- 14:18 da tarde.
Querido diário:
Hoje é segunda-feira, dia 3. Já estamos no mês de Março, e
eu estive há quase um mês sem vir aqui. Mas, em compensação, eu trouxe uma
novidade sobre a minha cunhada pra compartilhar com você – novidade esta,
inclusive, que me ajudou a melhorar.
Pra começar, o antes tão comentado, apressado e também turbulento casamento da minha cunhada que aconteceu bem no dia do meu aniversário (marcado propositalmente, eu até hoje desconfio), virou a piada do ano. Pelo o que eu soube através de uma vizinha e também por minha sogra que não deixou escapar um só detalhe, metade dos convidados previstos não foram. E parece que uma prima da família acabou por fazer a indelicadeza de derrubar o bolo de andares que custara fortunas, no chão. Imagino que a minha cunhada tenha ficado louca, e não só com essa prima que nunca participara de sua vida antes e, na única vez que marca presença, comete uma gafe dessas, mas também com a minha sogra, que convidara a tal desajeitada.
Por falar na sogra, ela e a filha trocaram farpadas até no dia que era pra ser o mais importante para elas. A raiva da Vitoria contra a mãe era notória, e bem o oposto do que eu estive o tempo todo imaginando, o casamento conturbado que só aconteceu para abafar o escândalo de uma gravidez antes da hora, mais estressou e desgostou a minha sogra do que alegrou, contou-me Henrique com as palavras da mãe dele, e a única vantagem que ela enxergou ao financiar e apressar o casamento da filha era que ela fosse embora logo de casa.
Eu estaria mentindo, diário, se não dissesse que estou feliz da vida por minha cunhada ter ido embora. Era praticamente um desejo, quase um sonho, me ver livre da presença dela, de tanto que ela criou e causou problemas por aqui. Para mim sempre foi insuportável a ideia consciente e inconsciente de ela morando aqui do lado, mesmo com nós duas nos dando bem, e agora finalmente, o que eu tanto queria aconteceu: Vitoria foi embora morar num bairro um pouco longe daqui, e é a primeira vez, desde que moro aqui, que me sinto um pouco - só um pouco mais - a vontade. Livre.
Mas, além dessa, há outra coisa que está me causando uma satisfação sem tamanho: o fato de que eu consegui que o Henrique não fosse ao casamento da minha cunhada. Todo mundo sabe o quanto a Vitoria aprontou pra mim nos cinco anos que morei na casa dela. Todo mundo sabe como ela fez a cabeça da minha sogra pra não deixar seu irmão se casar comigo no ano de 2010. Em cinco anos de páginas do meu diário estão escritas toda essa frustração. E ela tanto tentou que conseguiu. Minha sogra deu ouvidos às maldades dela.
Pra começar, o antes tão comentado, apressado e também turbulento casamento da minha cunhada que aconteceu bem no dia do meu aniversário (marcado propositalmente, eu até hoje desconfio), virou a piada do ano. Pelo o que eu soube através de uma vizinha e também por minha sogra que não deixou escapar um só detalhe, metade dos convidados previstos não foram. E parece que uma prima da família acabou por fazer a indelicadeza de derrubar o bolo de andares que custara fortunas, no chão. Imagino que a minha cunhada tenha ficado louca, e não só com essa prima que nunca participara de sua vida antes e, na única vez que marca presença, comete uma gafe dessas, mas também com a minha sogra, que convidara a tal desajeitada.
Por falar na sogra, ela e a filha trocaram farpadas até no dia que era pra ser o mais importante para elas. A raiva da Vitoria contra a mãe era notória, e bem o oposto do que eu estive o tempo todo imaginando, o casamento conturbado que só aconteceu para abafar o escândalo de uma gravidez antes da hora, mais estressou e desgostou a minha sogra do que alegrou, contou-me Henrique com as palavras da mãe dele, e a única vantagem que ela enxergou ao financiar e apressar o casamento da filha era que ela fosse embora logo de casa.
