domingo, 9 de março de 2014

Não foi dessa vez.

Domingo, 09 de Março de 2014.
- 16:48 da tarde. 

Querido diário:
Ontem, e também sexta-feira, foram dias extremamente corridos. Nem tive tempo de me sentar e escrever pra te contar que recebi o resultado do exame   de gravidez. Deu negativo. E ainda vou confessar: por um lado me senti aliviada, porque sei que financeiramente falando ainda não é a hora e nem o lugar pra ser mãe. Mas por outro fiquei um pouquinho só decepcionada. Uma parte minha até esperava ler um "positivo". Uma pequena parte minha (uma pequeníssima parte mais madura que luta pra dominar o meu persistente lado menina), realmente queria, mesmo que sem admitir, ter podido realizar agora meu desejo secreto de ser mãe. :| 

Mas agora me sinto um pouco preocupada. A médica desconfia que os sintomas que me levaram a pensar que estava grávida foram causados por um cisto que aparentemente é o que vem me impedindo de engravidar de verdade, e por isso me pediu para consultar um ginecologista urgente. 
Achei ótimo, só porque "adoro" fazer exames. Ainda mais ginecológicos: os terríveis, malditos e constrangedores exames ginecológicos dos quais sempre fugi. ¬¬
Mas fazer o quê, parece que dessa vez não tenho escolha. Para o meu desanimar eu não sou mais aquela menininha que bate o pé emburrada pra não ir ao médico e que a mãe acaba levando arrastada do mesmo modo. E além do mais, só Deus sabe o quanto já negligenciei detalhes importantes sobre a minha saúde. Então, pra minha infelicidade, dessa vez não vai ter outro jeito.  u.u
 

segunda-feira, 3 de março de 2014

E hoje, quase 1 mês depois....

Segunda-feira, 03 de Março de 2014.
- 14:18 da tarde. 

Querido diário:
Hoje é segunda-feira, dia 3. Já estamos no mês de Março, e eu estive há quase um mês sem vir aqui. Mas, em compensação, eu trouxe uma novidade sobre a minha cunhada pra compartilhar com você – novidade esta, inclusive, que me ajudou a melhorar.

Pra começar, o antes tão comentado, apressado e também turbulento casamento da minha cunhada que aconteceu bem no dia do meu aniversário (marcado propositalmente, eu até hoje desconfio), virou a piada do ano. Pelo o que eu soube através de uma vizinha e também por minha sogra que não deixou escapar um só detalhe, metade dos convidados previstos não foram. E parece que uma prima da família acabou por fazer a indelicadeza de derrubar o bolo de andares que custara fortunas, no chão. Imagino que a minha cunhada tenha ficado louca, e não só com essa prima que nunca participara de sua vida antes e, na única vez que marca presença, comete uma gafe dessas, mas também com a minha sogra, que convidara a tal desajeitada.
Por falar na sogra, ela e a filha trocaram farpadas até no dia que era pra ser o mais importante para elas. A raiva da Vitoria contra a mãe era notória, e bem o oposto do que eu estive o tempo todo imaginando, o casamento conturbado que só aconteceu para abafar o escândalo de uma gravidez antes da hora, mais estressou e desgostou a minha sogra do que alegrou, contou-me Henrique com as palavras da mãe dele, e a única vantagem que ela enxergou ao financiar e apressar o casamento da filha era que ela fosse embora logo de casa.
Eu estaria mentindo, diário, se não dissesse que estou feliz da vida por minha cunhada ter ido embora. Era praticamente um desejo, quase um sonho, me ver livre da presença dela, de tanto que ela criou e causou problemas por aqui. Para mim sempre foi insuportável a ideia consciente e inconsciente de ela morando aqui do lado, mesmo com nós duas nos dando bem, e agora finalmente, o que eu tanto queria aconteceu: Vitoria foi embora morar num bairro um pouco longe daqui, e é a primeira vez, desde que moro aqui, que me sinto um pouco - só um pouco mais - a vontade. Livre.

