sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Acho que agora finalmente encontrei a chave correta.

Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2013.  #2 

Acho que agora finalmente encontrei a chave correta para abrir e libertar tudo isso que está preso dentro de mim há tanto tempo”. Na verdade, já venho sentindo essa paz espiritual há algum tempo que não sei definir com precisão. É como se aquela cruz, que parecia tão pesada, tivesse se transformado em um pedaço de graveto insignificante. 

Aprendi que, agora, eu sou responsável por mim e pelas consequências dos meus atos. Passei a encarar as pessoas no fundo dos seus olhos e tentar decifrar suas mentes. Entendi que não há nada melhor do que a simples observação.

Aprendi o que é “amor-próprio”, já que passei a me amar completa e inteiramente. Passei a chorar, a me emocionar e a lamentar tudo o que me entristece. Entendi que a vida é valiosa demais para desperdiçar tempo com ressentimentos, mágoas, raiva, vingança e outros sentimentos irrisórios. 

Aprendi que o que as pessoas falam e pensam de mim é problema exclusivo delas, e que não devo tentar agradar a ninguém, mas acima de tudo, devo fazer o que gosto e acho correto para mim. Enxerguei que nem todo mundo é realmente aquilo que aparenta, e depois de muitos erros, aprendi a agir com cautela, muitas vezes de forma fria e calculista. 

O futuro se aproxima de mansinho, como quem não quer nada, mas em breve se tornará algo avassalador que vai me envolver e me transformar novamente. Neste exato momento, o coração está a transbordar de sentimento indefinidos, e o cérebro borbulha com tantos pensamentos sobre o mundo. Me sinto realmente forte, como se tivesse ingerido uma grande quantidade de um energético que renovou a minha alma. Respiro devagar, com tranquilidade, e um ar puro entra nos pulmões e expulsa o que não presta. 
 
Que venham os inimigos, os exércitos, os desafios e as espadas: sei que, agora, tenho capacidade para enfrentar todos vocês. A luz do sol aquece o meu coração e a sombra do medo parece fugir… Quem falou que eu deixei de acreditar? Quem falou que eu ia desistir da vida? “Desistência” é uma palavra que não costumo encontrar no meu dicionário. Atenção, meus caros… A chave já foi encontrada e a fechadura está prestes a ser aberta!


Batalhas perdidas e guerras vencidas.

Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2013. 

Uma vida que não faz sentido na maioria dos dias deixa qualquer um cansado. Principalmente se isso se estender por anos e anos.

Desde os meus 16 aninhos venho buscando razões e respostas para tudo. E francamente vou falar que cansei de questionar a razão disso, afinal não vou achar nenhuma. Nos erros e naquilo que não se saiu conforme eu planejava, eu poderia facilmente colocar a culpa na primeira pessoa que aparecesse na minha cabeça, mas não vou fazer isso, NÃO POSSO fazer isso. Já fui vítima de pessoas que são mestres na arte e sei o quanto é chato, ridículo e hipócrita culpar os outros para não ter que carregar o peso dos seus erros sozinho. 

Errei varias vezes na vida, todos nós erramos. Dizem que só assim aprendemos, e pelas minhas experiências digo que acredito cada vez mais nisso.
Onde eu errei? Simples, andei carregando peso de problemas que não eram meus, pra tentar ajudar.
O que eu ganhei? Como diria William Shakespeare: “Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar”.
Eu a adaptaria para: Minhas dúvidas são traidoras, e as pessoas também são. 

Sinceramente, cansei de carregar o peso do mundo nas costas. Agora só quero levar o que é meu. E pode me chamar de menininha egoísta, eu sei que nesse caso não sou. Antes, egoístas são aqueles que sugaram de mim até a última gota de energia, mas na hora que preciso de apoio, não me olham nem para um “muito obrigado, Mari, por tudo”.
Seria sempre bom se todos os sentimentos que tenho pelos outros fosse recíproco, mas não é. Eu sempre acho que é, mas quando tudo se desfaz, sofro por “besteira”, digamos assim, pelo o que causaram dentro de mim.  

Talvez eu passe a usar um pouco de senso e a enxergar que a vida é uma eterna rasteira. Eu já levei tantas que já tive vontade de ficar pelo chão mesmo, por achar mais seguro. E quase todo dia chego a pensar que é assim mesmo.
Apesar de tudo, apesar das coisas ainda não estarem em seus lugares, apesar de algumas pessoas ainda insistirem em me destruir, ainda tenho pessoas que valem a pena, poucas, mas que fazem a minha vida ter um pouquinho de cor.
Digamos que até tenho portos seguros para ancorar o meu barco, alicerces onde me segurar. Tal privilégio é motivos de inveja de muita gente, é verdade, que nem sabe o que é isso. 

