quinta-feira, 12 de julho de 2012

Afinal, o que amadurece um homem?

Quinta-feira, 12 de Julho de 2012.



É como a Bruna me disse ontem. Para eu ter o Henrique com o grau de maturidade que eu queria, teria que levá-lo para longe, para onde não pudesse obter o auxílio de minha sogra, mãe dele, para nada. E também arrumar um filho, cuja as responsabilidades com ele iria obrigá-lo a crescer rapidinho.

O problema é que é uma coisa praticamente impossível. A mãe dele é perdidamente louca por ele. Não o quer longe e lhe tem cuidado quase divino. Mesmo tendo nossas coisas separadas e nossa renda, ela ainda prefere, insiste e diz que se sente bem dando pra ele tudo o que ela julga que precisa.
Ela pensa e se preocupa com Henrique 24 horas do dia, dos 7 dias da semana, dos 365 dias do ano. Já falara que ele é a alegria que lhe resta de uma parte da vida de que gostava. Isso é bom, mas o safado é por demais acomodado com a situação. E por isso, dá a estranha impressão de que ele não cresce nunca! E eu sei o quanto gosta da importancia exclusiva que minha sogra sempre lhe deu e dá. E juro que consigo enxergar nele o meninozinho gordinho da fazenda que sua mãe ainda vê. E Não o homen de quem estou noiva…u.u

Não reclamo. É importante pra ele que se deêm bem. E ela também precisa dele. Confia muito nele.
Mas já tive vontade de ter minha casa separada, sentir o que é realmente se virar sozinha e ter liberdade. Ela disse que iria atrás dele até o fim do mundo. E como brigar não ia valer de nada,
nos conformamos com essa questão e decimos morar perto dela como quer.

O sonho de levá-lo para morar em Poços de Caldas, onde poderia crescer e muito, foi adiado por tempo indeterminado, sob a condição de que só iremos após o falescimento da minha sogra. Afinal, a casa é mesmo de uma das tias. Quando desocupada, provavelmente voltará a ser uma coisa só para seus novos moradores já escolhidos. Naquela irmã dele nem quero pensar. Já falei para ele que na hora em que o inevitável acontecer, não permitirei que assuma responsabilidades com ela. Se não tiver bom senso de planejar desde agora suas coisas, sua vida, as pessoas com quem vai conviver e uma casa pra morar, com certeza minha cunhada acabará jogada no mundo e sem rumo.
Se realmente se preocupasse com o futuro e quizesse ser livre, já estaria planejando por alto todas essas coisas, pensaria em guardar dinheiro pra si, se casar e arrumar a própria família para se firmar.
 Do mesmo modo que Henrique e até minha própria sogra, a menina sabe que ninguém poderá ficar com a casa das tias. E que com dezoito anos ela já pode se inscrever para ganhar uma casa do governo onde quizer. Então, não sei porque ainda está estacionada, deixando a vida correr pra ver o que acontece, não percebendo que sua mãe sempre blefa quando fala que tem herança, dinherio e dará as coisas para ela só para segurá-la em casa e longe desses amigos que não gosta.
E se está tranquila porque espera que na hora do inevitável o Henrique irá ajudá-la, melhor ela levar em consideração se EU deixarei ou não. Porque, por ter sido má comigo, agora, se ela tem irmão ou não, sou EU quem decido.

Por tanto, se quero que Henrique assuma resposabilidades de um homen casado e amadureça, preciso esperar que algo maior que não seja distanciá-lo do conforto materno ou gritar com ele, aconteça para alavancar a grande mudança.
Algo que vá trazer números siguinificativos.
Algo que possa trazer uma segurança para mim, como mulher.
Algo que até mesmo o orgulhe e o faça sentir mais homen.
Algo como…. Alguma coisa que lhe provocasse uma revolução psicológia em determinadas áreas…
E urgente…
Mas o que seria esse “algo”??
Afinal, o que amadurece um homem?







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