Eu estaria mentindo, diário, se não dissesse que estou feliz da vida por minha cunhada ter ido embora. Era praticamente um desejo, quase um sonho, me ver livre da presença dela, de tanto que ela criou e causou problemas por aqui. Para mim sempre foi insuportável a ideia consciente e inconsciente de ela morando aqui do lado, mesmo com nós duas nos dando bem, e agora finalmente, o que eu tanto queria aconteceu: Vitoria foi embora morar num bairro um pouco longe daqui, e é a primeira vez, desde que moro aqui, que me sinto um pouco - só um pouco mais - a vontade. Livre.
Mas, além dessa, há outra coisa que está me causando uma satisfação sem tamanho: o fato de que eu consegui que o Henrique não fosse ao casamento da minha cunhada. Todo mundo sabe o quanto a Vitoria aprontou pra mim nos cinco anos que morei na casa dela. Todo mundo sabe como ela fez a cabeça da minha sogra pra não deixar seu irmão se casar comigo no ano de 2010. Em cinco anos de páginas do meu diário estão escritas toda essa frustração. E ela tanto tentou que conseguiu. Minha sogra deu ouvidos às maldades dela.
Por causa
disso, nunca me casei, e certa vez eu jurei que quando chegasse o dia da Vitoria
se casar, eu não iria deixar que ela tivesse a satisfação de ter o próprio
irmão presente. Eu não o deixaria ajudá-la mais em qualquer coisa ou participar
de sua vida. Eu os separaria, porque eu sabia
que o irmão era a pessoa que ela mais amava depois do pai que já faleceu. Eu
sabia que a presença dele era mais importante até que a da mãe pra ela no
casamento. Era ele quem entraria com ela na igreja. Minha sogra muito nos pediu
para que fôssemos e para que Henrique entrasse com a irmã. Diante da notável
apreensão dele, até à mim minha sogra intercedeu. Mas não cedi. Não mudei de
ideia, mesmo notando que em algum lapso Henrique pareceu querer fazer a vontade
da mãe de entrar com a Vitoria na igreja. Decidi que a minha dor era mais forte
que a nobreza de deixar mágoas de lado e fazer um bem sem olhar a quem. Decidi
que eu, apesar de inúmeras vezes traída e machucada por aquela imbecil, já
havia aguentado o suficiente. Ela estava feliz, não estava? Já estava se
casando e estava adorando me provocar com o fato que ela se vestira de branco e
foi para o altar, e eu não, não é? Eu não precisava participar daquilo. E nem
ia. Decidi que o Henrique também não. Me dei esse direito. E minha recusa
definitiva ao convite foi claramente entendido pela minha sogra sem remorsos ou
ameaças.
E agora, como eu disse, nada pode me tirar essa e a outra satisfação de que, ao menos que venha visitar a minha sogra vez ou outra, eu não terei mais a minha cunhada por perto.
Sabe, diário, eu sei que relatando as coisas dessa forma fica parecendo que sou uma pessoa inclinada pra maldade, que gosto da desgraça dos outros ou sou a favor de vingança. Não é isso. Você sabe mais do que qualquer pessoa que possa achar que me conhece ou me entende bem, que reagi dessa forma por causa do meu coração há muito cansado, que aguentou por cinco anos as provocações infantis e venenosas dessa moleca má criada e invejosa. Que esperou pacientemente e entre lágrimas disfarçadas de sorriso, entre soluços abafados no travesseiro os dias de hoje para ver – finalmente ver- a justiça acontecer. Esses infortúnios com o casamento, minha sogra atrapalhando, o irmão ausente na cerimônia, tudo é reflexo do mesmo que aconteceu comigo voltando para a minha cunhada, que causou a maior parte das confusões; é só a vida (e eu) devolvendo à Vitoria o que ela mesma provocou. Antes tivesse ido pela amizade. E se mesmo assim não concordasse com as coisas, que tivesse ficado quieta, como eu. As pessoas colhem o que plantam, sempre tem o que merecem cedo ou tarde. A vez da minha cunhada, que antes se achava esperta por ter conseguido o que queria, chegou, e o mais legal é que eu fiquei aqui em Timon tempo suficiente para ver isso.
