saber quem poderia ser, eu apelidei “carinhosamente” o meu perseguidor ou perseguidora de “A”, em referência ao também misterioso e incrivelmente onipresente “A”, o vilão de Pretty Little Liars.

Pretty Little Liars é uma série de tv do momento e também uma série de livros. A história retrata as vidas de quatro inseparáveis amigas - Aria Montgomery, Spencer Hastings, Hanna Marin e Emily Fields - que depois do desaparecimento da líder do grupo, Alison DiLaurentis, começam a receber mensagens anônimas assinadas por alguém chamado "-A", que ameaça revelar todos os segredos mais sombrios e profundos delas. De início, as garotas acham que Alison é quem está mandando as mensagens, presumindo que ela ainda está viva e as está chantageando, já que Alison era a única que sabia todos os segredos de suas amigas; mas após o corpo de Alison ser encontrado, as garotas percebem que mais alguém sabe de todos os seus segredos. O mais tenso na série e também nos livros, é ver o quanto as meninas ficam nervosas e intimidadas por esse “A”, que, a cada mensagem, consegui de verdade tirar a paz das garotas, se mostrando alguém forte, capaz, ameaçador e, o mais incrível: totalmente onipresente, tomando conhecimento de detalhes da vida das meninas no momentos em que acontecem, sem elas se darem conta ou saber quem é. 

O “A” que me atormenta já não se demonstra tão desafiador ou assustador, mas demonstra conhecer um pouco mais de detalhes sobre minha vida que eu gostaria.
Porém, diferente das meninas de Pretty Little Liars e, não tão recentemente, eu descobri quem é o “A” da minha vida. Com muita investigação, tenacidade e uma pitada de observação e desconfiança eu finalmente descobri quem é a pessoa que gosta de me chatear. Para a minha surpresa e ao mesmo tempo decepção é uma pessoa conhecida, próxima de mim e que ainda por cima é uma FDP – me desculpem o terno levemente carregado – pois me dei conta que o tempo todo se fez minha amiga ao mesmo tempo que gostava de brincar de me chatear pela internet.
Percebi que a pessoa simplesmente se aproveitou de minha fraqueza, dos meus problemas e de um momento difícil da minha vida para se aproximar. Essa FDP mal amada e feiosa, uma desgraçada oportunista cujo o nome sujo não posso revelar (apesar que eu devia), mas que as iniciais são M. F., é uma mulher, uma jovem como eu, digamos assim.

Durante muito tempo eu investiguei “A” sozinha. Tentava ligar os ponto com pessoas que eu sabia que não se simpatizavam comigo, mas nada eu encontrava. Mas havia um pequeno e marcante detalhe que chamava a atenção e me fazia pensar: era a sua forma de escrita era difícil e cuidadosamente perfeita, de um português impecável. Ou seja: isento de erros, abreviações ou gírias. E outro detalhe: as ideias um tanto maldosas que a “A” usava pra ridicularizar os acontecimentos da minha vida e alguns sentimentos que eu tinha, eram muito parecidas com as ideias da tal pessoa que se dizia minha “amiga”, e que as usava incansavelmente com a desculpa de serem pra mim um “bom conselho” para os meus irritantes problemas incorrigíveis. “A” basicamente tentava me convencer a desistir de fazer as pazes com minha família e a não me mudar pra Poços de Caldas.
Mas foi pelos endereços de IP que eu acabei pegando a pessoa. Ela cuidava muito pra eu não descobri nome ou de onde partiam os perfis que usava pra me molestar. Mas ela não contou que eu fosse usar alguns recursos que me permitiriam descobrir o IP (número do computador pessoal) que ela usava. Resultado: descobri pelos muitos IPs que “A” usou que se tratava de alguém de Poços de Caldas, alguém que tinha acesso à faculdade Puc Minas e, pior: esse alguém era uma pessoa próxima de mim e  ainda por cima amiga da minha irmã =/
Entre os muitos IPs que “A” usou, apenas um apareceu em constância. Era um de um endereço residencial. No começo pensei que fosse da casa da criatura, mas resolvi investigar assim que chegasse em Poços. Como esse endereço ficava muito próximo de onde fiquei hospedada na cidade, resolvi ir até lá pra conferir. Acabou que só descobri um monte de gente feio que vivia na casinha gasta do portão vinho de onde partia o tal IP, na rua Colômbia no jardim Quissisana, provavelmente pessoas da família dessa cretina já que não vi a própria por lá, mas não me manifestei de alguma maneira. Apenas observei enquanto eu também era curiosamente observada, tentando ligar aquela às demais provas que reuni contra essa M. F, a “A” da minha vida, para enviar em anexo para a delegacia de crimes virtuais e registrar a queixa.

Sim, eu pretendo registrar um B.O contra essa louca que não tinha razões para praticar tamanha covardia comigo. E veja só a ironia da história, diário: a tal “pessoa”, atualmente, está estudando pra ser advogada (por isso um dos IPs que usou pra me mandar mensagem era da faculdade Puc Minas) e provavelmente ela bem sabe que crime virtual ou qualquer outra forma de Bullying, dá cadeia. Aliás, ela até poderia ser uma brilhante advogada se não fosse por essa mancha, poderia ser a melhor se não fosse o grande B.O que vou deixar na fixa dela.
Em uma das mensagens que me mandou certa vez, “A” ou M. F, me chamou de burra ao criticar um pequeno erro de português que encontrou em um de meus textos, (como se a diaba fosse alguma perita diplomada e livre a criticar o trabalho dos outros). Agora, se eu pudesse ter a chance de dizer isso a ela, ou, se eu pudesse ter o prazer de saber que um dia ela mesma leria esse texto, eu diria e deixaria claramente escrito pra ela:  
"Vê, querida “A”, não sei por qual razão você decidiu travar guerras comigo, ou por qual teve a audácia de me escrever coisas horríveis só porque lhe incomoda me ver feliz perto de minha família. Não sei o que tanto te aborrece na ideia de uma pessoa voltar para seu lar de origem e pra perto das pessoas que ama. Mas saiba que nesta história, "querida", e com as próprias palavras que você mesma implicou certa vez, a burra aqui nunca fui eu, foi você! ;) 
Só lhe deixo meus beijinhos, sua má amada, só isso e nada mais digo, porque já sei o que fazer com você.
Invés de me amolar, vá comprar uma caixa de bombons pra adoçar um pouco a sua vida amarga.
Contente-se com o que você tem e não tem em sua vida.

E deixe os outros serem felizes.
Deixe EU ser FELIZ em PAZ".  
(Y sal de mi vida, su perra chica y sin gracia).  ò.ó !!





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