Mas… eu entendo que a vida às vezes fica de cabeça para baixo, até porque a minha está nessa posição já faz um tempo, rs. Mas prometi para mim que nunca iria desistir, e não vou. A batalha é longa, é difícil, e no final quem sabe o sacrifício de tentar tenha valido a pena. Gosto de acreditar que vai.
E quando a vida mudar de posição só vou falar uma coisa: Eu sou maior do que tudo que tentou me destruir e me fazer mal, e que apesar de tudo eu nunca deixei meus valores de lado, nunca me tornei uma hipócrita e muito menos derrubei ninguém, muito menos joguei a culpa em outro para chegar até aqui.


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Algo melhor me espera.

Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2013. 

Agora estou assim: se não foi é porque não era pra ser. Não tem mais dessa de "eu podia ter lutado mais”... Sabe por que?
Porque estou me esforçando por outras coisas e fazendo meu máximo. Se não deu certo, foi porque Deus não quis, e algo muito melhor me espera.

Arrependimentos são normais, mas eles não podem se tornar uma culpa - e nem uma desculpa - dentro de mim.
Creio que as coisas que estão por vir são maiores, e até melhores, posso sentir. Não posso ficar nessa de solidão, tristeza e arrependimento, esse ciclo fechado e não evolutivo ;)
Sou mais que isso! A vida é mais que isso.

Muitas coisas não passam de barreiras a serem destruídas, às vezes estraçalhadas, para que depois aquilo que queremos aconteça - ou não aconteça, na verdade.
E se não acontecer é porque algo melhor me espera - tenho certeza disso :)





quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

As melhores lições de vida são aprendidas nos piores momentos.

Quarta-feria, 20 de Fevereiro de 2013.



E apesar de tudo, eu aprendi. E sobrevivi. Amadureci.
E tudo só contribuiu para que, preparada com minhas imunidades, esteja eu para o mundo e as vastas experiências! ^^

Eu mudei um pouco depois de tudo isso, sabe? Não, eu não me tornei mais fria, nem fechada. Mas eu passei a entender certas coisas melhor e ter mais a certeza sobre o que preso em minha vida e o que quero dela.
Acho que, no final, foi até bom eu ter passado pelas consequências de meus erros e por dilemas que me provaram. Foi bom eu ter passado por tristezas e apuros. Afinal, aprendi a dar valor a tantas coisas, principalmente nas que achava que jamais perderia, como a família, os amigos, a cidade onde nasci e comecei minha vida, e tudo mais que me era familiar.

Nos últimos dias eu me vi pensando e olhando para os eventos do passado e criei a necessária coragem de admitir certos erros. E de repente todas essas reflexões só me serviram para perceber que, ao contrário da ilusão que eu tinha, fugir de um problema realmente não funciona. Essa infeliz opção só arrasta consequências que às vezes até ferem quem nada tem haver. E o problema original continua a te esperar, rs.

Eu fui para o Maranhão para me livrar da dor dos problemas que estava passando com minha família, ao pensar que no nível em que encontravam não mais se acertariam, e acabei tendo que enfrentar outro muito pior, com uma família que nem era a minha, e com pessoas e suas crises particulares que nem deveriam estar na minha vida.
Entraram por razões que reconheço serem culpa minha. 

Mas, apesar de tudo, acredito que reconhecer o fato que errei e onde errei é a atitude mais nobre que já alcancei. As pessoas que passam muito tempo sofrendo e lamentando perdas tem dificuldade em reconhecer que, na maioria dos casos, foram elas mesmas que se causaram a dor que as está atormentando. Reconheci que se não fosse por erros, caprichos e rebeldia não estaria na vida do Henrique e nem tinha cruzado meus caminhos com a família dele. Não estaria nessa situação e teria trilhado caminhos prósperos, com certeza.

Agora, o que posso fazer por mim após tal reconhecimento é perseverar numa significativa mudança, porque apesar de todo o sofrimento, adquiri um aprendizado enorme e uma maturidade além da que podia imaginar ter, se ainda estivesse naquela minha vida onde eu era protegida de tudo.
Foi uma experiência ruim, foi, mas que da pior maneira possível me obrigou a crescer, fortalecer e a me preparar para as rotas não favoráveis da vida.

E além de tudo ainda conheci o amor da minha vida nessa experiência. Nos amamos e decidimos caminhar juntos nessa vida, para todo o sempre! Porque é melhor tirar proveito disso tudo e recomeçar com o pé direito e feliz, porque tudo isso me deixou melhor preparada para qualquer coisa que eu vier a enfrentar. 
Porque como diz a sábia Elisabeth Almeida: "Algumas das melhores lições de vida são aprendidas nos piores momentos." 









segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Uma ferida do passado.

Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2013. 

A boa e aberta relação que tenho com Henrique me permite ter com ele, quando quero, conversas sinceras sobre qualquer coisa. E as vezes nessas épocas fazemos até confissões um ao outro. Podem ser elas segredos do passado, um deslize cometido, um sentimento mal resolvido, uma satisfação necessária.

Eu gosto muito da sinceridade que temos, o que vem nos permitindo a durar tanto tempo juntos com tanto respeito.

Com base nisso, certa noite confessei para ele o motivo real pelo qual aceitei a ser sua namorada pela internet, o que o chocou bastante, porque até então ele acreditava naquilo que sempre enxergou e achou que havia acontecido: que me apaixonei perdidamente e a primeira vista, assim como ele por mim. E enlaçados por esse sentimento forte nos mantivemos juntos até nos encontrar.
Na verdade em parte até foi assim, mas antes que eu realmente me apaixonasse, minha intenção de namoro com ele era apenas uma brincadeira que acabou se tornando séria. E de novo, igual na confissão de ontem, Henrique só teve a infeliz sorte de entrar na minha vida por mais uma carência e tolice minha feita no meu passado. Na verdade, tentei usá-lo para esquecer alguém.

- Tudo começou no ano de 2001, quando eu tinha 14 anos. Conheci na escola aquele que mais tarde seria o meu melhor amigo e o rapaz com quem eu mais iria me importar para o resto da vida, chamado Rafael. Esse Rafael e eu temos a mais especial e bonita história de amizade da qual falarei em alguma oportunidade, não hoje, e que nos uni numa espécie de laço de juramento eterno.
Acontece que em 2004, quando eu já estava com 17 anos e ele 15, ele aprontou uma que abalou muito essa nossa convivência, algo do qual também falarei numa outra ocasião, e que me fez entrar em colapso, pois não aguentei me ver separada dele. E depois que me senti traída por sua punhalada em minhas costas, junto com outros motivos entrei numa depressão total e nesse período ficamos separados por três longos anos.
Quando eu fiz 20 anos em 2007, já curada dessa depressão, ferida e ainda com bastante raiva pela dor que me causava sua ausência interminável em minha vida, decidi que precisava urgente de um novo melhor amigo, alguém que pudesse preencher os vazios e lacunas de igual modo. Alguém que pudesse de vez substitui-lo.
Assim eu decidi e assim eu fiz. Bati meu pé no chão, enxuguei as últimas lágrimas, rasguei as cartas dele e firmei comigo mesma o compromisso de arrumar um novo melhor amigo para substituir o Rafael. 

E é aí que o Henrique entra na história. Eu o encontrei na internet meses mais tarde, no fim de 2007. Contei para ele todo o meu drama com o meu melhor amigo ausente. Cheguei a comentar que o colocaria no lugar de Rafael, em meu coração, mas não contei para ele que no começo só aceitei namorá-lo para esquecer o outro. E como Henrique residia a três estados de distância de mim, não achei que um dia apareceria na minha porta cobrando um sentimento verdadeiro.
Só que o tempo passou e a brincadeira foi se tornando séria. Até chegamos a terminar uma vez. Mas quando ele começou a pedir para voltarmos, acabei apaixonada de verdade por Henrique e fizemos planos de ficarmos juntos para sempre. 

Hoje estamos firmes e fortes, apesar dos lamentáveis capítulos em que sua mãe e a irmã quiseram nos separar. Estamos nos enchendo de planos de casarmos diante de um padre e construir uma família juntos, em Poços de Caldas. Mas vou confessar que, em momentos isolados em que as coisas correm estranhas, me pergunto se realmente o sentimento que tenho pelo Henrique é sincero, se não é apenas uma extensão equivocada daquela carência que me motivou a aceitar seu pedido de namoro apenas para esquecer “o outro”. 

É claro que não seria justo para ele depois de tudo o que passamos e, depois de certas “coisas” já não serem mais as mesmas em parte por minha culpa, se eu descobrisse que na verdade não o amo, que apenas sinto respeito e carinho por nossa amizade e que talvez fosse a hora de assumir que por uma ideia idiota de fazer raiva para o Rafael, acabei por usar tão seriamente os sentimentos do Henrique por todo esse tempo. 

Mas eu sei que no fundo não é bem isso. Porque assim como sei que Henrique sempre foi e é completamente apaixonado por mim, também sou por ele. Admito que no início eu o tenha usado. Mas hoje tenho reais sentimentos por ele e sei que eu ficaria louca se me visse longe dele por um pouco mais que o necessário.
Só não entendo uma coisa: mesmo com a certeza do que sinto, ainda assim me paira essa dúvida, se é amor ou se sinto apenas respeito.

Por que?






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