Talvez seja por isso que meus planos de sair daqui logo sempre se rompiam. Eu tinha que estar aqui para ver isso. Se eu tivesse já ido pra Minas Gerais e de lá visse as fotos do casamento dela pelo facebook, provavelmente eu pensaria que ela tivera o casamento perfeito, e sem dúvida que ela cuidaria pra que eu pensasse isso, só pra me chatear. Mas estando ainda aqui, eu vi o por trás dos bastidores, vi minha sogra descontente armando tudo pra estragar, vi um bolo caro se espatifando no chão, vi uma Vitória frustrada gritando furiosa com a mãe na sala da casa que nunca a perdoará por destruir seu casamento.
É, o mundo deu voltas. Não que eu esteja feliz. Só estou satisfeita e me sinto vingada. Sinto que agora sim o círculo realmente se fechou e posso descansar em paz. As lágrimas que derramei por causa da minha cunhada foram vingadas. E agora sinto que já posso deixa-la ir.
E.... quanto a mim, estou ótima. É o que tenho a dizer. Não só por isso, mas por várias outras pequenas coisas. Como eu disse no começo deste quilométrico texto, fiz vinte e sete anos no dia 14 de fevereiro. Recebi os parabéns e várias homenagens de todos os meus amigos e familiares, inclusive da minha mãe Suzana e minha irmã Dianne. Fiquei muito feliz. Ganhei o meu primeiro estojinho de maquiagem do Henrique e me comprei um livro legal. :)
Também comecei o meu tão sonhado curso de corte e costura pra aprender a fazer minhas próprias roupas e desenhar minhas coleções e semana que vem vou entrar pra academia, vou começar na terapia e os meus planos de retomar meus trabalhos com as gravações dos meus cds de OSTs de games estão dando certo. Sem falar que estou muito feliz porque, nesse mês, o meu cabelo passou a bater na cintura, fazendo também dar certo meu sonho infantil de finalmente ter os cabelos compridos. E de quebra, estou achando que esse ano eu finalmente serei mamãe, porque desde de Dezembro tudo vem indicando que estou grávida. É verdade que só terei a certeza na sexta-feira, mas até lá ando muito apreensiva.
Como pode ver, os ventos mudaram e agora sopram em minhas velas. Minha sorte vem mudando muito e estou adorando isso tudo. Estou muito feliz, mais leve, tranquila. Agora finalmente volto a sorrir e a planejar com calma as coisas da minha vida.
Bom, por enquanto eu vou ficando por aqui, mas prometo lhe manter informado sobre tudo, diário. Hoje eu escrevi um bocado, mas há muito mais que eu preciso te contar.
E agora, como eu disse, nada pode me tirar essa e a outra satisfação de que, ao menos que venha visitar a minha sogra vez ou outra, eu não terei mais a minha cunhada por perto.
Sabe, diário, eu sei que relatando as coisas dessa forma fica parecendo que sou uma pessoa inclinada pra maldade, que gosto da desgraça dos outros ou sou a favor de vingança. Não é isso. Você sabe mais do que qualquer pessoa que possa achar que me conhece ou me entende bem, que reagi dessa forma por causa do meu coração há muito cansado, que aguentou por cinco anos as provocações infantis e venenosas dessa moleca má criada e invejosa. Que esperou pacientemente e entre lágrimas disfarçadas de sorriso, entre soluços abafados no travesseiro os dias de hoje para ver – finalmente ver- a justiça acontecer. Esses infortúnios com o casamento, minha sogra atrapalhando, o irmão ausente na cerimônia, tudo é reflexo do mesmo que aconteceu comigo voltando para a minha cunhada, que causou a maior parte das confusões; é só a vida (e eu) devolvendo à Vitoria o que ela mesma provocou. Antes tivesse ido pela amizade. E se mesmo assim não concordasse com as coisas, que tivesse ficado quieta, como eu. As pessoas colhem o que plantam, sempre tem o que merecem cedo ou tarde. A vez da minha cunhada, que antes se achava esperta por ter conseguido o que queria, chegou, e o mais legal é que eu fiquei aqui em Timon tempo suficiente para ver isso.
