Terça-feira, 26 de Março de 2013.
Sabe, nunca costumo economizar palavras quando é para falar de alguém que eu gosto... =)
Uma das amigas mais legais que tive e
uma das poucas do passado que até hoje faço a inquestionável questão de manter,
é a Karina.
Eu estava com dezessete anos, já mais
velha e madura, quando percebi que aquela minha antiga visão de que só as
amizades masculinas funcionavam para mim, já não tinha mais fundamento e força.
É verdade que ainda hoje tenho mais facilidade com os rapazes, mas eu precisava
sim de amigas, e de mergulhar de vez enquanto no universo feminino ao lado de
Karina e Cristina, minhas últimas amigas do meu último ano letivo. E duas
doidinhas que eu amava.
Karina era muito minha companheira,
muito minha amiga e leal. Andávamos juntas para onde fosse e dividíamos todas
as coisas, todas mesmo, até as “inimigas”, as garotas que implicavam e não
gostavam de nós duas por questões frívolas e ridículas que só existiam na
percepção delas. E sobrevivíamos a todas as picuinhas, fofoquinhas, apelidinhos
e provocações. Porque Karina me fez perceber mais claramente que nunca, que
aquelas meninas que mal nos conheciam, mas amavam mostrar insatisfação com
nossa existência , só sentiam raiva porque mostrávamos indiferença e
individualidade. Éramos exclusivas e o oposto de todas elas, sempre tão clichês
umas das outras. Esse modo dela de me dar esse tipo de apoio às vezes me fazia
lembrar muito minha prima Talita.
Karina e eu começamos a conversar só
no primeiro ano do ensino médio, mas na verdade vínhamos estudando juntas desde
a sétima série. Tudo aconteceu porque ela descobriu em mim o mesmo interesse
que ela tinha nos vídeo-games, quando viu eu desenrolar sobre minha mesa um
baita pôster dos Donkey Kong e erguê-lo no alto enquanto gritava corajosamente
para o professos de física que, na minha absurda opinião, os jogos de
vídeo-game é que deveriam ser estudados e valer nota, não os trabalhos porre
que ele passava. Karina deve ter me achado uma doida, como todo mundo, mas se
aproximou e viramos amigas. Em seguida lhe apresentei Rafael, o Peterson e a
galera da rua, e viramos um grupo imenso que se reunia todo sábado para jogar
bola.
Karina e eu, em nosso tempo de
amizade, vivemos muitas aventuras e histórias de cumplicidade. O que eu achava
o máximo nela e na gente, era o fato de nos identificarmos em tudo. Era uma
amiga com quem eu fácil me entendia, igual era com Natália e Léia, e foram
raríssimas às vezes em que nos desentendemos. Quando aconteceu, meia-hora, foi
o máximo que passamos sem nos falar.
Depois que me mudei para o Santa
Angela, em 2004, nós nos distanciamos e deixamos de nos ver um pouco, confesso.
Houve um período de três anos em que ficamos afastadas, e quando decidi
procurá-la, eu soube que Karina havia se mudado para o Rio Grande do Sul. Eu
até acabei encontrando-a pela internet, trocamos conversa e aproveitamos para
resolver um assunto nosso mal explicado. Mas quando ela decidiu voltar para
Poços de Caldas em 2009, já era tarde, pois quem havia saído da cidade, havia
sido eu.
Apesar do desencontro, Karina e eu,
atualmente, temos mantido contato pela internet. E de certo modo ela tem ajudado
muito com o preparo da minha volta. Prometi a ela que quando eu chegar, iremos
resgatar o tempo perdido e voltar a andar juntas para aprontar aquelas!
E de certo modo, é bem o que ela
espera mesmo :)

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