quinta-feira, 14 de março de 2013

Arrumando a bagunça.

Quinta-feira, 14 de Março de 2013. 

Cansei. Chega de fazer drama. Já escrevi demais falando que estou confusa, que cometi erros no decorrer dos anos e que estes já decidiram parte do meu destino, que as coisas ainda não estão em seu lugar e aos poucos estou lutando por isso e blá blá blá...

É hora de mudar, aceitar, descomplicar. É hora de mim.

Não posso negar que a vida me atropelou. Chegou com pressa e jogou no meu colo toda sorte de dilemas e suas complicações, todo o tipo de sentimentos, segredos e emoções. E eu? Eu não estava pronta pra isso, aliás, eu nunca estive pronta pra nada e nem tanta confusão. O que eu fiz? Aceitei a bagunça geral, fui seguindo o caminho como pude e bagunçando tudo ainda mais. Acho que até aumentei essa bagunça ouvindo músicas tristes e imaginando coisas com minha mente perigosamente fértil.

Então, resolvi acertar as contas. Não posso mais ficar assim, não dá pra sair atrás da minha felicidade enquanto tantas coisas me prendem aqui. Preciso melhorar. Preciso organizar tudo. 

Ok. Já descobri o que deu errado. Tal revelação me chegou há três noites enquanto acertava com Henrique detalhes do que vamos fazer com nosso futuro. Durante a conversa com ele, levei um choque instantâneo no qual me trouxe lembranças que me fizeram perceber que minha vida até agora foi um erro total. Paralisei, foi como um tapa do senhor óbvio bem certeiro na minha cara. ¬¬

É hora de repensar a vida. Mas, por onde começar?

Quando me fiz essa pergunta rapidamente já me veio a resposta na minha cabecinha: Vou tentar retomar o ponto da minha vida onde perdi o fio da meada.  De preferência, antes daquela noite onde coloquei tudo a perder.
Mas, infelizmente, acabei por igualmente perceber que recomeçar do ponto perdido também não é possível, porque as pessoas e as situações daqueles dias já não são mais as mesmas, e não iriam colaborar com muita coisa para o prosseguir da minha história.
Agora eu me deparo com o maior desafio da minha vida até agora: tentar refazer uma história, passar uma borracha no passado, esquecer algumas lembranças, deixar de lado algumas mágoas para prosseguir. Paralisei novamente. Não tinha como fazer isso, nada é tão simples quanto parece. Muitas coisas na minha vida são como tatuagens na pele, por mais que eu tente tirar, sempre vai ficar uma marquinha.

Passei horas e horas tentando repensar a vida junto com Henrique, e até cheguei a algum lugar. Achei que devia esquecer as lembranças, mas foi ai que elas me perseguiram cada vez mais. Achei que devia apagar meus erros, mas desisti, pois sem eles eu sempre teria acertado e consequentemente não teria dado valor a nada. Isso é um fato. 

Então, o que me resta é começar a escrever uma nova história, quando eu chegar em Poços de Caldas com Henrique, porque quando me deparei com as páginas da minha vida e vi apenas 26 folhas escritas e mais uma imensidão a ser preenchida, me dei conta que uma coisa que Henrique falou sempre fez sentido: Nada e nem ninguém escreve por mim. Se hoje eu me encontro aqui é porque a história tem que continuar e só cabe a mim tentar mudar isso, e eu vou fazer isso, até a caneta com que escrevo minha vida falhar, ou até mesmo a tinta acabar.
Por tanto, como diziam minha mãe e minha avó quando entravam no quarto e se assustavam com o que viam, no tempo em que eu era uma garotinha desordeira: Hora de arrumar essa bagunça!   

Repensar a vida pode tomar algumas horas, mas sempre nos mostra o caminho da vitória.


2 comentários:

Miih Phrison disse...

Mari, que evolução. Até pela surpresa de te ver tendo uma atitude tão madura, decidi comentar no seu blog.
Parabéns, por essa mudança de percepção dos problemas: olhar pra dentro,e ver que somos senhores do nosso destino, e que por mais que circunstâncias externas nos tire do prumo, enquanto contamos com saúde física e mental podemos prosseguir. Sofrer é inevitável, mas lidar com o sofrimento de forma madura ou não é opcional. Cada um tem a chave de ignição de sua vida e somente ela pode dar partida e conduzi-la.
Mudar de município não produzirá efeitos se você não mudar ... A felicidade não depende da geografia, afinal, o sol nasce pra todos e em todo canto do planeta.
Abraço.

Mariana D. S. Borelli disse...

Muito obrigada, Mi!
Acho que pra tudo mundo chega aquela hora em que um choque nos obriga a acordar e nos direciona para o certo :)

Também estou feliz por mim por me sentir tão madura. É assim que pretendo voltar para casa e começar minha vida lá ao lado do meu namorado e com as bençãos de Deus :)

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