Quinta-feira, 13 de Maio de 2010.
Meu último dia em Poços de Caldas foi um dos que mais marcou minha vida, porque, ao mesmo tempo que era muito esperado, foi também, um dos mais tristes..
Meu último dia em Poços de Caldas foi um dos que mais marcou minha vida, porque, ao mesmo tempo que era muito esperado, foi também, um dos mais tristes..
Foi quando minha solidão já presente se tornou ainda mais amarga e real, assim como era real minha partida e o horrível sentimento de não ser mais bem vinda naquele lugar.Foi o dia em que olhei para o que estava deixando e aquele famoso filmezinho com toda a história de minha vida passou por minha cabeça;>Foi quando dei àdeus as brigas, as angústias e também à Poços de Caldas;Foi quando percebi o que estava prestes a conquistar e, pela primeira vez, eu quiz recuar ante o realizar de um sonho por medo ( ou talvez arrependimento ) e quiz chorar.
Estava deixando para trás mais do que mágoas passadas, problemas mal resolvidos, brigas de família. estava deixando toda uma história de vida, infãncia, adolescencia, pessoas, lugares por quais passei... Coisas que aprendi, anos de crescimento. Uma terra familiar..Tudo por me sentir sozinha,Tudo por um pouco de paz e liberdade..
Mas confesso que nos últimos momentos, na noite anterior à manhã da partida, meu coração quiz fraquejar. Estava encantadado com a beleza de uma incrível cidade que brilhava em minha noite de liberdade. As luzes de Natal e toda a magia dessa época me quiz seduzir, juntamente com o prazer delicioso de uma companhia também incrível da minha melhor amiga Léia, que também deixei...=/Mas era tarde pra voltar a trás e mudar de idéia. Além disso, havia um motivo maior por qual estava fazendo o que ia fazer, e isso me deu forças a não desistir.
Na manhã da quinta-feira chuvosa, dia 10 de Dezembro, a última, que me era direito, eu parti. Não houve risos ou lágrimas, palavras de despedida. Não houve pessoas com abraços e beijos de boa sorte. Só silêncio, sem lamúria. Um silêncio interminável e triste, de uma cena pouco comum onde uma garota partia sozinha com suas malas e sua bonequinha de pano nas mãos.
" Só a cidade se despedia de mim e meu coração apertado, me presenteando pela última vez com sua beleza e ambiente, que me deixarão saudades " .
Doeu, sofri, chorei. Mas foi necessário dizer àdeus. Adeus à um lugar carregado de lembranças pesadas e sentimentos fortes.. Palco de tantos acontecimentos bons e ruins.. E lar de tantas pessoas, pessoas que participaram direta e indiretamente de minha vida; Pessoas boas, pessoas ruins; Pessoas que quero rever e outras já não; Pessoas que amo enquanto que outras......Sim, derramei lágrimas e parti sem deixar saudades. E em minha porta deixei aquele poema, aquele entitulado de Adeus, Poços de Caldas.
" Mariana Borelli escreveu. E acha que se mudar de Poços foi a melhor coisa que ja lhe aconteceu. Não se arrependeu. "

Um comentário:
E não mesmo.
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