quarta-feira, 27 de março de 2013

A minha para sempre amiga =)

Terça-feira, 26 de Março de 2013. 

Sabe, nunca costumo economizar palavras quando é para falar de alguém que eu gosto... =)
Uma das amigas mais legais que tive e uma das poucas do passado que até hoje faço a inquestionável questão de manter, é a Karina.
Eu estava com dezessete anos, já mais velha e madura, quando percebi que aquela minha antiga visão de que só as amizades masculinas funcionavam para mim, já não tinha mais fundamento e força. É verdade que ainda hoje tenho mais facilidade com os rapazes, mas eu precisava sim de amigas, e de mergulhar de vez enquanto no universo feminino ao lado de Karina e Cristina, minhas últimas amigas do meu último ano letivo. E duas doidinhas que eu amava.

Karina era muito minha companheira, muito minha amiga e leal. Andávamos juntas para onde fosse e dividíamos todas as coisas, todas mesmo, até as “inimigas”, as garotas que implicavam e não gostavam de nós duas por questões frívolas e ridículas que só existiam na percepção delas. E sobrevivíamos a todas as picuinhas, fofoquinhas, apelidinhos e provocações. Porque Karina me fez perceber mais claramente que nunca, que aquelas meninas que mal nos conheciam, mas amavam mostrar insatisfação com nossa existência , só sentiam raiva porque mostrávamos indiferença e individualidade. Éramos exclusivas e o oposto de todas elas, sempre tão clichês umas das outras. Esse modo dela de me dar esse tipo de apoio às vezes me fazia lembrar muito minha prima Talita.

Karina e eu começamos a conversar só no primeiro ano do ensino médio, mas na verdade vínhamos estudando juntas desde a sétima série. Tudo aconteceu porque ela descobriu em mim o mesmo interesse que ela tinha nos vídeo-games, quando viu eu desenrolar sobre minha mesa um baita pôster dos Donkey Kong e erguê-lo no alto enquanto gritava corajosamente para o professos de física que, na minha absurda opinião, os jogos de vídeo-game é que deveriam ser estudados e valer nota, não os trabalhos porre que ele passava. Karina deve ter me achado uma doida, como todo mundo, mas se aproximou e viramos amigas. Em seguida lhe apresentei Rafael, o Peterson e a galera da rua, e viramos um grupo imenso que se reunia todo sábado para jogar bola.
Karina e eu, em nosso tempo de amizade, vivemos muitas aventuras e histórias de cumplicidade. O que eu achava o máximo nela e na gente, era o fato de nos identificarmos em tudo. Era uma amiga com quem eu fácil me entendia, igual era com Natália e Léia, e foram raríssimas às vezes em que nos desentendemos. Quando aconteceu, meia-hora, foi o máximo que passamos sem nos falar. 

Depois que me mudei para o Santa Angela, em 2004, nós nos distanciamos e deixamos de nos ver um pouco, confesso. Houve um período de três anos em que ficamos afastadas, e quando decidi procurá-la, eu soube que Karina havia se mudado para o Rio Grande do Sul. Eu até acabei encontrando-a pela internet, trocamos conversa e aproveitamos para resolver um assunto nosso mal explicado. Mas quando ela decidiu voltar para Poços de Caldas em 2009, já era tarde, pois quem havia saído da cidade, havia sido eu.
Apesar do desencontro, Karina e eu, atualmente, temos mantido contato pela internet. E de certo modo ela tem ajudado muito com o preparo da minha volta. Prometi a ela que quando eu chegar, iremos resgatar o tempo perdido e voltar a andar juntas para aprontar aquelas!
E de certo modo, é bem o que ela espera mesmo :)


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