terça-feira, 4 de maio de 2010

Desabafo- Os últimos 8 meses.

Quarta-feira, 12 de Maio de 2010.

Humm..Por onde começo..? Pelos meses de preocupação e angústia que me consumiram ao longo do caminho? Pelas infindáveis cicatrizes aparentemente incuráveis que ainda sangram no meu interior? Ou talvez quem sabe pela minha insegurança, meus medos, frustrações, impaciência...
Isso sem falar nas brigas, nos insultos, nas agressões, na triste falta de amor. Tanta farpa tanta mentira, tanta malícia e maldade em um só ciclo. E ainda não acredito que pude acreditar em certas pessoas. Não acredito que por minha ingênua inoscência, eu, nelas, confiei. Não. Não é fácil falar sobre tudo isso, não é fácil desabafar mesmo sabendo que é esse o passo para a cura e perdão.











Nos últimos oito meses (os piores de minha vida), aconteceram fatos que testaram meu limite de tolerância. Infrentei. Suportei. Fui machucada e traída. Briguei  por meus ideais, defendi minhas causas. Mas tive meu coração destuído e relacionamentos rompidos, além de toda uma base familiar abalada.
A horrível noite do dia 21 de Setembro de 2009 não me sai da memória. Os gritos, o choro, o desespero, a agressão. O tapa devolvido, aquele que ecoou o grito de vingança, acabou com o respeito e autoridade de minha mãe. Mas me resultou uma expulsão.
Me vi saindo às pressas daquele que sempre foi meu lar, para as garras de um mundo frio cheio de estranhesa e necessidades. Fui rendida, maltratada, humilhada, enganada. Bati de frente com verdades ocultas e com diabos vestidos de gente.

Com tudo isso tive minhas chances de me tornar amarga e igual ou até pior que aqueles chamados meus opressores. Talvez até fazer vingança em nome do meu coração ferido. Mas não. Decidi dar a volta por cima e vencer. Meu prêmio era esse. Me agarrei em esperanças, em Deus. Na promessa e certeza de que tudo ia acabar e nada daquilo viria comigo.
Algo me dizia: " Enfrente teu medo e tua solidão, nunca duvides que mereces o melhor. E seja sempre assim: a mais forte, a que transforma, aquela que vai vencer".

No final, após aguardar e suportar tudo perseverante, eu realmente alcancei o meu prêmio. Afinal, apesar do tudo com a gravidade que aconteceu, algo me resultou de bom: fui acolhida pelo coração puro e humilde que eu esperava, que me acompanhou do início ao fim dessa difícil batalha, me apoiando e orientando o tempo todo, e além de tudo confiou em mim: Henrique.

Ele me abriu as portas de sua humilde casa, me deixou entrar em seu coração e hoje somos felizes. Tínhamos quase dois anos de namoro. Queríamos porque queríamos nos conhecer ainda naquele ano e é interessante o que foi que levou ou praticamente empurrou Henrique no meu caminho, para finalmente nos conhecermos.
Hoje é ele quem cuida de mim, não me deixando faltar nada. É engraçado pensar que todos de Poços diziam mal dele e que ele não iria me tratar bem. Hoje vejo justamente o contrário: Os vil opressores, aqueles que se diziam "parentes" e "amigos" preocupados comigo são o que me traíram e abandonaram, enquanto que Henrique, o dito perigoso, foi que me acolheu com compaixão.

Para se ver como são as coisas, como são as pessoas..
Um dia ainda ei de voltar só pra jogar na cara de cada desgraçado que, com relação ao Henrique, todos estavam errados, e que, no final dessa injusta história, eram eles os macabros vilões.

Ao Henrique sou eternamente grata. Quanto aos opressores, um dia irão pagar.
Se não for à mim, será à Deus...



"Mariana Borelli escreveu. E espera perseverante pelo seu final feliz." 

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