sexta-feira, 28 de março de 2014

Ainda bem que é menina.

Sexta-feira, 28 de Março de 2014.
- 18:33. Fim de tarde. 

Querido diário:
Falando hoje de outro assunto, minha sogra contou que o bebê da minha cunhada que vai nascer é menina, e só Deus sabe o tamanho do alívio e satisfação que senti por saber disso: que é menina e não menino. Todo mundo por aqui sabe que minha sogra tem a visível e assumida preferência pelo filho Henrique com relação a irmã só porque ele é menino, e o fato me faz pensar que em se tratar dos futuros netos, pra minha sogra, não será diferente.
Quando eu achava que estava grávida, minha sogra disse ao Henrique que estava torcendo para o meu bebê ser menino. E a última coisa que eu queria que acontecesse era que o bebê da minha cunhada fosse também, pois só eu sei – e eu já podia até imaginar – o tamanho da frescura que iria ser a minha sogra com essa criança, e só eu sei até onde iria subir o ego inflamado da minha cunhada se soubesse disso. Com certeza iria tirar muito proveito da situação, talvez até forçar para que esse bebê homem fosse para a minha sogra mais importante que o Henrique. A minha cunhada sempre se ressentiu por não ser a filha preferida e sempre foi capaz de fazer qualquer coisa pra derrubar o irmão mais velho do posto.
Então, pelo bem – até mais do Henrique que meu-, e pela frágil harmonia que só foi pairar aqui porque minha cunhada se mudou, graças a Deus que o bebê dela é menina. 


quinta-feira, 27 de março de 2014

É nessa corda bamba...

 ... que eu ando que meu choro desata, me inunda e me faz parecer boba, sofredora, quando o espelho da memória me mostra o quão eu sou forte. É nessa tentativa de equilíbrio constante que eu caio, tantas e tantas vezes, umas rindo, outras xingando, mas querendo acertar. Nessa escuridão que as circunstâncias me apresentam, eu quero ser luz. Mas como ser brilho, se a opacidade dos outros me atinge? Será que me afetará para sempre? Será que ainda há mais força aqui dentro para lutar contra isso?
E me pergunto: Quando é que eu vou poder voltar para onde é meu lar me ver livre deste lugar e todas essas pessoas que me fazem mal? 
Quando será que a minha vida me vai acontecer?
Quando será que chegará o dia em que não precisarei mais chorar ou sentir saudades das pessoas que eu amo e estão tão longe de mim?
Quando será que eu finalmente verei todos os meus dilemas, problemas e angústia resolvidos? 

Não sei. Mas juro que eu queria saber. Mas, enquanto as páginas estão em branco e as respostas não me são dadas, eu vou andando, aqui, ali, sendo imbecil e apaixonada, sensível e reclusa, horas despencando horas centrada, seguindo meus passos, deixando rastros e esperando o meu dia vir.
Que um dia, ele chega. 

- M'ari B. 



Por que é tão difícil para ela se lembrar de mim?

Quinta-feira, 27 de Março de 2014.
- 18:46. Fim de tarde. 

Querido diário:
Como eu estava decidida a alcançar aquele apoio familiar do qual tanto preciso e do qual te falei ontem, mandei hoje um recado para a minha irmã, no facebook, mas como sempre ela não respondeu.
Eu queria entender por que ela é tão ruim em me dar um pouco de atenção. Queria saber por que é tão difícil para ela se lembrar de mim, da irmã dela que mora longe...


quarta-feira, 26 de março de 2014

Estou me sentindo perdida.

Quarta-feira, 26 de Março de 2014.
- 17:07 da tarde.

Querido diário:
Hoje estou me achando um pouco confusa. Estou precisando colocar a cabeça no lugar, mas não sei como fazê-lo. Também estou sentindo que preciso de apoio familiar para várias coisas, mas não sei como pedir à minha agora indiferente família. =/
Depois que eu os vi em outubro do ano passado, na viagem que fiz à Minas Gerais, depois também de ter passado cinco anos longe deles vivendo aqui no Maranhão, eu achei que eu havia conseguido quebrar a grande muralha de gelo que se ergueu entre nós. Achei que tinham ficado felizes e impressionados em ver o quanto mudei e que por isso não me deixariam mais tão abandonada, que me ajudariam. Mas aparentemente minha visita não deu muita diferença. Eles ainda são muito duros comigo.
Mas, bem, eu não estou triste, depressiva ou angustiada. Mas estou me sentindo desorientada, perdida e sozinha, estou precisando de ajuda para seguir e me organizar e organizar a minha vida e sentimentos. Mas não tenho de quem obter essa ajuda.  Deus sabe o tudo que eu daria em troca de ter pelo menos a minha avó por perto. Ela é sábia. Sempre tem as palavras certas para a hora certa. E entrementes, seria a melhor ajuda de que preciso no momento.


terça-feira, 25 de março de 2014

Voltando a escrever no diário.

Terça-feira, 25 de Março de 2014.
- 17:48. Fim de Tarde.

Querido diário:
E mais uma vez eu descumpri com a promessa que eu fiz a mim mesma de manter este meu abençoado diário virtual atualizado. Eu sei que no futuro irei me arrepender infinitamente disso, mas, tudo bem: a cá estou. Tive outros compromissos. Não aconteceu muita coisa nos últimos dias, e estou bem pelo menos – alias, bem até demais :D
Quer dizer: só ando novamente naquela onda de confusão e com a cabeça cheia de coisas, pensando em mil besteiras e mastigando infinitas aflições.
Mas, apesar disso, estou me sentindo um tanto engraçadinha hoje. Ando de muito bom humor, e não há uma razão aparente para isso, o que é o mais gostoso!
Ah! E tenho outra coisa pra dizer: Retiro o que eu disse sobre o fato de que eu deixaria de me importar com a minha cunhada agora que ela se casou e, graças ao meu bom Deus, foi morar longe daqui. Descobri essa semana que eu sempre vou me importar, sempre. Principalmente se ela não me deixa esquecê-la, e continua vindo a visitar a mãe todos os domingos... ¬¬

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