Mas, além dessa, há outra coisa que está me causando uma satisfação sem tamanho: o fato de que eu consegui que o Henrique não fosse ao casamento da minha cunhada. Todo mundo sabe o quanto a Vitoria aprontou pra mim nos cinco anos que morei na casa dela. Todo mundo sabe como ela fez a cabeça da minha sogra pra não deixar seu irmão se casar comigo no ano de 2010. Em cinco anos de páginas do meu diário estão escritas toda essa frustração. E ela tanto tentou que conseguiu. Minha sogra deu ouvidos às maldades dela. 
Por causa disso, nunca me casei, e certa vez eu jurei que quando chegasse o dia da Vitoria se casar, eu não iria deixar que ela tivesse a satisfação de ter o próprio irmão presente. Eu não o deixaria ajudá-la mais em qualquer coisa ou participar de sua vida.  Eu os separaria, porque eu sabia que o irmão era a pessoa que ela mais amava depois do pai que já faleceu. Eu sabia que a presença dele era mais importante até que a da mãe pra ela no casamento. Era ele quem entraria com ela na igreja. Minha sogra muito nos pediu para que fôssemos e para que Henrique entrasse com a irmã. Diante da notável apreensão dele, até à mim minha sogra intercedeu. Mas não cedi. Não mudei de ideia, mesmo notando que em algum lapso Henrique pareceu querer fazer a vontade da mãe de entrar com a Vitoria na igreja. Decidi que a minha dor era mais forte que a nobreza de deixar mágoas de lado e fazer um bem sem olhar a quem. Decidi que eu, apesar de inúmeras vezes traída e machucada por aquela imbecil, já havia aguentado o suficiente. Ela estava feliz, não estava? Já estava se casando e estava adorando me provocar com o fato que ela se vestira de branco e foi para o altar, e eu não, não é? Eu não precisava participar daquilo. E nem ia. Decidi que o Henrique também não. Me dei esse direito. E minha recusa definitiva ao convite foi claramente entendido pela minha sogra sem remorsos ou ameaças. 
E agora, como eu disse, nada pode me tirar essa e a outra satisfação de que, ao menos que venha visitar a minha sogra vez ou outra, eu não terei mais a minha cunhada por perto.

Sabe, diário, eu sei que relatando as coisas dessa forma fica parecendo que sou uma pessoa inclinada pra maldade, que gosto da desgraça dos outros ou sou a favor de vingança. Não é isso. Você sabe mais do que qualquer pessoa que possa achar que me conhece ou me entende bem, que reagi dessa forma por causa do meu coração há muito cansado, que aguentou por cinco anos as provocações infantis e venenosas dessa moleca má criada e invejosa. Que esperou pacientemente e entre lágrimas disfarçadas de sorriso, entre soluços abafados no travesseiro os dias de hoje para ver – finalmente ver- a justiça acontecer. Esses infortúnios com o casamento, minha sogra atrapalhando, o irmão ausente na cerimônia, tudo é reflexo do mesmo que aconteceu comigo voltando para a minha cunhada, que causou a maior parte das confusões; é só a vida (e eu) devolvendo à Vitoria o que ela mesma provocou. Antes tivesse ido pela amizade. E se mesmo assim não concordasse com as coisas, que tivesse ficado quieta, como eu. As pessoas colhem o que plantam, sempre tem o que merecem cedo ou tarde. A vez da minha cunhada, que antes se achava esperta por ter conseguido o que queria, chegou, e o mais legal é que eu fiquei aqui em Timon tempo suficiente para ver isso. 
Talvez seja por isso que meus planos de sair daqui logo sempre se rompiam. Eu tinha que estar aqui para ver isso. Se eu tivesse já ido pra Minas Gerais e de lá visse as fotos do casamento dela pelo facebook, provavelmente eu pensaria que ela tivera o casamento perfeito, e sem dúvida que ela cuidaria pra que eu pensasse isso, só pra me chatear. Mas estando ainda aqui, eu vi o por trás dos bastidores, vi minha sogra descontente armando tudo pra estragar, vi um bolo caro se espatifando no chão, vi uma Vitória frustrada gritando furiosa com a mãe na sala da casa que nunca a perdoará por destruir seu casamento.

