sexta-feira, 23 de julho de 2010

Suposições.

 Sexta-feira, 09 de Julho de 2010.

Ainda não tenho encontrado nenhuma informação útil às minhas investigações. Minha cunhada ultimamente não tem conversado nada além de suas idiotisses e abobrinhas de sempre...
Se bem que tenho uma boa quantidade de material guardado para revisar, mas ainda sim não alcançei o que quero.
Na medida em que me vejo envolvida demais com isso, quase como obsecada, me pergunto, às vezes, se o mais saudável não seria esquecer e abandonar tudo. às vezes nem ela mesma parece se importar mais com minha existência, mas a ância por descobrir uma razão satisfatória de um ódio pelo qual sou alvo, me leva a cometer até o mais audacioso meio de violação a uma vida privada.
Me dando ao direito de saber, investigo cada detalhe das coisinhas que encontro, das conversas que ouso, das evidências descuidadosamente deixadas por ela mesma. Mas nada fica muito claro para mim.
Por que sou tão odiada? =/














É difícil entender o que se passa na cabeça dela.A cada momento ela parece me odiar por algum motivo diferente. Mas con base no que já sei, devo adimitir que faço idéia do que deve motivar suas ações infantis e irritantes, pois os sentimentos da minha cunhada tem algo haver com medo, uma profunda tristeza e raiva, por suas perdas sucessivas.
Pelo o que andei escutando e venho percebendo também, parece que minha chegada fez mudar muito a vida da minha cunhada. Claro, é praticamente impossível a introdução de um estranho em um lugar não mudar a rotina de uma família inteira sem incomodar alguém, mas, pelo visto, a menina se sentiu a mais afetada.
No começo, quando estavam havendo muitas brigas por aqui, a natureza de suas horrorozas discuções, sempre aos gritos e com desrespeitosos palavrões, quase sempre envolviam a mudança de comportamento do Henrique e sua convivência comigo. Não sei como era a convivência deles antes, mas ela alega que Henrique já foi de dar muitos presentes à ela, coisas caras. Já foi de defendê-la em situações e nunca pensou duas vezes antes de lhe ceder algum caprixo. Agora ela reclama de não mais ganhar esses presentes, diz que ele não se importa. Que ele agora passa muito mais tempo comigo, e não divide mais as coisas com ela.

" Ah, qual é! Ela agora está querendo competir com o meu papel de esposa? ", eu penso.
 
Pior que está.
Mas a verdade é que ela nunca foi essa companheira para Henrique, como eu sou. Fato esse com o qual ela mais implica. Sim, a nojentinha odeia nos ver juntos. Ele muitas vezes me contou do quanto era sozinho e que a irmã nunca foi de ficar com ele ou ajudá-lo nas coisas. Ela sempre foi egoísta com tudo, preferindo muito mais os amigos da rua, ou a prima Letícia, ao irmão, que tinha em casa. Agora Henrique se vê surpreendido com o que vem acontecendo e, principalmente, com essa historinha de ciúmes bem agora. Por isso mesmo que ele nem dá trela pra ela.

Aí, com base nisso, eu penso: Se não eram companheiros antigamente, por que ela se importa com isso agora que estou aqui? Arrependimento, talvez, por algo que podia ter sido e não foi? Foi o que cogitei uma vez.
E será que um simples ciúmes de irmã, um ciúme sem lógica, a deixa tão revoltada e insuportável ao ponto de carregar um ódio monstro no coração? Não. Definitivamente não. Pra mim, existe algo a mais.
Seria inveja? Sim, Henrique acabou por descobrir o quanto a irmã tem inveja de mim. Ela inveja minhas roupas, meu cabelo, minhas tatuagens, meu jeito de ajir e falar. Inveja minhas origens, inveja meus talentos.. inveja até meus problemas de saúde, alegando agora ter também a mandíbula deslocada  ¬¬



E sua implicancia em cima de meu namoro pode ser também por esse motivo, pois eu invisto sério em um namoro sério além de ter uma excelente convivência com meu namorado. Ela, ao contrário, sofre por não conseguir ser levada a sério provavelmente por conta de sua infantilidade, sem atrativos e jeito interessante, e fica caindo de mão em mão com marmanjos que não querem nada além de sexo com ela. É triste, também não se dá ao respito, que eu sei.. u.u
Aí, já que não consegue, pra compensar, investe em maldades pra estragar a felicidade dos outros.



Pra mim a verdade é essa: De vista não parecia, mas minha cunhada é uma menina extremamente nimada, mal acostumada e que gosta de ter tudo sem precisar fazer nada. É uma verdadeira " sangue-suga " que pense estar tudo bem se encostar nos outros e ainda brigar para ter o que não é dela. Não aceita qualquer forma de diciplina, não aceita qulaquer pessoa com algo superior ao dela ou, a ela, e, o mais absurdo: não aceita ocupar o posto inferior ao de esposa, na vida do irmão. Ela não tem o menor senso de realidade e responsabilidade, e pra piorar: ela  NÃO QUER ser independente e correr atrás do que é dela. É muito mais cômodo pegar o que é dos outros ou esperar que o façam por ela. Deve ser por isso que as vezes tenho a impressão de que ela me enxerga como obstáculo, ou até mesmo ladra, das boas coisas que tirava do irmão. Henrique disse que achava antes estar fazendo bem ao ser bom com ela, mas que agora percebeu que foi um erro, erro que não pretende mais cometer.
Por fim, chegando ao final desse longo e pensativo e cansativo texto cheio de suposições, concluo que o problema pode ser muito mais complexo do que parece, se for parar pra pensar. E que certas suposições poderiam até ser quase certezas.



Tentar descobrir o real motivo me dá dores de cabeça, mais ainda sim queria saber. Afinal, era importante pra mim ser aceita e amada, e não odiada dessa forma, ser ter feito nada  =/
E quanto a cunhada-encrenca, só digo que ela precisa tomar urgente uma injeção de ralidade do tamanho da ignorância e infantilidade, antes que a vida lhe dê uma pancada ainda pior.


" Mariana Borelli escreveu. E ficou com os dedos duros de tanto digitar. "

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