Talvez seja por isso que meus planos de sair daqui logo sempre se rompiam. Eu tinha que estar aqui para ver isso. Se eu tivesse já ido pra Minas Gerais e de lá visse as fotos do casamento dela pelo facebook, provavelmente eu pensaria que ela tivera o casamento perfeito, e sem dúvida que ela cuidaria pra que eu pensasse isso, só pra me chatear. Mas estando ainda aqui, eu vi o por trás dos bastidores, vi minha sogra descontente armando tudo pra estragar, vi um bolo caro se espatifando no chão, vi uma Vitória frustrada gritando furiosa com a mãe na sala da casa que nunca a perdoará por destruir seu casamento.
É, o mundo deu voltas. Não que eu esteja feliz. Só estou satisfeita e me sinto vingada. Sinto que agora sim o círculo realmente se fechou e posso descansar em paz. As lágrimas que derramei por causa da minha cunhada foram vingadas. E agora sinto que já posso deixa-la ir.
E.... quanto a mim, estou ótima. É o que tenho a dizer. Não só por isso, mas por várias outras pequenas coisas. Como eu disse no começo deste quilométrico texto, fiz vinte e sete anos no dia 14 de fevereiro. Recebi os parabéns e várias homenagens de todos os meus amigos e familiares, inclusive da minha mãe Suzana e minha irmã Dianne. Fiquei muito feliz. Ganhei o meu primeiro estojinho de maquiagem do Henrique e me comprei um livro legal. :)
Também comecei o meu tão sonhado curso de corte e costura pra aprender a fazer minhas próprias roupas e desenhar minhas coleções e semana que vem vou entrar pra academia, vou começar na terapia e os meus planos de retomar meus trabalhos com as gravações dos meus cds de OSTs de games estão dando certo. Sem falar que estou muito feliz porque, nesse mês, o meu cabelo passou a bater na cintura, fazendo também dar certo meu sonho infantil de finalmente ter os cabelos compridos. E de quebra, estou achando que esse ano eu finalmente serei mamãe, porque desde de Dezembro tudo vem indicando que estou grávida. É verdade que só terei a certeza na sexta-feira, mas até lá ando muito apreensiva.
Como pode ver, os ventos mudaram e agora sopram em minhas velas. Minha sorte vem mudando muito e estou adorando isso tudo. Estou muito feliz, mais leve, tranquila. Agora finalmente volto a sorrir e a planejar com calma as coisas da minha vida.
Bom, por enquanto eu vou ficando por aqui, mas prometo lhe manter informado sobre tudo, diário. Hoje eu escrevi um bocado, mas há muito mais que eu preciso te contar.
Um comentário:
Mariii,
quantas novidades hein flor!
essa do casamento da sua cunhada foi uma boa mesmo, não era certo que tudo fosse perfeito para ela depois do que ela te fez...acho que não foi exatamente uma vingança, mas uma justiça universal...hehehe!
parabéns pelo aniversário, agora temos a mesma idade! =P
e como assim vc acha que está grávida? menina, to chocada! ai que delíciaaaaaa!! tomara que dê certo se for isso mesmo que vc deseja!
eu não aguento mais ter que esperar para começar a tentar, mas esse ano estou com outras prioridades, mas assim que possível quero ter um baby também!!
vou ficar na torcida por vc,não deixe de vir aqui contar quando souber hein!
bjinhos e tudo de bom!
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