É, o mundo deu voltas. Não que eu esteja feliz. Só estou satisfeita e me sinto vingada. Sinto que agora sim o círculo realmente se fechou e posso descansar em paz. As lágrimas que derramei por causa da minha cunhada foram vingadas. E agora sinto que já posso deixa-la ir.
E.... quanto a mim, estou ótima. É o que tenho a dizer. Não só por isso, mas por várias outras pequenas coisas. Como eu disse no começo deste quilométrico texto, fiz vinte e sete anos no dia 14 de fevereiro. Recebi os parabéns e várias homenagens de todos os meus amigos e familiares, inclusive da minha mãe Suzana e minha irmã Dianne. Fiquei muito feliz. Ganhei o  meu primeiro estojinho de maquiagem do Henrique e me comprei um livro legal.  :) 
Também comecei o meu tão sonhado curso de corte e costura pra aprender a fazer minhas próprias roupas e desenhar minhas coleções e semana que vem vou entrar pra academia, vou começar na terapia e os meus planos de retomar meus trabalhos com as gravações dos meus cds de OSTs de games estão dando certo. Sem falar que estou muito feliz porque, nesse mês, o meu cabelo passou a bater na cintura, fazendo também dar certo meu sonho infantil de finalmente ter os cabelos compridos. E de quebra, estou achando que esse ano eu finalmente serei mamãe, porque desde de Dezembro tudo vem indicando que estou grávida. É verdade que só terei a certeza na sexta-feira, mas até lá ando muito apreensiva.
Como pode ver, os ventos mudaram e agora sopram em minhas velas. Minha sorte vem mudando muito e estou adorando isso tudo. Estou muito feliz, mais leve, tranquila. Agora finalmente volto a sorrir e a planejar com calma as coisas da minha vida.
Bom, por enquanto eu vou ficando por aqui, mas prometo lhe manter informado sobre tudo, diário. Hoje eu escrevi um bocado, mas há muito mais que eu preciso te contar.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Hoje eu contei pra Deus tudo o que estou sentindo.

Sexta-feira, 07 de Fevereiro de 2014
- 17:22 da tarde. 

Querido diário:
Uma das coisas que mais gosto de fazer quando fico sozinha em casa é conversar com Deus em voz alta. Hoje falei pra Ele tudo o que eu estou sentindo sobre as coisas que estão acontecendo, tudo o que me incomoda. Me desmanchei em lágrimas. Abri o coração. Contei pra Ele o quanto estou incomodada com a felicidade das pessoas que eu acho que não a merecem, as mesmas pessoas que fizeram de tudo para que eu não fosse feliz com o Henrique. 
Falei do casamento da Vitória; falei do filho que ela espera; falei também da minha sogra que, contra mim, não anda fazendo nada atualmente, mas está prestando o apoio que não dera à mim quando eu ia me casar com o seu filho, pra minha cunhada ingrata que não merecia, e agora fica evidente a diferença, o que pra mim é o mesmo que minha sogra me fazer mal indiretamente. 

Falei também das tias do Henrique e do fato de elas estarem conversando com a minha sogra. E isso me incomoda, porque quando eu vim morar aqui em 2009, minha sogra estava brigada e não falava com as próprias irmãs fazia dez anos, e tudo o que a minha sogra soube fazer foi falar mal das irmãs, contar as piores histórias delas e pedir para eu manter distância, alegando que todas eram loucas. E quando, por algumas circunstâncias do destino, eu fiz amizade com essas tais irmãs, as mesmas também contaram histórias da minha sogra e também disseram que eu devia ficar longe da minha sogra porque ela era louca e traiçoeira. 
Isso, é claro, não deixou de ser verdade, mas, o que eu não entendi e também detestei que aconteceu foi essa coisa quando tem duas pessoas ou duas partes que não se entendem e estas tentam convencer você da rivalidade entre elas, lhe fazendo escolher entre elas e te usando como catalisador de histórias venenosas uma da outra. Daí, do nada, para a sua surpresa e encabulação, elas se reconciliam, começam a conversar, se entendem, e você não sabe o que fazer, o que pensar ou sentir. Na maioria das vezes, no final, você acaba ou excluído ou odiado, porque um lado vai contar pro outro qualquer coisa que você tenha dito de negativo sobre um ou outro quando existiam as desavenças. E infelizmente, é bem por isso que estou tendo que passar. ¬¬ 

