Nem parece que hoje é dia 24 de Dezembro, véspera
de Natal.
Nossa casa, assim como as demais da rua desprovidas
de enfeites, não entrou no clima natalino.
Também não há comidas sendo preparadas na
cozinha e nem bebidas sendo resfriadas. Não tem árvore com luzinhas ou cantigas
de natal. E tão pouco parentes chegarão para a tão empolgante hora dos presentes.
A cidade de Timon, da mesma forma morta e
sem vida, pois a maioria de seus moradores viajaram, não parece saber o que é o
verdadeiro espírito natalino. Os poucos diabos que ainda povoam a cidade fazem questão
de misturarem as coisas, ao transformarem uma época santa em carnaval, onde
desde cedo ao som de swingueira, tomam cervejas nas portas dos bares.
Para pessoas como eu, isso é lamentável,
pois acostumada a passar o natal num clima familiar em Minas Gerais, em volta
da árvore repleta de presentes e numa mesa farta de guloseimas, não passo um
natal que preste em Timon.
Também, a julgar como as coisas são aqui,
era de se esperar.
Para ser sincera nem estou me importando muito
por passar meu quarto natal em cinzas aqui. Uma das coisas que planejo fazer em
algum ano da minha vida, é promover um natal bem gordo com a família reunida na
minha casa-mansão, em Poços, para compensar os anos sem nada aqui.
Só de imaginar a bela mesa que vou montar,
onde estarão sentados os meus irmãos, minha avó, minha linda mãe, o Henrique, meu
pai e os amigos que pretendo convidar, já fico com água na boca e o coração por
transbordar alegria!
Só quero isso. O resto, foi resto. Poder
fazer algo melhor no futuro é o que importa.

Nenhum comentário:
Postar um comentário