Eu só queria entender, diário, por que aquela Lidinalva, que antes queria ver a própria irmã morta, agora anda de beijos e amores com ela. E por que eu tive que aguentar tanta briga aqui se depois iriam se acertar.
São essas coisas que não aguento, sabe. Antes não tivessem brigado tanto e envolvido tanta gente, envolvido a mim, pra ser mais exata. 
Não consigo ignorar o fato que isso tudo parece algum tipo de conspiração. Sei que talvez nem haja nexo o que estou imaginando. Mas eu desabafei tudo pra Deus hoje de manhã. Pedi sua ajuda.Talvez Ele me entenda. 
Talvez Ele me ajude e resolva tudo de algum modo.


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Desabafo: as coisas que estão mexendo comigo no momento.

Terça-feira, 04 de Fevereiro de 2014.
- 14:02 da tarde. 

Querido diário:
Por aqui, 2014 começou muito agitado. Nem bem iniciou e as coisas aconteceram numa velocidade que mal pude processar, e muitas delas fortes o suficiente para testar meus limites e resistência emocional. É tanta coisa a dizer que nem sei por onde começar. Mas pra ser sincera o meu real desejo é esquecer muito do que aconteceu. Não que tenham  acontecido desgraças; o problema é o único modo com o que estou conseguindo lhe dar com os fatos.
O grande “abalo” do momento é o casamento de ninguém menos que a minha cunhada. Ultimamente não se fala em outra coisa, e é claro que devido a isso estou me sentindo estranha, pois trata-se do casamento da pessoa que desmanchou o meu noivado em 2010 e me impediu de estar casada nos dias de hoje com o meu namorado Henrique. Pra variar, ela também está grávida, de 3 meses, e essa gravidez aparentemente é a razão desde casamento relâmpago, e também, de mais um de meus aborrecimentos, porque justo  a minha cunhada, além de ter desmanchado meu sonho de casar, também teve culpa por eu ter perdido um filho, também em 2010. Ela ficava me oprimindo durante o meu estado delicado, e... bem, acho que agora você pode me entender, diário. =/ 

Mas não sou só eu a estar um tanto chateada com as novas que envolvem a Vitória. Minha sogra também falta enlouquecer. Disse para o Henrique que, casando e ainda por cima grávida, Vitória nunca dera tanto desgosto. Henrique também se mantem indiferente. Já assinou sem demora um auto decreto de que não irá na cerimônia de casamento da própria irmã, que acontecerá neste próximo dia 14 – sim, bem no dia de meu aniversário. ¬¬ 
Por falar na cerimônia, para a minha não muito surpresa, eu também fui convidada. Mas já tratei de dar uma daquelas minhas excelentes e típicas desculpas nada convincentes para não comparecer. A mim não parece uma boa ideia, e, também, não se sinto a vontade de participar do sonho da pessoa que destruiu os meus. O único ponto que gostei nisso tudo é que, agora com filho e marido, minha cunhada terá que se mudar. Minha sogra parece bem mais radiante com a ideia e pelo menos na nossa frente, dá pulos de alegria quando lembra a si mesma que ficará em paz agora que se desobrigará de cuidar da filha que tanto lhe deu trabalho.

Só digo que é uma pena minha cunhada não ter se casado e tomado outro rumo mais cedo. A ausência de sua presença antes venenosa poderia ter evitado muita coisa que ela inventou só pra atrapalhar e que deu origem, hoje, a muitas consequências. Mas já que foi assim, espero que Vitória seja feliz mesmo que ela tenha interferido na minha vida. – e espero mais que nunca que agora ela pare de inventar de ir morar em Minas com o Henirque.
Mesmo que para mim esteja sendo difícil lhe dar e aceitar que ela conquiste agora o mesmo que tirou de mim no passado, pelo menos ela estará um pouco longe, e eu não precisarei me sentir afetada por ela e poderei aos poucos superar.
Não dizem que, O que os olhos não veem, o coração não sente?



sábado, 1 de fevereiro de 2014

Fevereiro.

Sábado, 01 de Fevereiro de 2014.
- 13:36 da tarde.

Transformar os dias, fazer novo o mês!
Que fevereiro venha lindo então! :D


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